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terça-feira, 29 de março de 2016

Movimentos tentam reunir 100 mil contra impeachment em Brasília


Manifestação no dia 17 de março. Foto: Lula Marques/ Agência PT
Manifestação no dia 17 de março. Foto: Lula Marques/ Agência PT
Estadão Conteúdo – A Frente Brasil Popular, integrada por 60 movimentos sociais e apoiada pelo movimento Povo Sem Medo, do PSOL, pretende levar 100 mil pessoas a Brasília, na próxima quinta-feira, 31, em manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com o slogan “golpe nunca mais”, atos serão realizados simultaneamente em várias capitais e cidades do interior. Não estão descartados fechamento de rodovias, ocupações de prédios e propriedades rurais.
Em São Paulo, a manifestação começa às 16 horas, na Praça da Sé, centro da capital. Os atos também vão criticar a reforma da Previdência e o ajuste fiscal do próprio governo que os movimentos defendem. “As organizações sociais defendem que a tentativa de retirar Dilma Rousseff da Presidência é um golpe à democracia. A data é emblemática, pois lembra o golpe militar de 1964. As frentes definiram que o foco principal é a marcha para Brasília e vamos estar lá, mas também vamos ter mobilizações no interior”, disse o dirigente nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), Gilmar Mauro.
Para o presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT São Paulo), Douglas Izzo, também coordenador da Frente Brasil Popular, apoiar a saída da presidente é estar ao lado dos que querem o fim dos diretos trabalhistas e o retrocesso das conquistas sociais e na área de direitos humanos. Dissidente do MST e líder da Frente Nacional de Lutas (FNL), José Rainha Junior levará militantes a Brasília e seus aliados farão atos no interior de São Paulo. Rainha se diz crítico do governo Dilma em relação à reforma agrária, mas participará dos atos em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigado na Operação Lava Jato.
O presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Lopes, disse que seu grupo vai se mobilizar em defesa de Dilma e Lula, “mas vamos cobrar a reforma agrária”. O Povo Sem Medo lançou o manifesto ‘Periferias contra o Golpe’, com assinaturas de movimentos sociais e culturais, em que expõe a preocupação nas periferias com os rumos do País. Em nota conjunta, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo informam que os eixos da mobilização incluem a defesa da democracia, mudança na política econômica e defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários já conquistados.

Homens invadem casa, roubam moedas e matam idosa a facadas em Jaboatão


Reprodução/TV Jornal
Uma idosa de 82 anos foi assassinada a facadas, nesta terça-feira (29), em Engenho Velho, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo a polícia, assaltantes invadiram a casa da aposentada Josefa Minervina Oliveira, roubaram um botijão de gás, algumas moedas e esfaquearam a vítima no pescoço.
Vizinhos da idosa contaram que ela morava sozinha e afirmaram que a mulher vivia no bairro há 40 anos e não tinha inimigos. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, ninguém foi preso.


Artistas reagem aos últimos acontecimentos da política


Através das redes sociais temos visto a opinião de muitos deles



Reprodução / Facebook
Alguns artistas têm se posicionado sobre o momento delicado que o país tem vivido.
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Através das suas redes sociais temos visto a opinião de muitos deles

Artistas reagem aos últimos acontecimentos da política


Através das redes sociais temos visto a opinião de muitos deles



Reprodução / Facebook
Alguns artistas têm se posicionado sobre o momento delicado que o país tem vivido.
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Através das suas redes sociais temos visto a opinião de muitos deles

Artistas reagem aos últimos acontecimentos da política


Através das redes sociais temos visto a opinião de muitos deles



Reprodução / Facebook
Alguns artistas têm se posicionado sobre o momento delicado que o país tem vivido.

Através das suas redes sociais temos visto a opinião de muitos deles

Ministros do PMDB desobedecem sigla e vão continuar no governo


A ministra Kátia Abreu adiantou que não vai entregar o cargo e irá mudar de partido, provavelmente o PSD

DR

Os ministros Kátia Abreu (Agricultura), Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência, Tecnologia e Inovação), todos do PMDB, anunciaram na tarde desta terça-feira (29) que não deixarão os cargos, mesmo após o diretório da legenda determinar que todos os ministros que ainda permanecem nos cargos devem entregá-los, bem como os filiados que ocupam cargos no Executivo federal, sob risco de sofrerem sanções caso não o façam, de acordo com o Jornal Nacional.
P
Segundo a Globo News, a ministra Kátia Abreu adiantou que não vai entregar o cargo e irá mudar de partido, provavelmente o PSD

NÃO HÁ ESCAPATÓRIA PARA DILMA


Na tentativa de se salvar, a presidente Dilma recorreu aos métodos mais condenados e abominados pelo seu partido, o PT, quando oposição: o aliciamento de parlamentares contra o impeachment pela oferta de cargos. Isso ficou muito claro neste último esforço concentrado de fim de semana pela sua tropa de choque, para manter o PMDB na base.
Ao embarcar, ontem, em Fortaleza, rumo a Brasília, o líder do Governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, acusou o vice-presidente Michel Temer de ser o comandante da tropa do golpe referindo-se ao PMDB, que deve desembarcar hoje do Governo. Arrogante, o petista chegou a dizer que custava a acreditar que o PMDB viesse a recusar tantos cargos.
Falou em mais de 500 cargos, que estavam na alçada do partido e que não iriam ser desprezados por aqueles sedentos de poder. O tom de Guimarães, esboçado na véspera de uma decisão importante da vida nacional – o posicionamento do PMDB frente à crise e ao Governo – é muito parecido com o da tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor.
Tão logo percebeu que sua cabeça estava a prêmio, Collor ofereceu ouro e mirra. Mas, àquela altura, com os caras pintadas já nas ruas, como se observa neste momento, 24 anos depois, não havia milagre nenhum capaz de salvar o caçador de marajás. Qualquer semelhança com Dilma não será mera coincidência.
Fisiológico na sua essência, o PMDB sabe que melhor do que salvar Dilma, com quem convive entre tapas e beijos, é entregar o poder a um aliado de confiança: Michel Temer. O que Dilma teria para oferecer que Temer, em vias de virar presidente, não possa também empenhar a palavra?
Eis a teoria do pragmatismo que levará à derrocada de Dilma e, consequentemente, do PT. Se sem o PMDB os partidos de oposição já contavam com número suficiente para abrir, dar prosseguimento e aprovar o impeachment, com a legenda peemedebista engrossado o coro, será, certamente, muito mais fácil

Chegada de Serra e Dias Toffoli à evento em Lisboa é marcada por confusão


Os políticos brasileiros já chegaram à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para evento que irá discutir a crise no Brasil



Rafael Damas
O seminário luso-brasileiro de Direito inicia nesta terça-feira (29) em Lisboa. O evento vai contar com a presença de políticos brasileiros que devem discutir sobre o tema: "Constituição e Crise – A Constituição no contexto das crises política e econômica".
A chegada de José Serra (PSDB) foi marcada por gritaria e confusão. Em frente à Faculdade de Direito, um grupo de manifestante protestou gritando "Não vai ter golpe".
O ministro Dias Toffoli também já chegou ao local e foi hostilizado pelos manifestantes. Os políticos foram vaiados com gritos de: "golpistas, facistas, não passarão!".
Notícias em atualização

Ministros do STF e tucanos são alvo de protestos em Portugal


Eles participam de seminário na Universidade de Lisboa



Alex Souza - Notícias ao Minuto Brasil
Um grupo de cerca de 200 manifestantes está, desde o início da manhã, protestando em frente à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal, que recebe o Seminário Luso-Brasileiro de Direito.
P
O evento ocorre até a próxima quinta-feira (29) e tem a participação de tucanos como Aécio Neves e José Serra, além dos ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli – o vice-presidente Michel Temer também estaria presente, mas cancelou a presença há poucos dias. Aécio particpará somente na quinta-feira - Serra e Toffoli chegaram juntos e foram praticamente encurralados pelos manifestantes. 
Favorável à manutenção do governo de Dilma Rousseff, o ato aproveita a presença de expoentes da oposição para bradar gritos como “golpistas, fascitas, não passarão”, “a verdade é dura, a OAB apoio a ditadura”, em referência ao apoio da Ordem ao processo de impeachment da presidente, o tradicional “não vai ter golpe”, além de “o pré-sal é nosso”, entre outros.
O protesto foi organizado via Facebook e recebeu apoio do partido político português Bloco de Esquerda, que enviou representantes. Bruno Araújo, um dos organizadores, disse que o que está em curso no Brasil é a suspensão da normalidade democrática.
“O que temos é uma tentativa disfarçada no ar de dar legalidade a um golpe em pleno século 21. Nosso objetivo não é defender o governo A ou o governo B, o partido A ou o partido B. Nosso objetivo é fazer com que o Estado democrático de Direito se mantenha em pé para que todos os partidos políticos, em igualdade de condições, possam disputar eleições no Brasil”, explicou Araújo.
Confira fotos do ato na galeria acima

Após acordo com Renan, PMDB deve aprovar saída por aclamação


Temer e RenanEstadão Conteúdo – Após encontro do vice-presidente Michel Temer com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tarde desta segunda-feira, 28, interlocutores de Temer afirmaram que o PMDB deve aprovar o desembarque do governo por aclamação na reunião do Diretório Nacional desta terça-feira. Renan representava a ala do partido mais governista e que resistia a apoiar a saída do partido da base aliada do governo Dilma Rousseff. Até esse domingo, 27, interlocutores do presidente do Senado consideravam “muito difícil” um acerto entre ele e Temer em relação ao rompimento.
Segundo os interlocutores do vice-presidente, Temer e Renan entraram em acordo na reunião dessa segunda-feira. No encontro, eles definiram que os ministros do PMDB não devem participar da reunião do diretório e terão até 12 de abril para deixar os cargos.
O próprio Temer, que é presidente da legenda, também não deve participar da reunião. A ideia é não passar a imagem de que ele comandou o processo de rompimento. Caberá ao senador Romero Jucá (RO), primeiro vice-presidente do PMDB, comandar o encontro.
Até então, havia a expectativa de que Temer comandasse a reunião, caso tivesse certeza de que o desembarque seria aprovado por consenso. Para o vice, alcançar a unanimidade na reunião é importante como um sinal de que a sigla está unida em torno dele e de seu eventual governo.
Temer esteve reunindo com membros do PMDB durante toda esta segunda-feira para tentar eliminar os focos de resistência ao desembarque. Pela manhã, se reuniu com o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia), um dos principais defensores da permanência do partido no governo.
O Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, tentou contato com aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros. Mas não obteve resposta.
O encontro entre Temer e Renan aconteceu nesta tarde, na residência oficial do presidente do Senado, em Brasília. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), também participou da reunião

Marina Silva diz que Temer na Presidência provocaria “bololô”


Marina Silva teceu críticas ao governo federal em encontro com militância no Recife. Foto: André Nery/JC Imagem.
Foto: André Nery/JC Imagem.
Estadão Conteúdo – A ex-ministra Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, disse na madrugada desta terça-feira, durante entrevista ao apresentador Jô Soares, no Programa do Jô, da TV Globo, que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, se aprovado, cumpriria uma “formalidade”, mas não sua “finalidade”.
Se o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumisse, segundo ela, ocorreria um “bololô”. A expressão foi usada antes pelo apresentador, para se referir à possibilidade de afastamento da presidente e do vice, que provocaria, segundo ele, uma confusão ainda maior que o impeachment. Para Marina, no entanto, Dilma e Temer têm responsabilidades equivalentes pela atual crise. “Os dois partidos (PT e PMDB) estão implicados igualmente”, afirmou Marina.
A ex-ministra voltou a defender que a melhor saída para a crise seria a impugnação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que provocaria novas eleições se ocorresse ainda em 2016.
Jô tratou a entrevistada como candidata e perguntou se ela já teria escolhido nomes para o Ministério.
Marina negou que já tenha tomado qualquer decisão. “Não é uma mentira branca nem mentira negra ou preta”, disse a ex-ministra, rejeitando a insinuação de que ela estaria escondendo suas pretensões. “É a mais profunda verdade e pago um preço muito alto quando digo que não sei se serei candidata. Meu objetivo de vida não é ser presidente, é ver o Brasil melhor”, afirmou.
A líder da Rede Sustentabilidade afirmou que pensa na possibilidade de concorrer ao Planalto, mas que não quer “instrumentalizar” a crise. “O mais importante é dar contribuição genuína. (…) Não fico ligada em pesquisa de opinião. É um registro de um momento. E é um momento muito delicado da vida do nosso país, com inflação, desemprego, juros altos e descrença nas lideranças políticas”, afirmou a ex-ministra.
Marina foi candidata a presidente em 2010, pelo PV, e em 2014, pelo PSB – na vaga herdada de Eduardo Campos, morto em desastre aéreo durante a campanha

segunda-feira, 28 de março de 2016

O BRASIL DAS BARGANHAS


Na tática de oferecer cargos de peemedebistas no "varejão" da Câmara, o primeiro lance já foi dado. Entregar a presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), antes ocupada por um aliado do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), para a sigla nanica do PTN, que daria dez votos a favor de Dilma. A preocupação de assessores presidenciais é o tempo curto disponível para segurar e reconquistar aliados em siglas como PP, PR e PSD, que já avisaram à presidente sobre o risco de a maior parte de seus deputados votarem a favor da saída da petista do Palácio do Planalto.
Um interlocutor da presidente reconhece que o tempo joga contra o governo, mas disse que estes partidos, incluindo na conta também o PTB, nunca ocuparam papel de destaque na Esplanada dos Ministérios e agora teriam a promessa de se transformarem em protagonistas caso Dilma sobreviva.
O problema, reconhece outro assessor, é que o PMDB também está articulando na busca de conquistar o apoio destas legendas para um eventual governo Temer.
VOTAÇÃO SIMBÓLICA
Do lado do PMDB, o fortalecimento da ala que prega o rompimento levou os partidários da manutenção da aliança com o governo, hoje reduzidos a algo entre 20% e 25% da legenda, a fazerem uma série de propostas.
Há, inclusive, quem pregue que não haja mais aferição exata sobre a saída do governo, mas uma espécie de votação simbólica pelo desembarque.
Segundo essa tese, o partido sinalizaria unido pelo desembarque, mas, em contrapartida, os sete ministros do PMDB teriam um prazo maior, até 12 de abril, para entregarem os cargos.
A tentativa de esticar a permanência desses nomes no governo não é bem vista pela ala mais rebelde do partido, que tem dito que isso levaria a uma desmoralização, mas a arbitragem final sobre as propostas caberá a Michel Temer, que terá uma série de conversas com aliados ao longo desta segunda-feira (28)

UM CONSELHO A SERGIO MORO


Na oportuna entrevista às páginas amarelas de Veja, a socióloga italiana Donatella Della Porta, estudiosa da operação que devassou a corrupção na Itália, dá um conselho infalível ao juiz federal Sérgio Moro: não permitir que se crie dele uma imagem de que é um juiz partidário. “É importante que todos os partidos brasileiros sejam investigados se houver indícios de corrupção contra eles. “Ele tem que passar essa mensagem com transparência à população”, diz ela

Crise provoca o fechamento de 4,4 mil fábricas em SP em um ano


Número é 24% superior ao registrado em 2014

DR

A crise que paralisa a economia brasileira deixa um rastro de empresas desativadas. Só no Estado de São Paulo, 4.451 indústrias de transformação fecharam as portas no ano passado, número 24% superior ao de 2014, quando 3.584 fabricantes deixaram de operar, segundo a Junta Comercial.
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O quadro se estende por todo o País, formando um cemitério de fábricas de variados setores, muitas delas fechadas definitivamente, algumas em busca de alternativas para voltar a operar e outras à espera de compradores.
Muitos trabalhadores demitidos não receberam salários e rescisões. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre novembro e janeiro, a indústria brasileira fechou 1,131 milhão de vagas, número recorde para um trimestre.
"As fábricas fechadas e os empregos perdidos viraram pó; não há como reverter esse quadro nos próximos anos", diz Fabio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da consultoria GO Associados.
Algumas das fabricantes foram líderes em seus segmentos, mas não resistiram à queda da demanda e aos altos custos de impostos, energia, juros elevados e à falta de investimentos que secaram, em parte, em razão da queda da confiança no País, somado a erros administrativos e estratégicos.
A desativação de indústrias segue em níveis alarmantes neste ano. Um exemplo é o da cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, onde, só na semana passada, ocorreram anúncios de encerramento de atividades produtivas das metalúrgicas Eaton, Maxion e Randon.
"O mercado de implementos rodoviários teve retração de 50% e não há perspectivas de mudança de cenário no curto prazo", informa Daniel Ely, diretor de Recursos Humanos da Randon, que atualmente emprega 130 pessoas, mas já teve mais de mil, segundo o sindicato local.

DUVIVIER: POR QUE RAIOS QUEREM DERRUBAR A ÚNICA PESSOA QUE NÃO ESTÁ SENDO INVESTIGADA?

Ex-funcionária da Odebrecht sobre propinas: 'eram feitas abertamente'

Conceição Andrade encaminhou à Justiça uma lista com mais de 500 nomes de supostos beneficiários de pagamentos indevidos

Reprodução/TV Globo
Funcionária da Odebrecht entre 1979 e 1990, com atuação no departamento financeiro, Conceição Andrade afirma que, entre os documentos que levou para casa após sua demissão constava, por engano, uma lista com mais de 500 nomes de supostos beneficiários de propina, entre eles diversos políticos.

Em entrevista ao “Fantástico”, da Rede Globo, ela disse que o processo de pagamento de propinas era "algo feito abertamente, todo mundo sabia na empresa”. “As pessoas dentro do departamento financeiro sabiam e algumas pessoas também fora sabiam que a empresa sempre trabalhava com caixa dois.”
A lista em posse de Conceição, bem como outros documentos que estavam com ela, como bilhetes e anotações, foram encaminhados aos responsáveis pela Lava Jato.
O “Fantástico” ressalta porém que, caso a autencidade dos documentos seja comprovada e eles realmente indicarem a prática de atos ilícitos, ninguém poderá ser processado pelo fato de os crimes estarem prescritos por terem sido cometidos há mais de 30 anos. Desta forma, safariam-se ex-governadores, ex-prefeitos, senadores e deputados

domingo, 27 de março de 2016

Governo aposta em medidas econômicas para se salvar da crise política


Divulgação da delação do senador Delcídio do Amaral pode frear a nomeação do ex-presidente Lula para ministro
Estadão Conteúdo – Enquanto enfrenta a turbulência política e a ameaça cada vez mais forte de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governo corre para estabilizar a atividade econômica e dar sinais de que a saída para a crise pode vir pela economia. Cobrada por parlamentares da base aliada e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pedem urgência na adoção de medidas de estímulo ao crescimento, a equipe econômica trabalha para apresentar iniciativas que possam segurar a recessão e fazer o crédito e o investimento deslancharem.
Sem dinheiro em caixa para o modelo de subsídios utilizado no passado, e mesmo com a queda significativa na arrecadação de tributos, as ações deixam de lado o ajuste fiscal e se baseiam principalmente na expansão de gastos e em medidas para destravar a concessão de financiamentos dos bancos públicos. Na avaliação de Lula e do PT, os efeitos dessas iniciativas têm o condão de dar sobrevida ao governo.
Apesar de argumentar que as medidas tomadas por Dilma são necessárias para o País, o líder do governo na Comissão de Orçamento do Congresso, Paulo Pimenta (PT-RS), admite que o alívio na economia é uma forma de melhorar o clima na sociedade e, por consequência, no Congresso. “Melhorando a atividade, também melhora a situação política”, avalia.
Pimenta espera que a melhora do ambiente, ao lado de outros fatores, como a presença de Lula na articulação do governo – mesmo se ele não conseguir assumir de fato a Casa Civil – fortalecerá a base aliada. Segundo o deputado, o governo trabalha para arrematar rapidamente o debate sobre o impeachment para, em seguida, dar andamento à pauta econômica.
Principal preocupação do Palácio do Planalto no Congresso, o PMDB teria papel importante na aprovação das medidas, mas está rachado. A decisão sobre o rompimento do partido com o governo deverá ser tomada na próxima terça-feira (29) e o desembarque é dado como praticamente certo. Na avaliação de um político próximo ao vice-presidente Michel Temer, que comanda o PMDB, se o objetivo do Planalto era facilitar as negociações políticas com uma sinalização na economia, o timing já passou.
“Agora, o Brasil está parado, esperando para ver o que acontece com o impeachment. Essas medidas terão pouca eficácia no cenário político”, disse o interlocutor de Temer. Nesse cenário, o vice-presidente tem evitado os holofotes. “O melhor que ele pode fazer, neste momento, é não fazer nada: não dar opinião, não pedir nada. Qualquer movimento dele só pode vir a prejudicá-lo”, afirmou um integrante da cúpula peemedebista.