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sábado, 30 de abril de 2016

Eleito' pelo PT, Temer prepara governo 'tucano'


Para cientista político, traição a voto lulista é motivo de 'ilegitimidade' de futuro governo Temer


Lula Marques / Agência PT
Ato contra Temer
Manifestação contra Temer, Cunha e impeachment em frente ao Congresso Nacional, em 27 de abril
O Brasil prepara-se para um paradoxo. Se Dilma Rousseff for afastada do cargo pelo Senado nos próximos dias, como é provável, o vice Michel Temer assume a Presidência. Eleito em uma chapa liderada pelo PT, o peemedebista tem planos econômicos e sociais opostos àqueles que levaram à vitória de Dilma na  eleição de 2014. 
Para o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o descompasso entre as urnas e a agenda Temer é motivo de “ilegitimidade” do futuro governo. “O voto foi na cabeça de chapa, na Dilma, um voto petista. No fundo, foi um voto no Lula. É um elemento importante de ilegitmidade de um governo Temer.”
Deste ponto de vista, diz, Temer é mesmo um “traidor”, como tacham os petistas. Se parte dos eleitores de Dilma frustrou-se com a guinada conservadora dela, há razão para reclamação igual com Temer. “Se existe cobrança quanto ao que se chama de fraude eleitoral, com essa agenda do Temer isso também se aplica, ainda que ele não tenha vocalizado suas ideias na campanha.”
Alguns exemplos da agenda neoliberal de Temer que em nada se parecem com as propostas de Lula e do PT puderam ser vistos no noticiário recente.
Xodó lulista, o Bolsa Família excluirá pessoas. Foi o que disse o economista Ricardo Paes de Barros, um dos formuladores de agenda Temer, conforme entrevista publicada na segunda-feira 25 no Estado de S. Paulo. Para ele, o “Bolsa Família está inchado” e, quando enxuto, “tem gente que vai sofrer”.
O Pronatec, programa de qualificação profissional de desempregados criado no governo Dilma, também é candidato a encolher. Para Paes de Barros, o Pronatec “qualifica o desempregado de maneira cega”.
A Previdência deverá ser reformada para instituir-se idade mínima de 65 anos às aposentadorias. Revelação feita por Roberto Brant, ministro da área no governo Fernando Henrique (1995-2002) e colaborador da “agenda Temer”, ao Globo da quinta-feira 28.
Dilma preparava a mesma reforma, contra a posição de Lula e de movimentos sociais que ajudaram a reelegê-la.
Na área da infra-estrutura, o vice-presidente planeja privatizar “tudo o que for possível”.
A agenda de Temer assemelha-se à do senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado por Dilma em 2014. Mais uma razão para ele ser tratado de “traidor” no PT. E para o ministro petista Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, defender nova eleição, caso o Senado casse Dilma em definitivo. “Com um vice conspirador e golpista, não haverá pacificação.”

O impeachment não pode ser vendido separadamente. O pacote é este, inteirinho


AROEIRABOATO
No ódio simplório que se implantou neste país, um argumento parece bastar.
“Fora Dilma, Fora, Lula, Fora PT” foi bradado com um uma “chave mágica” para qualquer coisa.
Crise econômica, preço do petróleo, corrupção na política, vírus zika, preço do tomate, da cebola, da batata, 7 a 1 da Alemanha…E olha que a ciclovia do Eduardo Paes só não entrou na conta porque caiu depois da votação do impeachment.
Os milhões de dólares do Paulo Ruberto Costa, do Barusco, do Yousseff já não vêm ao caso: sitio com pedalinho e apartamento no Guarujá tomaram o lugar da saúva na cota de “os males do Brasil são”.
O maior período de prosperidade que este país já viveu, por andar uns meses cambeta (até porque Dilma fez, afinal, o que o “mercado” pedia dela), é solenemente atirado ao lixo, lá onde vão ficar cheios de moscas o Bolsa Família , o Minha Casa Minha Vida, o pré-sal, o Pro-Uni…
Fernando Henrique assumiu anunciando, 50 anos depois, o fim da “Era Vargas”. Agora, sem confessar, mas babujando de apetite, não gastam nem um ano a tentar destruir a Era Lula. Pretendem, seguindo a máxima de Maquiavel aos que ascendem ao principado pelo crime, ” determinar as ofensas que precisa executar, e fazê-las todas de uma vez”.
Não tem, porém, condições políticas, porque só uma brutal ditadura armada o teria e isso se vivêssemos ainda uma quadra mundial onde isso fosse viável.
Lamento informar aos que acham defender a entrada de um “governo técnico”, aos que acreditam que a Justiça funcionará plenamente e que a serenidade voltará a imperar na vida brasileira que, infelizmente, isso é impossível.
Não pode haver um governo ético que se instituiu sob o signo da traição, da dissimulação, da associação com todo tipo de delinquente com este objetivo.
Não pode haver justiça nem direito quando se julga nem com orgasmos de tribuna nem com gélida fixação nazista.
E muito menos haverá administração honrada se esta se erige sob a sobra de um ganster que se adonou da república e que tem, como é de seu estilo e natureza, um caixote de granadas para ser o homem-bomba se tiverem a veleidade de “deixarem um amigo na beira da estrada”.
A charge de Aroeira aí em cima é o que é o governo brasileiro.
O resto serão seus estafetas

Ação para proibir PF de fechar delações gera novo desgaste


Os acordos de delação premiada ganharam popularidade com a Operação Lava Jato

DR

O pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o Supremo Tribunal Federal (STF) proíba a Polícia Federal de fechar acordos de delação premiada sem a participação do Ministério Público gerou mais um desgaste na relação entre as duas categorias.
B

Após tomar conhecimento da ação, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu à PGR e pediu que o Supremo não deferisse o pedido. Os delegados classificaram a iniciativa como "lamentável" e como um "extremo retrocesso" e defenderam que isso poderia levar à anulação de investigações importantes como as operações Lava Jato e Acrônimo. "As organizações criminosas que afrontam a nação brasileira comemoram a ação proposta por Rodrigo Janot", diz o texto.
Horas depois, foi a vez da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) rebater os delegados e dizer que a informação de que as investigações fossem anuladas "não correspondia à verdade".
"Toda e qualquer investigação - notadamente aquelas a cargo do Ministério Público Federal, e da Polícia Federal -, será, de toda a forma, preservada, na completa integridade. Mesmo os acordos de colaboração que foram eventualmente praticados usando esta equivocada e inconstitucional previsão de iniciativa de autoridade policial serão, se o STF deferir o pedido do PGR, integralmente mantidos e convalidados", diz o texto.
Na ação, protocolada na quinta-feira, 28, Janot pede para que sejam considerados inconstitucionais trechos da lei que combate organizações criminosas e permite que a PF feche sozinha esse tipo de acordo de colaboração com investigados. O argumento principal da peça da Procuradoria-Geral da República é que a legitimidade para propor e negociar delações premiadas é "privativa" do órgão.
Os acordos de delação premiada ganharam popularidade com a Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção bilionário na Petrobrás. A partir desse instrumento jurídico, uma pessoa que cometeu um crime se compromete a colaborar com as investigações e denunciar outros envolvidos em malfeitos em troca de benefícios, como a redução da pena. Na semana passada, Janot afirmou que a Lava Jato já havia firmado 65 acordos de delação premiada. Com informações do Estadão Conteúdo

Advogada diz que PSDB pagou R$ 45 mil pelo parecer do impeachment


Janaína Paschoal admitiu que foi contratada pelo partido para, junto com Miguel Reale Júnior construir um parecer sobre o afastamento da presidente



Agência Brasil
A advogada Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff em tramitação no Senado, admitiu a senadores da comissão especial que foi contratada pelo PSDB, juntamente com o jurista Miguel Reale Júnior, para elaborar um parecer do impedimento.  
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O PSDB, que está no comando da relatoria do processo no Senado, com o senador Antonio Anastasia, teria elaborado o pedido de impeachment da petista. A advogada não só confessou ter sido contratada pelo partido, como admitiu, na noite de quinta-feira (28), ter recebido R$ 45 mil da legenda para, em conjunto com Miguel Reale Júnior, construir um parecer sobre o afastamento da presidente, segundo informações da Revista Fórum. 
“Eu fui contratada pelo PSDB em maio. Nós propusemos o processo em setembro. Recebi R$ 45 mil para fazer o parecer”, disse, após ser confrontada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM). Antes, Paschoal garantia que o pedido havia sido feito baseado nas reivindicações de “cidadãos indignados”. 
A senadora publicou no seu Facebook o vídeo da admissão com a seguinte legenda: “Isso é muito grave! O PSDB contratou, fez o pedido e ainda está relatando o processo do golpe. Um jogo de carta marcada para retirar do poder uma presidente legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos”.

Marqueteiro do PT planejava pronunciamento de Lula na TV


Santana foi preso em fevereiro sob suspeita de receber no exterior dinheiro desviado da Petrobras

DR

"O conteúdo e forma mais adequados a este programa seria -e é!- uma fala de dez minutos do presidente Lula - ele fazendo o depoimento que precisa fazer e está devendo a si mesmo, ao partido e à nação."

E-mails interceptados na Operação Lava Jato mostram o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas à Presidência do PT, defendendo um longo pronunciamento do ex-presidente Lula sobre a crise no programa partidário do partido na TV no início deste ano.
Santana foi preso em fevereiro sob suspeita de receber no exterior dinheiro desviado da Petrobras.
Em mensagem em dezembro passado ao presidente do partido, Rui Falcão, Santana diz que o pronunciamento de Lula na TV seria uma grande oportunidade. "Trata-se de rede nacional, produzida e controlada pelo partido. Momento raro e único!", diz.
O programa do PT foi ao ar no dia 23 de fevereiro, por coincidência, mesmo dia em que Santana e a mulher se entregaram à Polícia Federal. A fase Acarajé da Lava Jato foi deflagrada um dia antes.
No horário do partido na TV, Lula acabou aparecendo por apenas um minuto. Santana diz na mensagem que não teria como dirigir o vídeo, mas poderia opinar.
EM DEFESA DA CPMF
Nos e-mails apreendidos, também há cópias de um material de uma campanha do governo federal em defesa da volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
A volta do tributo foi uma das principais causas da presidente Dilma Rousseff em 2015.
No material, há reproduções de um comercial de TV que tenta convencer o espectador de que a contribuição é uma "poupança social" necessária para superar a crise.
"A CPMF vai combater a sonegação e a lavagem de dinheiro de certos poderosos", diz um dos vídeos.
Um dos trabalhos afirma que o objetivo dos vídeos é amenizar os "malefícios" da contribuição.
O e-mail foi enviado para o marqueteiro em novembro por um diretor de uma das empresas dele.
Santana virou réu nesta sexta-feira (29) sob suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Os e-mails foram anexados aos autos de uma das duas ações penais contra ele. Com informações da Folhapress

STF avalia estratégias para afastar Cunha da presidência da Câmara


Eduardo Cunha é réu e não poderia substituir Michel Temer na presidência da República

DR

O STF (Supremo Tribunal Federal) debate duas possíveis alternativas para o caso de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados.
De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, uma das alternativa, a mais radical, prevê o afastamento definitivo do deputado da presidência da Câmara. Outra possiblidade, é de que o peemedebista só seria afastado quando Michel Temer viajasse. Assim, não assumiria a Presidência da República.
A publicação destaca que  eCunha, enquanto presidente da Câmara, é o segundo na linha sucessória, portanto, deveria substituir Temer na Presidência na ausência dele. No entanto, ele é réu e, segundo a lei, não pode ocupar o cargo, ainda que por apenas alguns dias.
Alguns ministros consideram que o afastamento temporário é menos traumático, pois Cunha além de ser presidente tem amplo apoio na Câmara. O STF analisa com receio a possibilidade de um confronto traumático com o Legislativo.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Auditoria aponta R$ 18 milhões em corrupção na gestão de Anastasia que preside a comissão do impedimento de Dilma

Controladoria-Geral do estado apontou corrupção, desvios e mau uso de dinheiro público em uma obra construída durante governo do atual relator da comissão do impeachment de Dilma

Reuters

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral de Minas Gerais identificou corrupção e desvios de dinheiro durante a construção de um centro internacional de meio ambiente na gestão de Antonio Anastasia (PSDB), senador e relator da comissão especial do impeachment de Dilma Rousseff. As informações, que correm em sigilo, são da Folha de S. Paulo.
O órgão do governo estadual auditou R$ 37,7 milhões da obra, cerca de 16% dos R$ 230 milhões usados para concluir o projeto. O edifício, localizado na cidade de Frutal (MG), usou recursos federais, estaduais e do BNDES. A investigação concluiu que os prejuízos ao dinheiro público chegou à marca de R$ 18 milhões – 48% do que foi analisado. Além disso, o ex-governador também é acusado de praticar as chamadas pedaladas fiscais.
O centro de pesquisa, chamado Cidades das Águas – Hidroex, é um complexo desenvolvido em parceria com a Unesco para fomentar a pesquisa na área de recursos hídricos.
Entre as irregularidades encontradas, estão pagamentos indevidos a companhias por serviços que não foram realizados ou que descumpriram contrato, superfaturamento, falta de transparência nas licitações, não entrega de equipamentos e controle inadequado.
Uma parcela das irregularidades teria beneficiado a Construtora Waldemar Polizzi (CWP), que era controlada por familiares de Anastasia até quatro meses antes de ele se tornar governador de MG, em 2010. A CPW recebeu, de acordo com os auditores, R$ 8,6 milhões em dinheiro público. A companhia também teria deixado de recolher cerca de R$ 400 mil em taxas de fiscalização de licitação.
A seleção entre as empresas concluiu que apenas Waldemar Anastasia Polizzi, primo em primeiro grau do senador, seria apto para construir a obra. Para a auditoria, as exigências do edital de licitação barraram um processo de livre concorrência. Ao jornal, Polizzi afirmou que, na prática, não era o responsável técnico pela construção, por isso a inclusão de seu nome na concorrência seria fraudulenta.
A assessoria do senador Antonio Anastasia afirmou, em nota, que o ele não teve envolvimento no caso. “A empresa Construtora Waldemar Polizzi estava desativada havia vários anos. Em 2009 ela foi vendida. Interessava a quem a adquiriu os chamados 'atestados técnicos' cujo titular era Waldemar”. Ele alega também que não foi procurado pela Controladoria para falar sobre o assunto. Procurados, os dirigentes da CWP não responderam às ligações da reportagem

GOVERNO TEMER TERÁ MÃOS E CABEÇA DE EDUARDO CUNHA


Gustavo Rocha, nome de Eduardo Cunha para o Conselho Nacional do Ministério Público, foi indicado para a Subsecretaria de Assuntos Jurídicos, cargo estratégico da Casa Civil. Sob Dilma, o posto é de Jorge Messias, o “Bessias”. Rocha é advogado do PMDB em várias ações eleitorais e já defendeu o vice-presidente Michel Temer. As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.
Já a Justiça paulista determinou nesta quarta-feira (27/4) que uma empresa de propriedade da mulher do deputado federal Eli Corrêa Filho (DEM-SP) devolva, em 48 horas, R$ 30 milhões que havia obtido em um processo de desapropriação relativo a obras do trecho norte do Rodoanel. A Dersa e o DER questionam os valores de perícia judicial de um terreno de propriedade da Empreendimentos Imobiliários Quadra de Ás, que tem entre seus sócios Francislene Assis de Almeida Corrêa

SENADORES QUEREM QUE DILMA RENUNCIE PARA TER NOVA ELEIÇAO


Estratégia foi combinada com o ex-presidente Lula; Jaques Wagner recebeu o documento
O Globo - Maria Lima e Eduardo Barreto
Um grupo de senadores entregou nesta quinta-feira uma carta destinada à presidente Dilma Rousseff pedindo que ela aceite renunciar à parte do seu mandato e apoie uma proposta de emenda constitucional com o objetivo de convocar novas eleições para um mandato tampão de dois anos em outubro, ou ainda que mande ao Congresso uma proposta de plebiscito sobre o fim do governo, que viabilize novas eleições para driblar a impossibilidade constitucional. A carta é assinada por senadores do PMDB, PSB, Rede, PDT, PSD, PC do B e PT.
Randolfe Rodrigues (REDE-AP), Telmário Mota (PDT-RR) e Angela Portela (PT-RR) se reuniram no Palácio do Planalto com Jaques Wagner (Gabinete Pessoal), que prometeu abordar o tema com a presidente ainda nesta quinta-feira.
- A presidente ainda é Dilma Rousseff e, por isso, entendemos a legitimidade dessa proposta - declarou Randolfe Rodrigues, que pediu um aceno da presidente "o quanto antes" para "solucionar a crise

Em pernambuco Alunos do Curso de Formação de Oficiais cobram pagamento de bolsa-auxílio. Governo ‘brinca’ de ‘passa ou repassa’


Mal impediu a greve da Polícia Militar, Paulo Câmara (PSB) é cobrado para desatar outro nó na área de segurança: alunos do Curso de Formação de Oficiais querem o pagamento de um auxílio financeiro mensal que está atrasado desde janeiro. Além dessa reivindicação, eles pedem melhoria salarial quando se formarem. A grita geral é que assumirão suas funções iniciais com salário menor que o dos soldados, apesar de estarem acima desses na hierarquia militar.
Como o curso é no regime de internato de segunda a sexta, os alunos não podem trabalhar e dependem da bolsa de R$ 975 mensal para arcar com suas despesas. É com esse dinheiro, que não está caindo em conta, que eles saldam gastos com alimentação (café da manhã, almoço e janta) e fardamento.
O custo com o fardamento foi de R$ 2 mil, diz um aluno, sob anonimato. Isso inclui fardamento operacional, de passeio, de gala, entre outros. As despesas mensais ultrapassam o valor da bolsa-auxílio, classificada de “insuficiente”, reforça outro aluno. Sem ela, então, a situação é de penúria.
Alguns alunos não sofrem tanto com a falta de compromisso do governo estadual porque conseguem o apoio finaceiro da família. Outros passam aperto mesmo e já não sabem o que fazer.
As dificuldades são antigas. A atual turma ingressou na academia em maio de 2015 e recebeu a primeira bolsa com quatro meses de atraso. Depois a situação se regularizou. Na virada do ano, tudo se complicou novamente.
O desânimo é grande antes mesmo dos alunos do CFO se formarem e ingressarem no serviço público estadual. No dia 15 de junho, eles serão declarados aspirantes e já entram com a moral e a vontade de trabalhar abaixo de zero.
Um aluno fala que o salário líquido será de R$ 1.400,00. “Isso é menos do que ganha um soldado. Como a gente pode ser superior a um soldado, a um sargento, a um subtenente e receber menos do que o soldado?”, questiona.
Fica difícil pensar em melhorias na segurança pública quando jovens em formação militar já começam sua carreira em condições desfavoráveis

Ex-vice da Caixa afirma que Eduardo Cunha recebeu R$ 52 milhões em propina

PUBLICADO EM 29/04/2016 ÀS 8:36 POR  EM NOTÍCIAS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Eduardo Cunha é o principal alvo das revelações feitas por Fábio Cleto na fase inicial de negociação de delação premiada. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-vice presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto está negociando uma delação premiada e confirmou a existência de pagamentos de propina a seu padrinho político, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca da liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS.
De acordo com a Folha de S. Paulo, Cleto foi indicado ao cargo por Cunha e decidiu negociar um acordo de delação com a PGR (Procuradoria-Geral da República) após ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, em dezembro, cinco dias após ter sido exonerado do cargo.
Segundo investigadores, Cunha é o principal alvo dos revelações feitas por Cleto, embora outros políticos também sejam citados. Se a sua colaboração for confirmada, ele será o sétimo investigado da Operação Lava Jato a acusar Cunha de envolvimento com corrupção.
A reportagem destaca que as declarações foram dadas em uma fase preliminar da delação. A colaboração com a PGR está em fase adiantada de negociações e somente depois que for assinada com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ela será encaminhada ao Supremo para homologação.
O ex-vice da Caixa revelou que houve pagamentos de propina a Cunha relatados pelos delatores da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior.
Os empresários relataram que Cunha cobrou R$ 52 milhões de propina em troca da liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS para o projeto do Porto Maravilha, do qual a Carioca obteve a concessão em consórcio com as construtoras OAS e Odebrecht. A possível ligação de Cleto com o esquema era investigada pela PGR e ele decidiu entrar em contato em busca da delação.
“O congressista [Cunha] tinha comprovada conexão com Fábio Cleto, então vice-presidente da instituição financeira federal e membro do conselho curador do FGTS”, escreveu Janot em fevereiro, ao abrir um inquérito contra Cunha sobre o caso.
A reportagem da Folha revela ainda que a possível delação de Cleto também inclui informações sobre contas bancárias no exterior e podem auxiliar a equipe de Janot a entender o caminho do dinheiro da propina pelas obras do Porto Maravilha.
Os empresários da Carioca Engenharia entregaram extratos de transferências bancárias para contas ligadas a Cunha em bancos cujas sedes são na Suíça, EUA e Israel, mas não deram certeza se elas estavam registradas em nome do deputado.
RESPOSTA
Ainda segundo a publicação, Eduardo Cunha já teria afirmado que não recebeu valores da Carioca Engenharia, mas não quis comentar a delação de Fábio Cleto. “Não conhecemos a delação”, disse sua assessoria. O advogado de Cleto, Adriano Salles Vanni, também não quis

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Jô Soares defende José de Abreu e Chico Buarque em seu programa


O apresentador Jô Soares comentou, em seu programa de quarta-feira (27), o momento conturbado que o Brasil está vivendo com a crise política. Emocionado, Jô defendeu o ator José de Abreu, que se envolveu em uma briga com um casal num restaurante em São Paulo e acabou cuspindo nos dois.
O apresentador disse que o episódio foi "constrangedor": "Um cidadão não pode sair com sua mulher para jantar que é obrigado a ouvir insultos terríveis. A reação dele foi levantar e dar uma cusparada no casal, que também é uma reação movida por um 'não aguentar mais'", afirmou.
Jô Soares defendeu José de Abreu e Chico Buarque
Jô Soares defendeu José de Abreu e Chico Buarque

Jô destacou que o comportamento das pessoas está ficando "igual ao de alguns deputados no Congresso, lamentável". Ele também citou o compositor Choco Buarque, que tem sido alvo de agressões verbais nas ruas por assumir sua posição abertamente contra o impeachment de Dilma Rousseff.: "Chico não pode sair de casa sem ser agredido ou ofendido. O Chico é um patrimônio deste país. Fico comovido e com vergonha. Feliz o país que tem um Chico Buarque."
Jô Soares disse ainda que era "maldade e ignorância" acusar José de Abreu de "viver às custas" da Lei Rouanet.
"É um total desconhecimento da lei. Quem tem a possibilidade de levantar verba por meio da lei é o produtor. E digo isso com total isenção porque não sou produtor de nada na área artística, sou diretor de espetáculos", defendeu

Relator do impeachment no Senado é dono da campanha mais cara em 2014

Cinco empreiteiras e um banco citados na Lava Jato financiaram candidatura do senador tucano

Anastasia chegou a ser incluído em um dos inquéritos da Lava Jato por suspeita de lavagem de dinheiro - Créditos: Agência Brasil
Anastasia chegou a ser incluído em um dos inquéritos da Lava Jato por suspeita de lavagem de dinheiro / Agência Brasil
O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado, recebeu R$ 18,1 milhões nas eleições de 2014 e teve a campanha mais cara entre os candidatos ao cargo em todo o país. A segunda candidatura mais cara foi a do ex-ministro Gilberto Kassab (PSD-SP), de R$ 15,2 milhões. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Governador de Minas Gerais entre 2010 e 2014, Anastasia arrecadou mais que o dobro de todos os outros sete candidatos a senador em seu Estado.
As empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados e com dirigentes presos na Operação Lava Jato, financiaram 11,1% do total recebido pelo então candidato tucano. As empresas doaram R$ 2 milhões, repassados à campanha de Anastasia pelo PSDB. O BTG Pactual doou R$ 1 milhão diretamente ao comitê do senador.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador disse ao portal UOL que as doações seguiram "as regras eleitorais à época, registradas e aprovadas pelo próprio Tribunal Eleitoral". Ele afirmou ainda que os altos custos de sua campanha em 2014 se deveram ao fato de Minas ser um "um Estado grande e populoso" e "com o maior número de municípios no Brasil".
Das cinco empreiteiras, quatro participaram de consórcios que construíram a Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais em 2010, ao custo de mais de R$ 1 bilhão.

Investigação na Lava Jato

O nome de Anastasia chegou a ser incluído em um dos inquéritos da Lava Jato por suspeita de lavagem de dinheiro. Em março de 2015, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho afirmou em depoimento que repassou R$ 1 milhão a uma pessoa que parecia ser o senador, a mando do doleiro Alberto Youssef.
O inquérito foi arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sete meses depois. O ministro Teori Zavascki acolheu a avaliação da Procuradoria Geral da República de que não havia elementos suficientes para prosseguir com a investigação.
Há dois meses, a Polícia Federal pediu a reabertura da investigação com base em documentos que poderiam envolver Anastasia em supostos pagamentos feitos pelo governo de Minas Gerais às construtoras OAS e UTC. Zavascki, no entanto, manteve a decisão de arquivar do inquérito

Paulo Câmara determinou a prisão do irmão do prefeito do Cabo, acusado de matar jovem inocente, diz deputado



O deputado federal Betinho Gomes, do PSDB, um dos pré-candidatos a prefeito no Cabo de Santo Agostinho, mostrou-se preocupado com os distúrbios de rua vistos hoje no bairro de Charneca, no Cabo, depois que alguns populares destruíram a casa de um sargento da PM, Inaldo Gomes, acusado de matar um jovem inocente, no final de semana, em um tiroteio contra traficantes que estavam atrás de um filho dele.
O deputado chegou a ligar para o governador Paulo Câmara, para pedir providências urgentes.
“Neste caso que envolve o irmão do prefeito Vado, um PM que assassinou o jovem do Cabo, gostaria de informar que falei com o governador Paulo Câmara e ele me informou que determinou a prisão do mesmo”, revelou o deputado federal.
O governador, como chefe de Estado, pode determinar a prisão, considerando até que se trata de um policial militar. Entretanto, caberia ao Juiz da 1a Vara criminal e privativa do júri da cidade determinar a prisão preventiva do acusado.
A fala do deputado repercutiu na cidade, como não poderia de ser.
“A situação é grave e necessita de medidas urgentes e duras. Porém, o Deputado Federal Betinho Gomes precisa entender que o tempo em que o Deputado ligava e mandava prender já passou. Isso ocorria no tempo da ditadura. O governador determinou a prisão do Sargento Inaldo, como chefe do Estado Maior da Polícia Militar, atendendo às orientações do Comando da Polícia Militar que constatou a veracidade dos fatos e não por conta de uma ligação do Deputado Betinho Gomes que quer aparecer e tirar proveito político de uma situação séria. O Governador age com firmeza para mostrar que ninguém está acima da lei. Agora, é esperar que a Justiça decrete a prisão preventiva do indiciado”, afirmou, em nota ao blog, Paulo Farias do Monte, advogado e Membro da Direção do PSB do Cabo.
Antes de invadiram a residência do irmão do prefeito Vado da Farmácia na tarde desta quinta-feira (28), no Cabo de Santo Agostinho,  pela manhã, a população já havia bloqueado a BR-101 Sul, na altura do bairro da Charneca, em protesto contra a morte de um homem que morava no local.
O rapaz assassinado, que se chamava Cleyton Alves, tinha 23 anos e, segundo os manifestantes, era pai de um menino de três anos.
De acordo com as pessoas que estavam no protesto, o rapaz foi assassinado pelo irmão do prefeito, que é sargento da Polícia Militar.
Após a invasão, o Batalhão de Choque chegou ao local para proteger a residência e manter a ordem, mas a população já havia se dispersado. Segundo a Polícia Militar, nenhum manifestante foi detido na operação.
Não foi apenas a população local que acusou o irmão do Prefeito do Cabo, Vado da Farmácia, de ter assassinado um inocente na Charneca. Um documento do Ciods, de domingo 24 para segunda 25, já informava ao comando da Segurança Pública do Estado a função do acusado na PM e o parentesco com o político famoso.
Em vídeo, o irmão de Cleyton afirma que Vado teria oferecido dinheiro para a família e alguns manifestantes acusam o prefeito do Cabo de ter ajudado o irmão a fugir.
O NE10 entrou em contato com a Prefeitura que não se posicionou sobre as denúncias.
Confira o vídeo do irmão de Cleyton:

O NE10 entrou em contato com a Prefeitura que não se posicionou sobre as denúncias.
Nesta quinta, moradores do Bairro da Charneca, inconformados com a suposta crueldade, foram até a casa do PM e quebraram tudo. O batalhão de choque chegou para proteger a residência, mas a população revoltada destruiu a casa.
Populares comentam que Vado teria ajudado o irmão a fugir e, daí, o protesto contra o prefeito, estimulado pela própria família do jovem morto.
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CENTRO INTEGRADO DE OPERAÇÕES DE DEFESA SOCIAL
OCORRÊNCIA EM DESTAQUE DA PMPE/CIODS
DO DIA 24 DE ABRIL PARA O DIA 25 DE ABRIL DE 2016
19h19min – Este centro registrou ocorrência onde duas pessoas foram vítimas de disparo de arma de fogo, as margens da BR 101, Charneca, Cabo de Santo Agostinho, tendo uma delas, a Sra. ELIETE GOMES DE SOUZA BATISTA, sido atingida no peito e ido a óbito.
Segundo informação de populares o autor dos disparos seria o SGT PM 26965-4 INALDO GOMES, irmão do Prefeito de Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia.
O mesmo teria investido contra traficante que estivera no local para tentar contra seu filho que é dependente químico, porém atingiu as vítimas que não tinham relação com o fato e foram socorridas para o Hospital Mendo Sampaio.
O sobrevivente, REGINALDO BATISTA DA SILVA JÚNIOR, atingido na perna, foi transferido para o Hospital Dom Helder Câmara.
O SGT INALDO serve no 18º BPM e se encontra em LTS, o mesmo ausentou-se do local e não foi encontrado pela GT10000 que diligencia em sua procura juntamente com a GT10130, PB10233, GGs 10400 e 10300. Contudo, embora em local incerto, informou que irá se apresentar expontâneamente com advogado.
Informou ainda o Graduado de Operações que as diligências no sentido de localizar o SGT Inaldo Gomes foram encerradas por volta das 01h00 da manhã, tendo a esposa e o filho do mesmo sido levados para casa de parentes, no bairro da COHAB, Cabo de Santo Agostinho, por motivo de segurança, caso a residência venha a ser alvo de atentado de populares revoltados com a situação.
As viaturas GT 231, GT 130 e GATI, estão fazendo rondas com paradas em frente ao imóvel SGT Inaldo Gomes

Senado aprova integração de 45 municípios de Pernambuco e da Paraíba



Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou projeto de lei, de autoria do senador Douglas Cintra (PTB-PE), criando a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE) do Polo Caruaru e Campina Grande, abrangendo 25 municípios do agreste pernambucano e 20 municípios paraibanos. A integração permitirá aos 45 municípios dos dois estados obter, entre outros benefícios, reduções e isenções de impostos federais e empréstimos a juros favorecidos.
A criação das RIDEs está prevista no artigo 43 da Constituição, que permite a instituição, por projeto de lei complementar, de regiões de desenvolvimento em municípios de estados diferentes, mas integrantes de um mesmo complexo geoeconômico e social. A RIDE proposta por Cintra será a quarta do País, somando-se às RIDEs do Distrito Federal e Entorno, criada em 1998, da Grande Teresina, no Piauí, e do Polo Petrolina/Juazeiro, ambas estabelecidas em 2001.
“Os municípios que integrarão esta RIDE têm atividades econômicas afins, como, por exemplo, as confecções em Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, do lado pernambucano, e Barra de São Miguel, Alcantil, Caraúbas e Congo, do lado paraibano, que distam no máximo 150 quilômetros de Caruaru”, explica o senador petebista. Outras atividades afins são o turismo, com o São João de Caruaru e Campina Grande, e a fabricação de móveis.
O projeto segue agora à votação da Comissão de Desenvolvimento Regional, indo em seguida ao exame da Câmara dos Deputados, sem a necessidade de passar pelo plenário do Senado.

Tese do PT pode beneficiar Cunha, diz cotado para a CCJ


Em nota ao Congresso em Foco, Serraglio afirma que, ao defender que Dilma não pode ser responsabilizada por atos de mandato anterior, Cardozo deixa brecha para “anistia” a Cunha
Zeca Ribeiro/Ag. Câmara
Serraglio é cotado para suceder Cunha, segundo peemedebista
Cotado para assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) entende que a tese defendida pelo PT e pelo ministro José Eduardo Cardozo de que a presidente Dilma Rousseff não pode ser responsabilizada por atos de mandato anterior é passível de aplicação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Em nota enviada esta semana ao Congresso em Foco, Serraglio negou apoiar uma “anistia” para o seu colega de partido. “Nunca falei em anistia do presidente da Câmara, até porque isso não existe. Não há instrumento legal para anistiar. Um projeto de lei neste sentido seria inconstitucional. Não poderia sequer tramitar”, disse o peemedebista, contestando reportagem publicada por este site no dia da votação do impeachment na Câmara. A matéria mostrava movimentos de aliados de Cunha para evitar a cassação de seu mandato.
Segundo o deputado paranaense, vários parlamentares comentaram que o discurso em defesa de Dilma feito por Cardozo, na Câmara, praticamente “anistiou” Cunha. “O que eu disse é que muitos parlamentares comentam que o ministro José Eduardo Cardozo, nas defesas que fez, na comissão e no plenário da Câmara, ao insistir que era inconstitucional punir a presidente Dilma por fatos ocorridos no mandato anterior, teria, sim, ‘anistiado’, isto é, absolvido o presidente da Câmara”, escreveu. Cunha é acusado de omitir da CPI da Petrobras ligação com contas bancárias no exterior e de ter recebido propina do esquema de corrupção na Petrobras.
Ex-relator da CPI dos Correios, que investigou o mensalão, Serraglio afirma que o PT responsabiliza “os outros por seus equívocos”. “De fato, o ministro enfatizou que sequer poderiam constar do relatório do Deputado Jovair Arantes fatos de mandatos anteriores. Só casos de 2015 e 2016 poderiam ser examinados. Com isso, o ministro Cardozo deu argumento para a defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para excluir de seu processo no Conselho de Ética os fatos de mandatos anteriores. Como sempre, o PT responsabiliza os outros por seus equívocos. Realmente, é sua tese que está beneficiando o presidente Eduardo Cunha”, emendou.
Quase três meses após o início do ano legislativo, os líderes partidários definiram nesta quinta-feira (28) a distribuição das comissões permanentes da Câmara. Dono da maior bancada, o partido do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandará dois dos mais poderosos colegiados: além da CCJ, a Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Também cobiçada, a de Fiscalização Financeira e Controle ficará com o PT.
A distribuição é feita de maneira alternada, conforme o tamanho das bancadas partidárias. Cabe ao maior partido fazer a primeira escolha, e assim sucessivamente. Um acordo feito entre os líderes nesta quinta impede que candidatos avulsos concorram com candidatos indicados pela legenda detentora do direito de presidir a comissão. Os partidos têm até as 11h de terça-feira para indicar seus integrantes em cada colegiado. As eleições das respectivas mesas estão previstas para as 12h e as 14h do mesmo dia.
Cabe ao líder, Leonardo Picciani, indicar os presidentes do PMDB. Picciani diz que havia prometido a vaga ao deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), mas que está disposto a convencer o colega mineiro a adiar para o ano que vem sua passagem pela CCJ para “pacificar” a bancada. A maioria dos deputados ligados a Cunha defende a indicação de Serraglio.
Veja a íntegra da nota de Serraglio:
“Esclarecimento do Deputado Osmar Serraglio sobre matéria a respeito de “anistia” para o Presidente Eduardo Cunha.

  1. Nunca falei em anistia do Presidente da Câmara, até porque isso não existe. Não há instrumento legal para anistiar. Um projeto de lei neste sentido seria inconstitucional. Não poderia sequer tramitar.
  2. O que eu disse é que muitos parlamentares comentam que o Ministro José Eduardo Cardozo, nas defesas que fez, na Comissão e no Plenário da Câmara, ao insistir que era inconstitucional punir a Presidente Dilma por fatos ocorridos no mandato anterior, teria, sim, “anistiado”, isto é, absolvido o Presidente da Câmara.
  3. De fato, o Ministro enfatizou que sequer poderiam constar do Relatório do Deputado Jovair Arantes fatos de mandatos anteriores. Só casos de 2015 e 2016 poderiam ser examinados. Com isso, o Ministro Cardozo deu argumento para a defesa do Presidente da Câmara Eduardo Cunha para excluir de seu processo no Conselho de Ética os fatos de mandatos anteriores.
  4. Como sempre, o PT responsabiliza os outros por seus equívocos. Realmente, é sua tese que está beneficiando o Presidente Eduardo Cunha