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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nós vamos pagar o pato do pato, diz Dilma sobre cortes do governo Temer


Presidente afastada declarou que levará ao extremo a denúncia contra o "golpe"


A presidente afastada Dilma Rousseff comentou ementrevista sobre os indícios do governo do interino Michel Temer sobre cortes de investimentos na Saúde e Educação do país, sobre o processo de impeachment, e sobre as dificuldades para realizar uma democratização da mídia e taxar os mais ricos. 
"Já falaram [governo Temer] em acabar com o Mais Médicos, já falaram que o SUS não cabe no orçamento. Depois voltaram atrás", ressaltou Dilma a Monica Bergamo na Folha de S. Paulo, em entrevista publicada neste domingo (29).
Para Dilma, entre cortar custos com áreas importantes para o desenvolvimento do país e criar um imposto, seria melhor criar um imposto. "Para com essa história de não criar a CPMF. Só não destrói a educação e a saúde. Não tira as crianças da sala de aula. É essa a discussão que precisa ser feita e não uma discussão genérica sobre o pato", destacou a presidente afastada.
"Nunca bati na mesa dizendo que eu sei tratar com bandido. Eu não sei tratar com bandido. Eu sei tratar direitinho com movimento social", comentou a presidente afastada
"Nunca bati na mesa dizendo que eu sei tratar com bandido. Eu não sei tratar com bandido. Eu sei tratar direitinho com movimento social", comentou a presidente afastada
Sobre o plano econômico proposto pelo interino peemedebista e as ações adotadas em seu governo, Dilma destacou que 2015 foi um "ano terrível", que exigiu todo o esforço para não ter corte em programa social. "Nós assumimos [a proposta de se recriar] a CPMF, sem pudor", comentou. "Nós nunca entramos nessa do pato [símbolo criado pela Fiesp para protestar contra aumento de impostos]. Aliás, o pato tá calado, sumido. O pato tá impactado. Nós vamos pagar o pato do pato, é?", questiona Dilma.
Dilma também comentou que não concorda com as medidas anunciadas na semana passada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. "Gosto mais do Meirelles no Banco Central que no Ministério da Fazenda. Pelo menos até agora", apontou. "Não sei se é dele essa ideia de propor o orçamento base zero [que só cresce de acordo com a inflação do ano anterior]. Mas não é possível num país como o nosso, não ter um investimento pesado em educação. Sem isso, o Brasil não tem futuro, não. Abrir mão de investimento nessa área, sob qualquer circunstância, é colocar o Brasil de volta no passado."Questionada se a maior traição teria vindo de Michel Temer, Dilma respondeu: "óbvio". "E não foi no dia do impeachment. Foi antes. Em março. Quando as coisas ficaram claríssimas", indicou. "Você sempre acha que as pessoas têm caráter. Eu diria que ele [Michel Temer] não foi firme. Tem coisas que você não faz", completou Dilma Rousseff.
Questionada sobre o projeto econômico defendido na campanha de 2014, e o implementado depois, a presidente afastada respondeu: "Quando é que o pessoal percebeu que tinha uma crise no Brasil, hein? A coisa mais difícil foi descobrir que tinha uma crise no Brasil", disse. "Me mostra a oposição falando que tinha crise no Brasil! Ninguém sabia que o preço do petróleo ia cair, que a China ia fazer uma aterrissagem bastante forte, que ia ter a pior seca no Sudeste."
Crise econômica e Eduardo Cunha
De acordo com Dilma Rousseff, o país teve que enfrentar a combinação de uma crise econômica com "uma ação política deletéria". No meio disso, tentativas do governo para lidar com a situação foram impedidas no Congresso, por políticos da oposição e do centro político, "este liderado pelo senhor Eduardo Cunha".
"Pior: propuseram as "pautas-bomba", com gastos de R$ 160 bilhões. O que estava por trás disso? A criação de um ambiente de impasse, propício ao impeachment. Cada vez que a Lava Jato chegava perto do senhor Eduardo Cunha, ele tomava uma atitude contra o governo. A tese dele era a de que tínhamos que obstruir a Justiça."
"Fazer acordo com Eduardo Cunha é se submeter à pauta dele. Não se trata de uma negociação tradicional de composição. E sim de negociação em que ele dá as cartas", aponta Dilma, destacando que nunca deixou que Cunha indicasse ministro da Justiça e assessores da subchefia da Casa Civil, por onde passam todos os decretos e leis.
"Podem falar o que quiserem: o Eduardo Cunha é a pessoa central do governo Temer. Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura. Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha", alertou, acrescentando que o governo Temer vai ter que "se ajoelhar".
Processo de impeachment e golpe
Dilma Rousseff também comentou sobre a adoção do termo "golpe" para se tratar sobre o impeachment que a afastou do governo. Além da questão da ausência do crime de responsabilidade que justificasse de fato o processo, a presidente afastada apontou para o fato de que outros golpes, ao longo da história, eram tipicamente militares, mas que isso mudou hoje em dia. 
"E eu vou levar até o extremo essa contradição. Sinto muito, sabe, sinto muuuuito se uma das características deste golpe é detestar ser chamado de golpe", frisou Dilma. 
"As razões do impeachment estão ficando cada vez mais claras", disse Dilma sorrindo à jornalista, na parte da entrevista que foi publicada ainda no sábado (28). E elas não têm nada a ver com seis decretos ou com Plano Safra [medidas consideradas crimes de responsabilidade]."
"Fernando Henrique Cardoso assinou 30 decretos similares aos meus. O Lula, quatro. Quando o TCU disse que não se podia fazer mais [decretos], nós não fizemos mais. O Plano Safra não tem uma ação minha. Pela lei, quem executa [o plano] são órgãos técnicos da Fazenda", completou, afirmando que acredita ainda ser possível barrar o impeachment no Senado, principalmente devido aos detalhes que têm surgido sobre as motivações reais para a aprovação do impedimento.
"As conversas [com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgadas na imprensa] provam o que sistematicamente falamos: jamais interferimos na Lava Jato. E aqueles que quiseram o impeachment tinham esse objetivo. Não sou eu que digo. Eles próprios dizem", alegou Dilma.
Para Dilma, além de servir como algo para barrar as investigações da Lava Jato, o impeachment também serviu para "colocarem em andamento uma política ultraliberal em economia e conservadora em todo o resto". 
Impostos para os mais ricos e democratização da mídia
Questionada sobre a antiga bandeira do PT de taxar os mais ricos, projeto que não foi adiante, a mandatária afastada apontou que tal projeto, assim como a democratização da mídia, não passa do Congresso. Ela criticou a concentração da mídia no Brasil. "Não é possível ter o controle oligopolista da mídia."
"Tentamos aprovar o imposto sobre lucros e dividendos e juros de capital próprio. E perdemos, querida. Não passa no Congresso. É que nem a democratização da mídia. Eu fui fiadora da democracia. Não tive a menor tentação de reprimir ninguém em 2013 [durante as manifestações]", indicou Dilma. 
"Eu falei duas vezes durante a campanha e uma vez depois [sobre democratização da mídia]. Diziam: manda uma lei. Eu vou mandar uma lei para perder, é? Porque uma das coisas que o senhor Eduardo Cunha dizia para quem quisesse ouvir é que ele tinha feito uma negociação e que essa proposta não passaria."
Ela também fez referência à recente manifestação de Michel Temer, que bateu na mesa dizendo que sabia lidar com bandidos, em meio a protestos de movimentos sociais na frente da casa do peemedebista. "Nunca bati na mesa dizendo que eu sei tratar com bandido. Eu não sei tratar com bandido. Eu sei tratar direitinho com movimento social. Ele, a gente respeita", ressaltou
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Machado Gravações leva pânico a PSDB, PMDB e PT


Leandro Mazzini
Não só os gravados estão tensos com o Grampeador-Geral da União, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.
O script da ascensão é longo: Ele assumiu a estatal apadrinhado pelo ex-presidente Lula e pelo senador Renan Calheiros, manteve-se com apoio das bancadas do PMDB, PT e PSDB do Senado, e é egresso do ninho tucano do Ceará.
Na década de 80, Machado comprou redes de TV e rádio. Tentou vários ramos, mas revelou-se incompetente ao quebrar uma fábrica de jeans. Coordenou as campanhas vitoriosas de Tasso Jereissati e Ciro Gomes, dos quais se afastou quando entrou no Governo Lula.
Em tempo, faça-se justiça aos créditos, embora a grande maioria de jornais, revistas, sites de notícias e emissoras de rádio e TV não o citem, devem-se ao repórter Rubens Valente, da Folha de S.Paulo, as revelações dos áudios de Machado. E, ao contrário do que disse Romero Jucá, nós confiamos no repórter.

Encontro de Gilmar eTemer , o que depender de mim pra te ajudar eu vou fazer, e a justiça?


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deu sua explicação para o polêmico encontro realizado na noite de ontem, no Palácio do Jaburu, com o presidente interino Michel Temer.
"Eu tinha avançado nas conversas com o ministro Romero Jucá e a minha equipe estava discutindo com ele, mas aí houve esse incidente e aí ontem ele [Michel Temer] me ligou se colocando à disposição e eu aproveitei e fui lá para conversar", disse Gilmar, fazendo referência ao orçamento do Tribunal Superior Eleitoral.  "Os setores técnicos do tribunal e do Ministério do Planejamento já vinham conversando. Eu só fiquei um pouco preocupado com a saída do ministro Jucá, porque não podemos retardar muito essa providência porque temos a fabricação de urnas em andamento"
Para a oposição, Gilmar tratou com Temer de temas ligados à Lava Jato, uma vez que preside a turma que irá avaliar os processos contra políticos envolvidos no caso. Até porque o orçamento do TSE poderia ser discutido num dia útil, dentro da agenda oficial de Temer ou  de Gilmar.

A transparência no Brasil está na escuridão;O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle critica a lava jato

Gravação: novo ministro de Temer criticava Lava Jato

Folha de S.Paulo
O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle escolhido pelo presidente interino Michel Temer, Fabiano Silveira, criticava a operação Lava Jato e orientava investigados enquanto tinha um cargo de conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão que fiscaliza o poder Judiciário. Fabiano Silveira foi gravado pelo ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, que se tornou delator da operação, na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros. Os áudios foram exibidos pelo programa Fantástico, da TV Globo.
Numa das frases, após Machado criticar o Procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, Silveira diz: "Eles estão perdidos nessa questão [da Lava Jato]".
Segundo o programa, a gravação ocorreu no fim de fevereiro, na casa do presidente do Senado. Fabiano é servidor do Senado e foi indicado para o CNJ por Renan.
A reportagem afirma que Machado disse aos procuradores que "foi à casa de Renan para conversar sobre as providências e ações que ele estava pensando sobre a Lava Jato" e disse que Fabiano Silveira e outro advogado, Bruno Mendes, participaram do encontro, dizendo que "eles trocaram reclamações sobre a operação".
A reportagem, que publica apenas parte dos áudios, diz ser possível afirmar que Fabiano Silveira e Bruno Mendes orientam os dois sobre como proceder em relação à PGR (Procuradoria-Geral da República). O atual ministro da Transparência também teria procurado integrantes da Força Tarefa da operação para pedir informações sobre os inquéritos que envolvem o presidente do Senado.
Silveira chega a dizer a Renan que ele não deveria apresentar determinados argumentos na defesa de um dos processos.
"A única ressalva que eu faria é a seguinte: está entregando já a sua versão pros caras da... PGR, né. Entendeu? Presidente, porque tem uns detalhes aqui que eles... (inaudível) Eles não terão condição, mas quando você coloca aqui, eles vão querer rebater os detalhes que colocou (inaudível)", diz o então conselheiro do CNJ.
Fabiano também diz que Sérgio Machado deve procurar o relator de um dos processos da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), sem citar qual deles. Em outro trecho, Renan diz estar preocupado com um processo específico da Lava Jato, a denúncia de que sua campanha teria recebido R$ 800 mil como propina numa licitação de frota na Transpetro.
"Cuidado, Fabiano! Esse negócio do recibo... Isso me preocupa pra caralho", diz o presidente do Senado.

A artimanha do PMDB, barrar as investigações da lava jato

BARRAR INVESTIGAÇÕES– Os diálogos que vieram à tona envolvendo políticos do PMDB, partido do presidente interino, mostram claramente que eles estão empenhados em barrar as investigações, ao contrário do que dizem em público. Esse cenário é um complicador e tanto para Michel Temer, pois se trata de um convite à desarticulação de sua base aliada no Congresso. Fica claro também que os aliados de Temer estão, como os petistas, desesperados com o avanço das investigações, temendo o implacável e justo Sérgio Moro.

Sérgio Moro diz que prisão não basta para combater corrupção



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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela investigação da Operação Lava Jato, disse hoje (28) que a prisão de investigados não basta para combater a corrupção no país. De acordo com o juiz, também é necessário recuperar os valores desviados pelos criminosos, por meio de acordos de cooperação internacional ou de delação premiada. Moro participou nesta manhã de uma conferência sobre combate à corrupção em João Pessoa.
Moro destacou a importância dos acordos de cooperação internacional, principalmente com a Suíça, para repatriar ao Brasil recursos desviados da Petrobras para contas secretas no exterior. O juiz citou o caso de Pedro Barusco, ex-gerente da estatal e um dos delatores do esquema de corrupção, que tinha cerca de U$S 100 milhões depositados fora do país e devolveu a quantia após assinar um acordo de delação.
Segundo o magistrado, somente a pena de prisão não é suficiente para combater os desvios na Petrobras. “Hoje em dia, isso não é suficiente, também é necessário a recuperação do produto do crime. Não basta a punição, a sanção corporal, a pena privativa de liberdade. É necessário fazer com que o crime não compense financeiramente. Isso significa a necessidade de retirar do criminoso o produto de sua atividade.”
O juiz também ressaltou que a cooperação internacional nas investigações da Lava Jato é fundamental para a corroborar os depoimentos de delação premiada, que não podem ser usados unicamente como acusação no processo penal contra os investigados.
“Se os países não cooperam, simplesmente não se tem a prova do crime, e não se tem a possibilidade de recuperar esses ativos. É certo que parte do caminho do dinheiro foi descoberto através da colaboração de alguns desses indivíduos, que resolveram colaborar com a Justiça, mas, como se sabe, mesmo quando se tem essa colaboração, é sempre necessária ter a prova dessa colaboração, e essa prova às vezes é baseada nessa prova documental dos registros bancários”, explicou.
De acordo com levantamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram repatriados para o Brasil até o momento R$ 2,9 bilhões por meio de acordos de colaboração no âmbito da Lava Jato

domingo, 29 de maio de 2016

‘Cunha não só manda: ele é o governo Temer’, diz Dilma em entrevista a Folha


'Cunha não só manda: ele é o governo Temer', diz Dilma


Afastada do mandato de presidente da República desde 13 de maio, Dilma Rousseffafirmou que “as razões do impeachment estão ficando cada vez mais claras” e que o governo interino de Michel Temer é comandado pelo presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“Podem falar o que quiserem: o Eduardo Cunha é a pessoa central do governo Temer. Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura (líder do governo na Câmara). Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha”, afirmou em entrevista à Folha de São Paulo.
De acordo com Dilma, na negociação com o peemedebista, ele dá as cartas. Não tem meio termo. Ela disse que não aceitaria indicações feitas por ele se em um governo dela.
Na gestão de Temer, Cunha foi responsável por emplacar Alexandre de Moraescomo Ministro da Justiça, Gustavo do Vale Rocha como subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil e Carlos Henrique Sobral como chefe de gabinete do ministro da Secretaria de Governo, além de Moura.
Moraes e Rocha advogaram para o peemedebista. Sobral trabalhava com assessor especial de Cunha na presidência da Câmara.
Segundo a petista, a partir de seu primeiro mandato, a ala de centro do PMDB passou a adotar uma tendência de direita, sob influência do presidente afastado da Câmara. “A situação do Brasil, se isso não for desmontado, é gravíssima”, disse.
Para Dilma, as condições para o impeachment foram criadas pela condução dos trabalhos na Câmara, com a criação de um ambinte de impasse durante as votações das pautas-bomba. Segundo ela, Cunha agiu em retaliação ao avanço das investigações da operação Lava Jato.
Lava Jato
Ela citou as conversas telefônicas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com os senadores Romero Jucá Renan Calheiros e com o ex-presidente José Sarney como provas de que seu afastamento serviu para barrar a ação da Polícia Federal e do Minsitério Público.
“Eu li os três (diálogos). Eles mostram que a causa real para o meu impeachment era a tentativa de obstrução da Operação Lava Jato por parte de quem achava que, sem mudar o governo, a "sangria" continuaria. A "sangria" é uma citação literal do senador Romero Jucá. Outro dos grampeados diz que eu deixava as coisas (investigações) correrem. As conversas provam o que sistematicamente falamos: jamais interferimos na Lava Jato”, afirmou na entrevista.
Dilma também rebateu a fala de Temer, que um dia após Jucá ser afastado do Ministério do Planejamento, disse que tinha experiência em lidar com bandido, ao lembrar sua atuação na Secretaria de Segurança. “Nunca bati na mesa dizendo que eu sei tratar com bandido. Eu não sei tratar com bandido.”
Ela voltou a negar também irregularidades na campanha de 2014.
Apesar de 55 senadores terem votado pela admissibilidade do impeachment, a petista acredita que possa conseguir evitar um afastamento definitivo, quando são necessários 54 votos. Ela tem se reunido com senadores no Palácio do Alvorada, residêcnia oficial.
Dilma disse que irá defender até o fim que o afastamento foi golpe. “Você tira um governante mas não quebra o modelo democrático. Não pode impedir a reação, as manifestações. Essa é a grande contradição desse processo. E eu vou levar até o extremo essa contradição. Sinto muito, sabe, sinto muuuuito se uma das características deste golpe é detestar ser chamado de golpe”, afirmou.
Economia
Sobre a condução econômica do governo Temer, a presidente afastada criticou o teto de gastos públicos proposto pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ela disse ainda que o peeemedebista deveria defender a recriação da CPMF e fez uma provocação à Fiesp, contrária ao imposto e defensora do impeachment.
“Nós assumimos (a proposta de se recriar) a CPMF, sem pudor. Nós nunca entramos nessa do pato (símbolo criado pela Fiesp). Aliás, o pato tá calado, sumido. O pato tá impactado. Nós vamos pagar o pato do pato, é Porque quem paga o pato, quando não se tem imposto num país, é a população. Vai ter corte na saúde”, afirmou.

Somos mesmo um país de ladrões, canalhas e alcaguetes ou estão nos deixando assim?


Toda a trama golpista que se escancarou nas gravações de Sérgio Machado não precisaria, a rigor, dos “grampos” pra ser conhecida e revelada.
Jornalismo e análise política, se não estivessem postos a serviço da histeria golpista, poderiam te-la dado a conhecer porque, afinal, era sabida e evidente pelos gestos de seus promotores.
O mais perverso, em tudo isso, é que passamos a considerar “normais” situações como as que cruamente descreve Janio de Freitas, hoje, na Folha:
Um homem procura colegas que o têm por confiável, incluído aquele a quem deve o emprego magnífico usufruído por dez anos. Mesmo sem ser explícito, faz entender que busca ajuda solidária para o risco angustiante de ser entregue, por atos de sua plena responsabilidade, a um juiz que valoriza a cadeia como passo preliminar. O homem conduz as conversas, em sutis induções e insistências. Grava-as, sem disso ser suspeitado. Não se sabe quantas foram, nem quantos os gravados.
O homem divulga várias gravações. Gravado que não se comprometeu com propostas condenáveis, passa, no mínimo, pelos dissabores do escândalo. Os que se mostraram mais solícitos com as angústias do colega, porém, fosse por solidariedade ou por combiná-la com sua própria situação, foram –como outros vão ser– por ele entregues às feras, com suas situações agravadas. Por tal atitude, o homem será premiado pela Justiça.
Assim, sem nomes (embora todos conhecidos), o julgamento moral do prêmio fica mais evidente.
Que tipo de sistema judicial pode-se ter quando ele baseia seus métodos no “dedure que eu te solto?”
E, sobretudo, no “”divulgo o que me interessa e quando me interessa”?
Infelizmente, não apenas a mídia, mas a própria consciência jurídica do país está acolhendo estes métodos abjetos porque, afinal, o fim seria nobre: restabelecer a dita “moralidade”.
Desta sentença – os fins justificam os meios – não é preciso falar, não é? Sempre foi o argumento do conservadorismo para contestar e tornar monstruosas as ações transformadoras, revolucionárias, que precisaram atropelar as regras do status-quo.
Como também não preciso lembrar do discurso da direita contra os líderes messiânicos, os “puros”, os portadores da verdade absoluta e da salvação da pátria, entregue à danação da desonra. Quando, porém, o “salvador” é de seu campo – um Collor, um Moro – desaparecem seus senões e surge a louvação, cace ele marajás ou corruptos.
É sábia a advertência de Mauro Santayanna, dias atrás:
É preciso entender que o movimento permanente de criminalização da política e o nivelamento por baixo de todos os partidos e homens públicos, frente à “justiça” e à população, não favorece,por si só, à Democracia, e só pode fortalecer, pelo contrário, ao Fascismo, que continua brilhando, estelar e faceiro, e sendo profusamente incensado, a cada semana, a cada dia, a cada novo episódio da “novela” política brasileira, pela mesma parcela da mídia conservadora e entreguista de sempre.
Quando se destrói a política como meio de solução de conflitos e legitimação do poder político numa sociedade, o que sobra, só, é a ditadura, a imposição da verdade por um homem, por uma casta – como foi com os militares, porque não seria com a toga? – e, sempre, pela classe dominante.
O processo de acanalhamento da sociedade brasileira vai muito além de termos canalhas na política ou em cargos de governo. Já os tivemos e, talvez, seja melhor até perguntar quando não os tivemos.
Está sendo cuidadosamente desenvolvido há anos, em nome de um elogio da esperteza, da traição e do “levar vantagem” próprios da selvageria.
Porque, a rigor, a frase se inverte na realidade: são os meios que determinam os fins e acabam por denunciá-los.
O discurso das elites brasileiras é de que o Brasil é um país de sem-caráter.
Não é. Embora, frequentemente elas o sejam

Guarda civil municipal armada e equipada para combater o crime



Não adianta criar uma guarda civil desarmada,é colocar frango no lago cheio de jacaré.
O Brasil é um dos países mais violento do mundo,a policia militar estadual não dar conta, e vive cobrada, sobrecarregada, cidades violentas que só conta com dois ou três policias, para 30 mil ou mais habitantes. Só um louco afirma que isso é suficiente.Essa é uma boa ideia para se combater o crime, cada município tendo a sua guarda municipal, equipada e armada principalmente.o Brasil vive uma guerra constante, a nossa segurança não faz jus aos altos impostos que se arrecada, é preciso melhorar, e isso é parte da solução.

Governo Temer;todo atabalhoado


Blog do Kennedy
Não é prudente subestimar o impacto político das gravações de Machado sobre o governo Temer e o PMDB, até porque há muito a ser revelado ainda a respeito da delação premiada negociada pelo ex-presidente da Transporto. No entanto, erros do novo governo cometidos por ministros conservadores são perigosos para Michel Temer e deveriam preocupar o presidente interino.
O último equívoco da série foi a audiência na quarta-feira do ministro da Educação, Mendonça Filho, com o ator Alexandre Frota para ouvir uma proposta absurda de escola sem partido _uma ideia estapafúrdia para limitar opiniões políticas e filosóficas de professores, tese rejeitada por todos os especialistas em educação. Debates políticos fazem parte do aprendizado.
É fraca a justificativa do ministro, que disse que apenas ouviu uma proposta. Ora, a primeira coisa que um ministro da Educação precisa saber é filtrar quais propostas deve ouvir e com quem deve se reunir. Diversos ministros de Temer estão se mostrando despreparados para os cargos que ocupam. Há uma usina de ideias insensatas e conservadoras que ameaça a estabilidade política de Temer.
O novo governo faria melhor ao se manifestar sobre o estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro. É um caso gravíssimo de violência contra a mulher. Não é só questão de polícia. É exemplo da barbárie num país extremamente machista e no qual a violência contra a mulher é um dado do cotidiano.
Um governo que tem um ministério sem a diversidade que existe na sociedade, sem mulheres e negros, deve ser mais cobrado a dar atenção a esse tipo de caso. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, precisa se manifestar e tomar alguma providência sobre esse episódio, que envolve clara violação de direitos humanos.

Drauzio: SUS para pobres e saúde privada para ricos


O médico Drauzio Varella coloca em xeque a universalidade do Sistema Único de Saúde, que chegou a ser defendida pelo ministro Ricardo Barros.
"Em entrevista a Cláudia Collucci o atual ministro da Saúde chegou a sugerir que o SUS precisaria ser redimensionado. Diante da gritaria, parece que recuou. Não sei o que ele quis dizer com esse redimensionamento, mas foi pena haver recuado. A discussão viria em momento propício: se não há dinheiro para todos, que os estratos mais ricos da população cuidem da própria saúde e deixem o SUS para os que não têm alternativa. Não é lógico?", diz ele.
"Está na hora de deixarmos de lado a hipocrisia utópica e o estrabismo ideológico de antigamente", afirma

Marina: PT e PMDB são contra a Lava Jato


Ao participar de um evento em Porto Alegre, a ex-senadora Marina Silva afirmou que os grampos de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, revelam que tanto o PT como o PMDB são contra a Operação Lava Jato.
"As revelações feitas de conversas de parte da cúpula do PT e agora de parte da cúpula do PMDB demonstram que qualquer pessoa que tenha conhecimento mínimo do que está ocorrendo da política brasileira sabe que o ponto em que eles se encontram e convergem na mesma profundidade, na mesma proporção, é no arrefecimento da Lava Jato", disse ela.
"As cúpulas desses partidos indicaram juntas as diretorias da Petrobras. Havia uma coordenação para a distribuição dos recursos da propina, e esses segmentos estavam operando politicamente para o enfraquecimento da Lava Jato, como mostram as próprias palavras das pessoas que estão agora sendo reveladas nesta articulação", afirmou.
Marina voltou a dizer que o caminho mais adequado é a cassação da chapa Dilma-Temer e a realização de novas eleições. "O TSE tem em suas mãos a possibilidade de devolver para a sociedade um meio para reparar o erro que foi induzida a cometer", disse ela

UNE: a casa caiu para o Movimento Brasil Livre


A União Nacional dos Estudantes (UNE) faz no Twitter uma provocação ao Movimento Brasil Livre (MBL), que recebeu financiamento de partidos como DEM, PSDB, PMDB e Solidariedade, todos eles engajados no impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, de acordo com áudios na reportagem do site Uol.
"A Casa caiu pro @MBLivre. Perguntamos: Como é possível ser contra a corrupção sendo bancado por @DepEduardoCunha?", questionou a UNE.
A reportagem traz áudios em que se negocia o apoio financeiro a atividades do MBL, coordenador nacionalmente por Kim Kataguiri, como a impressão de camisetas, folhetos, cartazes,  e a organização de manifestações pelo impeachment.
Também foram publicadas imagens que comprovam a proximidade entre integrantes do MBL e políticos que atualmente simbolizam a corrupção, como o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 
Em nota, Renan Santos, um dos coordenadores do MBL, confirmou a autenticidade do áudio e informou que o comitê do impeachment contava com lideranças de vários partidos, entre eles, DEM, PSDB,  SD e PMDB.
 "As manifestações não são do MBL. 13 de Março pertence a todos os brasileiros, e nada mais natural que os partidos de oposição fossem convidados a usar suas redes de divulgação e militância para divulgar a data. Não houve nenhuma ajuda direcionada ao MBL. Pedimos apenas que divulgassem com toda energia possível. Creio que todos o fizeram"

Após entrevista de Dilma, Cunha diz que 'golpe' foi 'de sorte'


A afirmação foi veiculada pelo peemedebista pouco depois da Folha publicar, na tarde deste sábado, entrevista em que Dilma afirma que Temer "terá que se ajoelhar" diante dele

DR

O deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou neste sábado (28), através da rede social Twitter, que o Brasil teve um "golpe de sorte" com o afastamento da presidente Dilma Rousseff.
P
De acordo com a Folha de S. Paulo, a afirmação foi veiculada pelo peemedebista pouco depois do veículo publicar, na tarde deste sábado, entrevista em que Dilma afirma que o governo de Michel Temer "terá que se ajoelhar" diante dele.
No Twitter, Cunha compartilhou um vídeo com um trecho da entrevista concedida à repórter Mariana Godoy, da RedeTV!, em 20 de maio. Nele, o deputado afastado toca bateria e aparece com a legenda de "O Malvado Favorito", em referência ao vilão da animação de 2010.
"Pode ser que tenha tido um golpe no Brasil, mas foi um golpe de sorte, porque conseguimos nos livrar do PT e da Dilma de uma vez só", afirma no vídeo, declaração que reproduziu na sua mensagem deste sábado.

Temer recebe Gilmar Mendes no Palácio do Jaburu


Mendes é relator no TSE do processo que analisa as contas da campanha da chapa da presidente afastada Dilma Rouseff e do seu vice e agora presidente interino

Reuters

O presidente interino Michel Temer recebeu no Palácio do Jaburu, na noite deste sábado (28), uma visita do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes.
P
Mendes é relator no TSE do processo que analisa as contas da campanha da chapa da presidente afastada Dilma Rouseff e do seu vice e agora presidente interino.
O ministro também assume na próxima terça-feira (31) a presidência da Segunda Turma do STF, que é responsável pelo julgamento da maioria dos inquéritos que investigam a participação de políticos no esquema investigado pela Operação Lava Jato.
Ele vai substituir Dias Toffoli, que teve seu mandato de um ano no comando da turma encerrado na última semana. Advogado-Geral da União nos últimos anos do segundo mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso, Mendes é um frequente crítico do PT e das gestões do partido no governo federal.
A assessoria de Temer não soube dizer o motivo do encontro. A reportagem não conseguiu falar com a assessoria de Gilmar Mendes na noite deste sábado

sábado, 28 de maio de 2016

VÍDEO: No Rio, o sábado foi de luta pelo “Fora, Temer”!


Manifestantes foram às ruas no Largo do Machado, no Rio de Janeiro:


“Vaza, traidor”: Mulheres do Ceará protestam contra Cristovam Buarque e o golpe


buarque golpista


Veja em vídeo do que FHC correu em congresso de Ciências Sociais em Nova York

fhcny

Ontem se tornou público que Fernando Henrique Cardoso desistiu de um compromisso já assumido com a Associação de Estudos Latino-Americanos (Lasa),  pelo qual participaria hoje de um debate sobre “50 anos de democracia na América Latina”.
Na carta de fuga, FHC disse, segundo O Globo, não iria dar “pretexto para  mentes radicais, dirigidas por paixões partidárias, me usarem em uma luta imaginária ‘contra o golpe’, um golpe que nunca existiu”,
O mais curioso é que, para tentar acalmar Fernando Henrique a Associação ofereceu-se para mudar o nome do debate, justamente tirando a “democracia” do título, que virou “”50 anos de democracia na América Latina”.
O que, perdoem-me os ilustres intelectuais da Lasa, não quer dizer absolutamente nada.
Ontem, na abertura do congresso, em Nova York, uma platéia nada imaginária protestou contra o golpe nada imaginário no Brasil, como registrou a Mídia Ninja, recolhido do Facebook de Fernando Morais no vídeo que você pode ver abaixo.

Acaba o Minha Casa Minha Vida dos pobres. E segue o “Minha toga, meu apê”

paratodos

Diz O Globo que o ministro Henrique Meireles,  que Michel Temer ” decidiu acabar com os subsídios concedidos aos mutuários mais pobres dentro do Minha Casa Minha Vida. O programa habitacional deixará de receber recursos do Tesouro Nacional, repassados pela União a fundo perdido, para subsidiar as famílias enquadradas na faixa 1 (renda de até R$ 1.800)—às quais as residências são praticamente doadas – e na faixa 2 (até R$ 3.600) — cujas prestações são bastante (sic)reduzidas, facilitando a quitação do financiamento”.
(Esclareço, porque o texto – de O Globo e entre aspas – dá a impressão que são de graça as casas. Não são, são pagas 120 prestações de até R$ 270 reais)
Sem subsídio, qualquer um sabe, pobre não compra nem caixa de papelão para dormir.
Claro, o governo não pode gastar dinheiro com os pobres, senão como é que vai atender aos promotores e juízes com os quase R$ 5 mil de auxílio moradia e satisfazer o STF, aquele cujo presidente, segundo as gravações clandestinas de Sérgio Machado, “só quer saber de aumento”?
E descaradamente também esta crueldade vai esperar o fim das possibilidades do “Volta, Dilma”. Assim, descaradamente, publicadas no jornal, no meio da matéria, como se estelionato político não fosse informação de alta gravidade.
“As mudanças no Minha Casa estão sendo discutidas de maneira reservada diante da interinidade de Temer. Por isso, medidas impopulares não deverão ser anunciadas antes do desfecho do processo do impeachment pelo Senado, previsto para agosto.”
É como se fosse assim: “ah, a propósito, vamos enganar as pessoas, mas isso é normal, certo?”
Existe alguma palavra que não canalhice para definir isso?

“Temer vai ter de se ajoelhar para Eduardo Cunha”, diz Dilma à Folha

marion

Não vai esperar até amanhã e vão surgir 10 mil declarações de revolta.
A verdade dói e gritam quando dói.
E Dilma foi – vou ser gentil – na canela de Temer da  entrevista que deu a Monica Bergamo, na Folha.
“Podem falar o que quiserem: o Eduardo Cunha é a pessoa central do governo Temer. Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura [deputado ligado a Cunha e líder do governo Temer na Câmara]. Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha. Vão ter de se ajoelhar.”
Dilma aponta Cunha como o grande responsável pelas dificuldades de seu governo, pela pressão que exerceu com o controle do Legislativo, sobretudo depois que passou a ser alvo da Lava Jato:
Todas as tentativas que fizemos de enviar reformas para o Congresso foram obstaculizadas, tanto pela oposição quanto por uma parte do centro politico, este liderado pelo senhor Eduardo Cunha. Pior: propuseram as “pautas-bomba”, com gastos de R$ 160 bilhões. O que estava por trás disso? A criação de um ambiente de impasse, propício ao impeachment. Cada vez que a Lava Jato chegava perto do senhor Eduardo Cunha, ele tomava uma atitude contra o governo. A tese dele era a de que tínhamos que obstruir a Justiça.
Obstrução que, para ela, está no centro da conspiração que as fitas gravadas pelo ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, fez conversando com Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney:
Eu li os três [diálogos]. Eles mostram que a causa real para o meu impeachment era a tentativa de obstrução da Operação Lava Jato por parte de quem achava que, sem mudar o governo, a “sangria” continuaria. A “sangria” é uma citação literal do senador Romero Jucá.Outro dos grampeados diz que eu deixava as coisas [investigações] correrem. As conversas provam o que sistematicamente falamos: jamais interferimos na Lava Jato. E aqueles que quiseram o impeachment tinham esse objetivo. Não sou eu que digo. Eles próprios dizem.
Dilma, segundo a repórter, está bem disposta, aguerrida e confiante. Tanto que fala em chegar a 30 votos na decisão final do Senado. O desnudamento das entranhas do golpe veio mais rápido do que ela poderia imaginar no melhor dos seus sonhos.
Aguardem as reações histéricas à sua entrevista.
Está evidente que os dois lados têm acesso a pesquisas de opinião que, até agora, estão sendo sonegadas ao grande público.
Mas que vão aparecer.