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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Estudantes são detidos pela PM em protesto contra a privatização da Cedae


Servidores fazem protesto no Centro após aprovação da venda na Alerj

Um grupo de 17 estudantes universitários foi detido pela Polícia Militar durante protesto contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), na tarde desta segunda-feira (20), no Centro do Rio de Janeiro. Policiais do Batalhão de Choque obrigaram os jovens a deitar na calçada, com o rosto virado ao chão. 
Os policiais alegam que o grupo estava jogando pedras e bombas contra a tropa. No entanto, testemunhas contestam esta versão. “Eles não jogaram nada. Eles são da Uerj [Universidade Estadual do Rio de Janeiro], não são black blocs. Isto é uma arbitrariedade”, disse a advogada Elza Braz, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de acordo com informações da Agência Brasil.
Alguns manifestantes se aproximaram do espaço onde estavam os jovens para pedir a libertação do grupo e os policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral e tiros de bala de borracha para dispersá-los. Os universitários foram levados em um micro-ônibus da PM para uma delegacia de polícia da região.
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Após a aprovação do projeto de lei 2.345/17, que autoriza o uso das ações da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para viabilizar um empréstimo de R$ 3,5 bilhões da União, os servidores que estavam na porta da Alerj protestando contra a medida iniciaram uma passeata rumo à sede da Cedae, na Avenida Presidente Vargas. 
O ato, composto em sua maioria de funcionários da empresa, interditou a via na tarde desta segunda-feira (20). Por volta das 15h, o Batalhão de Choque da Polícia Militar dispersou os manifestantes, reabrindo a avenida.
Os servidores também iniciaram uma greve contra a privatização. Inicialmente, a paralisação ia durar até quinta-feira, quando estava previsto o fim dos debates sobre a venda da Cedae. Como o projeto foi aprovado hoje mesmo, a categoria vai avaliar os rumos do movimento. 
“A votação que foi feita na Alerj não representa a vontade popular. E a vontade popular tem que ser soberana. Não é a vontade de 40 deputados que vai se sobrepor à vontade da população. Eles querem privatizar a Cedae por R$ 3,5 bilhões”, afirmou o agente de saneamento da Cedae Márcio Tayão.
Na votação que decidiu pela privatização da Cedae, 41 deputados votaram a favor e 28 contra. Para a aprovação, era necessária a maioria simples dos 70 deputados. 69 deputados estavam presentes.
“O sentimento é de total indignação. Uma empresa que só traz lucro e benefício para o Riode Janeiro, que tem financiamento cruzado, vendida para empresários? Na hora que a população começar a sentir na pele, quando começar a pagar mais de R$ 2 em um litro d’água igual você vê na rua, aí a população vai ver o valor que o Cedae tinha”, ressaltou o ajudante de saneamento Leonardo da Silva.
A agente de saneamento  Márcio Tayão também acredita que o governo do estado vai reprimir novas manifestações. “Não tem saída. Eles vão reprimir. Mas nós podemos lutar e vencer a repressão. Vamos fazer pressão política. Eles estão vendendo o estado do Rio de Janeiro. Isso é um erro gravíssimo. Eles vão sofrer as consequências desses atos. Quando o povo sofrer as consequências, eles vão para a rua também”, disse.
“Nós, do sistema sindical, controlamos a água. Nós controlamos o esgoto. Temos que nos unir e lutar também. Eles querem um inferno? Que vire um inferno no Rio de Janeiro”, disse o servidor Leonardo da Silva. Quando perguntado sobre a possibilidade de interrupção do fornecimento de água pelos funcionários da Cedae, Leonardo respondeu: “A base sindical vai decidir isso. Se necessário for, para defender toda a categoria do estado do Rio, e o sindicato da Cedae, iremos fazer com certeza”, concluiu.

Depois do “OK” a Moreira, Janot e Fachin terão coragem de acusar Lula?


pranosnaovale
A Polícia Federal  mandou publicar nos jornais de sua confiança o relatório de em diz estar convencida de que a nomeação de Lula para a Casa Civil de Dilma – barrada por Gilmar Mendes – representa “obstrução da Justiça”.
Mas não teve coragem de pedir o indiciamento dos ex-presidentes, deixando para a Procuradoria Geral da República e para o relator do caso, Luiz Edson Fachin a decisão sobre prosseguir com a investigação, mandando para a primeira instância.
Até o Estadão registra a contradição:
Para a PF, ao nomear Lula ministro-chefe da Casa Civil, em março de 2016., a então presidente e seu antecessor – que com a medida de Dilma ganharia foro privilegiado no Supremo e, na prática, escaparia das mãos do juiz federal Sérgio Moro – provocaram ’embaraço ao avanço da investigação da Operação Lava Jato’. A conclusão da PF ocorre na mesma semana em que o ministro Celso de Mello, do STF, deu sinal verde para a nomeação do ministro Moreira Franco – citado em delações de executivos da empreiteira Odebrecht – para a Secretaria-Geral da Casa Civil do governo Michel Temer.
A defesa de Lula emitiu uma nota – que reproduzo a seguir – onde menciona, entre outras, uma pérola do delegado Marlon Cajado, responsável pelo relatório, explicando que parte de suas “convicções” foi formada graças à ” mídia especializada em política”.
Doutor, se o senhor levar em conta os “especialistas em política” da nossa grande imprensa, vai chegar à conclusão que foi Lula quem soltou os gafanhotos no Egito.
Quanto a Janot e Fachin, é bom que leiam a coluna de ontem do Luís Fernando Veríssimo, para não ficarem com nome de bolero.

Defesa de Lula: conclusão de delegado afronta o STF

É desprovida de qualquer fundamento jurídico e incompatível com a decisão proferida no último dia 14/02/2017 pelo Decano da Supremo Tribunal Federal, o Ministro Celso de Mello, nos autos do Mandado de Segurança nº 34.690/DF, a conclusão apresentada pelo Delegado Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos nos autos do Inquérito Policial nº 4.243, que também tramita perante o STF — afirmando, conforme notícias já veiculadas pela mídia, “haver suficientes indícios de materialidade e autoria” da prática do crime de obstrução à Justiça (Lei nº 12.850/2013, art. 2º, §1º) em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em virtude de sua nomeação para o cargo de Ministro Chefe da Casa Civil da Presidência da República no dia 16/03/2016.
Celso de Mello foi claro em sua decisão ao afirmar que “a investidura de qualquer pessoa no cargo de Ministro de Estado não representa obstáculo algum a atos de persecução penal que contra ela venham eventualmente a ser promovidos perante o seu juiz natural, que, por efeito do que determina a própria Constituição (CF, art. 102, I, alínea “c”), é o Supremo Tribunal Federal”.
Esse entendimento, no entanto, não vale para Lula. No dia 20/03/2016, o ex-Presidente foi impedido de exercer o cargo de Ministro de Estado a despeito de preencher todos os requisitos previstos no artigo 87 da Constituição Federal. O impedimento foi imposto por liminar deferida pelo Ministro Gilmar Mendes, que mudou seu posicionamento de longa data sobre a ilegitimidade de partidos políticos para impugnar esse tipo de ato e acolheu pedidos formulados pelo PSDB e pelo PPS.
Agora um agente policial pretende transformar em crime um ato de nomeação que cabia privativamente à então Presidente da República Dilma Rousseff. Para chegar a tal conclusão, o agente público recorreu à “mídia especializada em política”, mas deixou de apresentar qualquer fundamento jurídico para sua manifestação.
Registra-se que carece de fundamento igualmente a outra acusação contra Lula de obstrução à Justiça, aquela relativa à suposta compra do silêncio de Nestor Cerveró. Os depoimentos colhidos nessa ação têm exposto a fragilidade da tese, principalmente considerando que o próprio Cerveró desmentiu qualquer ação do ex-Presidente no sentido de retardar sua delação.
O ato do Delegado Federal Marlon Cajado se soma a diversas outras iniciativas de agentes públicos que perseguem Lula por meio do uso indevido da lei e dos procedimentos jurídicos, prática internacionalmente conhecida como “lawfare”.
Esperamos que o STF rejeite a proposta do citado agente policial e aplique em relação a Lula o mesmo entendimento que é destinado aos demais jurisdicionados.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

VEJA DESCOBRE A NATUREZA CORRUPTA DO GOLPE E INICIA SEU DESEMBARQUE

Cunha age como se segredos de Temer estivessem enterrados em covas rasas


Josias de Souza


Eduardo Cunha levou para a carceragem de Curitiba os rancores que colecionou durante sua derrocada. Antes de ser preso, declarou a pelo membros dois membros de sua infantaria que se sentia traído por aquele que lhe devia a poltrona de presidente e muita gratidão. Hoje, Cunha dedica-se a enviar mensagens cada vez menos cifradas para o ex-amigo Michel Temer. É como se desejasse lembrar a Temer que os segredos dele estão enterrados em covas muito rasas. Ameaça exumá-los.
Repetindo uma tática que já havia utilizado com Sergio Moro, em Curitiba, Cunha cavalgou a paciência do juiz Vallisney Oliveira, em Brasília, para acionar sua língua viperina contra Temer. Arrolou o presidente novamente como sua testemunha de defesa. E levou aos autos as perguntas radioativas que sabe que Temer não responderá.
Cunha enfiou no questionário nomes e situações cujo detalhamento supostamente deixaria Temer mal. Fez pontaria na direção do neoministro Moreira Franco. O documento de Cunha vale por um roteiro de delação. Temer alardeia que, com a economia no rumo, seu governo vira a página. E Cunha, com suas perguntas, grita: “Para trás.” Temer avalia que o futuro a Henrique Meirelles pertence. E Cunha manda dizer que um pedaço do passado lhe pertence.

STF dá dez dias para que Temer e Maia expliquem reforma da previdência

Jornal do Brasil



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello deu prazo de dez dias para que Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, prestem informações sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que trata da reforma da Previdência. A solicitação de Mello é feita após recebimento de um mandado de segurança, impetrado por 28 deputados de oposição.
A ação pede anulação dos atos que levaram à tramitação da PEC na Câmara. Os deputados alegam que o governo não apresentou um estudo atuarial, necessário para confirmar o desequilíbrio nas contas da Previdência e a consequente necessidade de alteração nas regras. 
O ministro da Suprema Corte deve aguardar as informações solicitadas antes de decidir sobre o acolhimento ou não do mandado de segurança. O acolhimento significaria a suspensão da tramitação da matéria na Câmara.
Ação pede anulação dos atos que levaram à tramitação da PEC na Câmara
Ação pede anulação dos atos que levaram à tramitação da PEC na Câmara
Mello também pede informações do presidente da Comissão Especial destinada a debater o tema na Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB/MS), e do presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (CCJ), cujo nome ainda não foi definido. 
Quando a PEC foi acolhida na Câmara, em dezembro do ano passado, o presidente da CCJ era Osmar Serraglio (PMDB/PR).
Os deputados da oposição alegam que estudo atuarial é requisito obrigatório para confirmar o desequilíbrio nas contas da Previdência e a necessidade de alteração nas regras. “Não se trata de mera orientação para a gestão administrativa. O estudo atuarial é requisito formal para a regularidade material das condições previdenciárias em qualquer regime, em especial quando objeto de alteração constitucional”, diz um trecho da ação.
A oposição argumenta ainda que a elaboração da PEC ocorreu “à revelia do Conselho Nacional de Previdência Social”. “[O conselho é] órgão superior da Administração Federal de deliberação colegiada, com representação dos trabalhadores e do governo, cuja finalidade, entre outras, é justamente a de discutir assuntos de interesse previdenciário dos trabalhadores”, dizem os deputados.

A mágica de jogar luz em Velloso para tirar Temer das cordas



Teve algo de feitiçaria política na breve exposição de Carlos Velloso como eventual ministro da Justiça. Para um mineiro, juiz de carreira, ex-ministro do STF, não necessariamente nessa ordem, chamou a atenção seu repentino jeito afoito.
Em resumo, Carlos Velloso disse e repetiu a todos que quisessem ouvi-lo:Mal apareceu no cenário, ele desandou a falar, em sucessivas entrevistas à imprensa, pondo o dedo em várias feridas, todas bem incômodas para Michel Temer e aliados.
  • – A Operação Lava Jato é intocável;
  • – O juiz Sérgio Moro é rigoroso, mas justo;
  • – O foro privilegiado é uma excrescência.
Quem costuma enxergar um pouquinho além da fumaça, estranhou. Afinal, como alguém, com toda a experiência e tão badalado currículo, entrou de sola em tantas bolas divididas com os caciques políticos que politicamente sustentam o governo Temer?
O establishment, claro, aplaudiu. Na ótica deles, um juiz confiável. Outro mérito dessa escolha seria tirar do páreo, político ou criminalista, alguém carimbado contra a Lava Jato. Além de inviável, seria a opção de bater de frente com o que pensa a população, um erro grosseiro.
Na travessia de Temer por sua pinguela, esse balé com Carlos Velloso na ribalta foi mais relevante do que a recusa dele ao cargo, combinada, esperada ou não.
Foi o suficiente para Temer sair das cordas.
Deu tempo para ele respirar e ouvir ventos opostos.
Pode escolher seu quadrado no ringue.
Se errar, pode abrir brecha para seu nocaute.
A conferir.

Bolsonaro é candidato a Trump




Depois de aparecer em segundo lugar na pesquisa espontânea da CNT/MDA para presidente (6,5%), e em terceiro na estimulada, quase empatando com Marina Silva no patamar dos 11% (contra 30% de Lula na liderança), o deputado Jair Bolsonaro virou uma espécie de candidato a Donald Trump na campanha brasileira de 2018.

A disfuncionalidade do sistema político e eleitoral norte-americano permiitu a eleição de Trump, à revelia de boa parte do establishment politico e econômico, no rastro de insatisfações profundas de setores silenciosos, porém importantes, da sociedade.É aquele sujeito radical, com posições inimaginavelmente conservadoras, que fala bobagens e que muita gente, incluindo adversários, sequer leva a sério. O “clown” da eleição, o pré- candidato que, no início da campanha, ninguém acha que pode ganhar – nem mesmo os que o apóiam. Quando se vê, é tarde demais.
Lamentavelmente, o desgaste crescente do nosso sistema, a falta de credibilidade dos nossos políticos, a crise da economia e a desilusão da maioria do eleitorado com tudo e com todos são ingredientes explosivos que podem se juntar por aqui e produzir loucuras semelhantes. Isso não é piada: o perigo está aí.

Veja mostra que a direita procura sua nova cara


paraonde
A leitura da Veja, esta semana, em canhoneio pesado contra o Governo Temer, dá sinais de que a direita, tal como aconteceu sob o governo ilegítimo de José Sarney, tão dominado quanto este pela politicalha e tão enfiado na crise como o atual está  – omeça a procurar sua nova cara, sempre contra o velho “perigo vermelho”.
Não só a Veja, aliás.
Por toda parte, vêem-se os ensaios com João Dória e – fazer o quê? – Jair Bolsonaro.
O aniquilamento das estruturas políticas convencionais – os partidos  e o Governo – além das próprias ações suicidas de ambos passou a ser a palavra de ordem essencial, tal como ocorreu quando se aproximava o final do fracassado período Sarney.
Temer e o valhacouto de investigados que se tornou seu governo parece ter chegado a um poto de definição: ainda tem forças para fazer o mal que dele se espera mas sem qualquer alívio na crise econômico-social que não o faça um estigma para qualquer projeto de conservação futura do poder.
Menos ainda o deplorável Supremo,agora continuamente atacado, inclusive pelos porta-vozes da República de Curitiba, pela qual seus áulicos mais “qualificados” – livres, como as mulheres da PM de deveres de respeito à hierarquia – já afirmam que “o STF é uma piada de mau gosto”.
Dória seria, até, para estas forças, um autoritarismo com modos, uma espécie de “trumpismo” tupiniquim, onde o rico virá botar na casa a ordem que a classe média deseja. Mas Dória não tem a liberdade de rosnar e arreganhar os dentes que  tem Bolsonaro, seu rival na disputa pela posição de Collor 2018.
Nem a de produzir fanáticos orgulhosos de seu delírio, uma espécie de SA hitleriana, onde pobres, gays, índios, nordestinos e mulheres possam ter outra serventia senão obedecerem e conformarem-se.
É difícil mensurar o alcance de cada um, salvo por pesquisas sempre pouco confiáveis: Dória é midia e São Paulo; Bolsonaro é primarismo intelectual e brutalidade verbal.
O fato é que os conservadores “convencionais” já parecem em irremediável decâdencia, como tiveram, no passado, Ullyses e Aureliano, tragados para posições humilhantes pela adesão da mídia ao príncipe das Alagoas.
Se você quer uma boa pista sobre para onde caminha a direita, siga a Veja, inclusive seu “aviso aos navegantes” de que “a jararaca está viva”, ao contrário do néscio Aécio, que finge que ele morreu, porque assim asseguran seus amigos colunistas da grande imprensa, que o largarão com a mesma sem-cerimônia que largaram Temer – aquele que há dois meses atrás “era até bonito” e “entendia de romances”.
Como os urubus, Veja vê de longe a carniça.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

SUPREMO DECIDE: OS ESTADOS TEM QUE IDENIZAR OS PRESOS

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O supremo tomou uma decisão que é o absurdo dos absurdos agora 
temos que indenizar os presos por más condições das detenções,e o que falar dos hospitais? quantos brasileiros não estão morrendo por maus atendimentos e falta de quase tudo.grita Brasil.
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Governador sanciona lei que reajusta soldo de militares


O governador Paulo Câmara sancionou, na tarde de hoje, a Lei que altera a estrutura remuneratória das carreiras de praças e oficiais da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), que passa a ser integrada por subdivisões em faixas de soldos, indicando o nível de progressão no respectivo posto ou graduação. Trata-se do maior acordo de valorização funcional da história de Pernambuco, num grande esforço do Governo do Estado em meio a mais forte crise econômica que o País enfrenta. A PM e o CBM vão ter um reajuste médio de 25%.
O reajuste representará um acréscimo de R$ 303 milhões na folha de pagamento de 2017, conforme detalhado nos demonstrativos de impacto financeiro, que acompanham o Projeto. O PL estabelece as correções nos vencimentos para os meses de maio de 2017, abril de 2018 e dezembro de 2018. A lei viabiliza também o nivelamento salarial dos militares com a Polícia Civil. Além disso, garante o crescimento e o dinamismo na carreira dos militares.
Nos últimos dois anos, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar receberam um aumento médio de 20% em 2015 e 20% em 2016. A política salarial tem objetivado reduzir a diferença de soldo entre os oficiais e os praças.
De 2015 a 2017, o Governo do Estado promoveu o maior conjunto de conquistas da história da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros em Pernambuco. Nesses dois anos, o Governo adotou diversas providências para a valorização da carreira militar do Estado, a exemplo da instituição de um plano de cargos, aumento do auxílio (transporte, farda e refeição) e da realização de um volume de promoções sem precedentes. Em 2015, foram 5.700 promoções; em 2016, 2.200 mil promoções; e 2017, 1.800 mil promoções. Num total de 16.800 mil promoções.

Maia não sabe o que fazer com pacote anticorrupção, que STF mandou voltar

Josias de Souza



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Se prisão dá indenização, que dizer de hospital?


Josias de Souza



JUSTIÇA DISCUTE MEDIDAS PARA CONTER SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA

O Supremo Tribunal Federal decidiu, em julgamento encerrado nesta quinta-feira, que qualquer brasileiro preso em cadeias degradantes faz jus a indenização do Estado. Justo, muito justo, justíssimo. De todos os imutáveis flagelos brasileiros o flagelo do sistema penitenciário é um dos mais nefastos. Mas não é o único. Se a Suprema Corte avalia que presos maltratados merecem reparação, o que dizer dos brasileiros submetidos a padecimentos hediondos nas filas e nas macas de hospitais públicos?
No caso das penitenciárias, o Supremo julgou o processo de um preso do Mato Grosso do Sul. A sentença terá de ser seguida pelas instâncias inferiores do Judiciário. Houve unanimidade quanto à necessidade de reparação aos presos submetidos a condições degradantes. Mas os ministros se dividiram em relação à forma de pagamento. Três votaram por uma compensação por meio do abatimento de dias na pena. Prevaleceram os sete que determinaram que o dano deve ser reparado em dinheiro.
Considerando-se que o Estado brasileiro faliu, a reparação medida em dias de pena talvez fosse mais efetiva. Mas seja como for, a Suprema Corte abriu uma porteira perigosa. Parece razoável que os patrícios submetidos ao risco de morrer de fila ou de maca nos hospitais públicos também batam às portas dos tribunais em busca de indenizações. Que não serão honradas mesmo que reconhecidas pelo Judiciário. Há Estados que não conseguem pagar nem os salários dos seus servidores em dia. Que dirá indenizações!
Ouvido pelo blog, um dos ministros que participaram do julgamento disse acreditar que eventuais pedidos de indenização de pacientes do SUS talvez não recebam o mesmo tratamento que o Supremo deu aos presos. Por quê? “A pessoa que vai presa é encarcerada por ordem do Estado, no local que a autoridade determina. Não tem alternativa. Um doente, ao menos em tese, teria a opção de procurar outro hospital público ou privado. Não haveria a compulsoriedade.”
O raciocínio é lógico. Resta saber se os julgadores, quando submetidos aos casos concretos, terão a coragem de sonegar a brasileiros miseráveis destratados nos hospitais os mesmos direitos assegurados aos criminosos.

Por emenda, deputados governistas vão propor um novo sistema previdenciário


Uma articulação de deputados dos principais partidos governistas se prepara para apoiar emenda aditiva à reforma da previdência. Redigida pela Fipe, a iniciativa tem a chancela política do MBL.
De acordo com texto da Fipe, a PEC do Governo é “conservadora”, embora seja “necessária” e “arrojada”. O alvo, dizem seus autores, é “construir um modelo sustentável e mais justo na Previdência Social”.Encabeçada pelo deputado Pauderney Avelino (DEM), a proposta já conta com o apoio de parlamentares do PMDB e PSDB, inclusive membros da comissão especial que analisa o projeto do Governo. A emenda não substitui a PEC 287 do Governo Federal, mas cria um sistema misto de repartição e capitalização que substitui completamente o modelo atual.
A nova previdência passaria a valer para os nascidos a partir de 2000, por exemplo, e seria universal, abrangendo toda a população. O sistema envolve quatro pilares: renda mínima para idosos, benefício contributivo por repartição, benefício contributivo por capitalização e benefício contributivo voluntário por capitalização.
Seus autores criticam a distorção do modelo vigente, onde o INSS tem dez vezes mais beneficiários que o funcionalismo, “mas o gasto com este grupo [1,9 milhão de pessoas] representa cerca de 60% do gasto com o INSS [32,6 milhões]”. A emenda, que deverá ser formalizada na próxima semana, foi elaborada por Hélio e Eduardo Zylberstajn, Bruno Oliva e Luis Eduardo Afonso.

Engenheiro da OAS explica a Moro que triplex não é de Lula



Um dos capítulos mais surreais da história do arbítrio judicial brasileiro vai chegando ao fim. Depois da Lava Jato torrar milhões de reais de verba pública perseguindo Lula, depois da grande mídia disparar milhares de manchetes sensacionalistas, todas as testemunhas trazidas pelo Ministério Público só fazem repetir: o triplex não é de Lula, o triplex não é de Lula, o triplex não é de Lula.
A Lava Jato se tornou um problema epistemológico. A verdade mais primitiva, mais básica, fica soterrada por toneladas de mentira.
Moro e Dallagnol agora vão ter que fazer uma vaquinha, com salário deles, para comprar esse triplex e dá-lo de presente a Lula.
ENGENHEIRO EXPLICA A SÉRGIO MORO QUE TRÍPLEX NÃO É DE LULA
O engenheiro civil Genésio da Silva Paraíso prestou depoimento, em Curitiba, como testemunha no processo em que procuradores da Lava Jato acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser “proprietário oculto” de um apartamento triplex no Guarujá; Genésio acompanhou, pela OAS Empreendimentos, as reformas feitas pela empresa Talento no tríplex; engenheiro foi mais uma testemunha que explicou ao juiz Sérgio Moro e aos procuradores do Ministério Público Federal no Paraná que a reforma teria sido feita pela construtora porque Lula e Dona Marisa seriam potenciais clientes para uma eventual compra do tríplex, e que o que lhe foi solicitado foi a reforma para tornar o imóvel mais atrativo para uma possível compra da família do ex-presidente; pagamentos para a Talento pela reforma foram feitos pela OAS através de transferência bancária, dentro do procedimento padrão, sem nenhuma tipo de ocultação
16 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 12:54 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM Telegram
247 – O engenheiro civil Genésio da Silva Paraíso prestou depoimento, em Curitiba, na segunda-feira, como testemunha no processo em que procuradores da Lava Jato acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com dona Marisa Letícia, de ser “proprietário oculto” de um apartamento triplex no Guarujá.
Genésio da Silva Paraíso acompanhou, pela OAS Empreendimentos, as reformas feitas pela empresa Talento no tríplex. O engenheiro foi mais uma testemunha que explicou ao juiz Sérgio Moro e aos procuradores do Ministério Público Federal no Paraná que a reforma teria sido feita pela construtora porque Lula e Dona Marisa seriam potenciais clientes para uma eventual compra do tríplex, e que o que lhe foi solicitado foi a reforma para tornar o imóvel mais atrativo para uma possível compra da família do ex-presidente.