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sábado, 21 de novembro de 2015

PLANALTO E PT ENVERGONHAM O PAÍS APOIANDO CUNHA

Do festival de baixarias encenado na Câmara esta semana, em especial quinta-feira, sobressai o comportamento da bancada do PT. Negativamente, é claro.  Como entender que depois de um mês guerreando  Eduardo Cunha, os companheiros se  tenham transformado em linha auxiliar do presidente dos deputados? Com raras exceções, faltaram à sessão iniciada  pela manhã, visando não dar numero  no Conselho de Ética, ajudando a protelar o início do processo contra o parlamentar  fluminense. Um desabafo proveniente de diversas gargantas oposicionistas   fazia-se ouvir de quando em quando: “onde anda o PT?”
O gato comeu. Melhor dizendo, cumprindo ordens do palácio do Planalto, o partido integrou-se na missão impossível de salvar Eduardo Cunha. Por que? Por ser verdadeiro o abominável acordo da presidente Dilma com o singular personagem  hoje empenhado em evitar sua condenação por quebra de decoro.  O governo tenta garantir  o mandato dele,   Madame, de seu turno,  vê engavetado  o pedido de impeachment apresentado por antigos fundadores do Partido  dos Trabalhadores. Um acordo digno da quadrilha de Al Capone.
Nem Cunha nem Dilma admitem a hipótese de defender-se das acusações, coisa que seria normal no caso de inocência. Como uma quebrou a Lei da Responsabilidade Fiscal  e outro mentiu negando possuir dinheiro no exterior,  empenham-se em sepultar os julgamentos antes de  iniciados. Querem chegar incólumes ao fim do ano, adquirindo o oxigênio necessário para apagar a memória nacional.   
A gente pergunta como foi possível essa transfiguração da legenda que um dia imaginou-se dona da ética e  da moral. A  resposta surge clara: com raras exceções,  venderam-se os companheiros. Trocaram o ideal de mudar o país pelas mesmas concepções e interesses que combatiam. Pior  do que esquecer ou não lembrar de seus antigos propósitos é a desfaçatez com que obedecem as novas instruções. Parecem zumbis.  Por certo que compensados com as benesses do  poder

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