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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Governo aposta em 5 estratégias para barrar impeachment


Ainda que o PT tendo 58 deputados federais e 11 senadores e sendo a segunda maior força política do Congresso Nacional, ainda sim não tem condições de impedir o avanço da proposta na Câmara

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O governo possui estratégias para impedir o avanço do processo de impeachment que tramita contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados. 
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Mesmo com o desembarque do PMDB da base governista, deputados petistas ainda acreditam que é possível barrar o impeachment, segundo o UOL. 
Ainda que o PT tendo 58 deputados federais e 11 senadores e sendo a segunda maior força política do Congresso Nacional, ainda sim não tem condições de impedir o avanço da proposta na Câmara. A saída do PMDB, anunciada na última terça-feira (29), acentuou a ação dos parlamentares na execução de cinco táticas que o governo tenta pôr em prática para impedir o afastamento de Dilma. 
1 – Conversa 
Sob a acusação de ter passado os último cinco anos sem manter conversa com partidos aliados, o governo agora investe no diálogo. O ex-presidente Lula seria o indicado para liderar este processo. Além dele, Leonardo Picciani (RJ) é visto como última esperança na angariação de votos do PMDB. Líderes e deputados indecisos de partidos de menor expressão na Câmara também estão sendo procurados. 
2 – Cargos 
Mesmo não admitindo, os líderes petistas afirmam que o espaço da debandada do PMDB poderá liberar quadros do governo. Isto é visto como uma oportunidade para atrair novos "parceiros".   
3 – Mudança de discurso 
A estratégia, neste momento, é apontar que, ao invés de trazer a desejada estabilidade política, o impeachment pode resultar em ainda mais problemas para quem governar. 
4 – Matemática do impeachment 
Há duas formas de calcular a matemática do impedimento. Uma é de que o governo necessita 172 votos para barrar o impeachment na Câmara. Mas sob outra ótica, a oposição precisa de 342 votos favoráveis à instauração do processo. Portanto, é na necessidade de a oposição de arrecadar dois terços dos votos da Câmara que o governo aposta. 
5 – Opinião Pública
A quinta estratégia do governo Dilma é buscar alterar a percepção do público em relação ao impeachment. O discurso agora é que a presidente não está sendo acusada de corrupção, e sim pelas "pedaladas fiscais". "Impeachment sem crime é golpe", afirmou o deputado Paulo Teixeira. Tal tática deve mobilizar movimentos sociais em manifestações de apoio a Dilma, de acordo com o petista Wadih Damous.

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