Baseada em bandeira nacional da década de 60, marca do governo interino “ignora” o Acre, o Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins e estampa apenas 22 em vez das 27 estrelas que representam as unidades federativas do Brasil
Reprodução
Logo produzido pelo publicitário Elsinho Mouco foi escolhido por Michelzinho, filho de sete anos de Michel Temer
O logo deixa de fora o Acre, que passou a aparecer a partir de 1968, Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins, que só entraram na versão de 1992, observa a Folha de S.Paulo. Na nova versão, a estrela que representava o extinto estado da Guanabara passou a simbolizar Mato Grosso do Sul, desmembrado em 1979 de Mato Grosso.
A marca repete o lema da bandeira nacional, que virou slogan do governo interino: “Ordem e progresso”. A expressão tem origem no positivismo, escola filosófica e religiosa criada por Auguste Comte (1798-1857).
Em entrevista publicada pela Folha ontem, o publicitário Elsinho Mouco, responsável pela nova identidade visual, disse que o logo foi escolhido pelo filho de sete anos do presidente interino. “Quando entrou na sala, ele olhou e falou ‘que lindo’, com uma expressão de criança mesmo, verdadeira e emocional. Se uma criança gosta, é porque a gente tem algo puro, tem algo bom na mão. Foi o Michelzinho quem escolheu a marca.” A peça, segundo ele, custaria R$ 100 mil se fosse produzida por uma agência de publicidade. O publicitário afirma que fez o trabalho gratuitamente.
O jornal informou que Elsinho não foi localizado para comentar a ausência das cinco estrelas na bandeira
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