Veja os sete principais pontos de tensão no possível novo governo
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A poucos dias de uma possível data de posse (12 de maio), o eventual governo Temer já apresenta fragilidades no Congresso e entre apoiadores na sociedade. O Blog de Fernando Rodrigues mostra os 7 principais pontos de tensão e promessas não cumpridas de do vice-presidente.
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1. PSD
Michel Temer tem como ponto fundamental de tensão o PSD. A sigla está fora da disputa pelo Ministério das Cidades, que foi ocupado por Gilberto Kassab até a véspera da votação do impeachment no plenário da Câmara, ocorrida em 17 de abril.
O posto é um dos mais almejados, já que controla orçamento robusto e políticas com forte apelo eleitoral, como o programa Minha Casa Minha Vida. Na última terça-feira, o partido recebeu a proposta para ocupar a pasta de Comunicações, mas não gostou.
2. PMDB DA CÂMARA
A bancada do PMDB na Câmara dos deputados também parece dar sinais de estresse. três ministérios foram oferecidos ao grupo: Esportes, Secretaria de Portos e Desenvolvimento Social. Porém as pastas são de pouco relevo se comparadas à Saúde, ocupada no governo Dilma por um deputado peemedebista, Marcelo Castro (PI).
Dois dos ministérios correm risco de extinção (Desenvolvimento Social e Portos). A articulação mais firme é a do Ministério do Esporte, que deve ficar com o grupo do Rio de Janeiro.
3. PPS E PSDB
O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), chamou a imprensa nesta semana para informar que os deputados do partido não estão de acordo com a indicação de ministros que sejam alvo de investigação na Lava Jato.
Há pelo menos três ministeriáveis nessa condição: os senadores Romero Jucá (RR) e Edison Lobão (MA) e o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Alguns tucanos na Câmara também mostraram descontentamento com a entrada do partido no próximo governo e com as indicações de ministros. Nesse momento, trata-se de fração minoritária.
4. EDUARDO CUNHA E A LAVA JATO
O presidente da Câmara, de maneira discreta, vinha influenciando a montagem do futuro governo. Ao ter seu afastamento do comando da Casa decretado, Cunha disse a aliados que Temer poderá ter “dificuldades” com o presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA).
Maranhão votou contra o impeachment de Dilma. Além disso, é considerado inepto para comandar sessões deliberativas que exijam pulso firme de quem estiver à frente da Mesa Diretora da Casa. Michel Temer vem sendo obrigado a dar seguidas declarações sobre não interferir nas operações, ao mesmo tempo em que terá de administrar tensões provocadas pela continuidade das investigações.
5. MOVIMENTOS DE RUA
Os ativistas pró-impeachment também não se mostram satisfeito com a possível nomeação de investigados. O Movimento Brasil Livre (MBL) é o mais estruturado e tem grande interlocução com o grupo do vice-presidente.
Temer admite que poderá cortar dois ou três ministérios, no máximo, dos atuais 32 mantidos por Dilma Rousseff.
6. PORTA FECHADA OU ABERTA?
Diversas legendas pedem que os ministérios sejam entregues “de porteira fechada”, isto é, com a possibilidade de nomear todos os cargos de 2º e 3º escalões.
7. MINISTÉRIO DE NOTÁVEIS
Após a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment no plenário da Câmara, a equipe de Temer cogitou a possibilidade de montar um ministério de “notáveis”, formado por profissionais de destaque em suas áreas de atuação e sem ligação com partidos políticos.
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