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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Honoráveis bandidos – interesses políticos e o tratamento dado a Cunha e Renan



O afastado presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB), tornou-se um vilão tão marcante que muitos passaram a ignorar seu análogo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Realmente, veio com atraso a queda de Cunha. E é sério o sucessor, Waldir Maranhão (PP), ser investigado na Lava Jato. Mas precisamos falar de Renan, que vem na sucessão logo após o presidente da Câmara, é pai da Agenda Brasil, pauta mais dura do que as propostas de Michel Temer (PMDB), e também está na Lava Jato. Fora o histórico. Ninguém se ouve nem um #ForaRenan?
No livro “Honoráveis Bandidos”, de 2009, o jornalista Palmério Dória foca o ex-presidente José Sarney, com histórias e ligações pouco republicanas do PMDB e de Renan. Umas bem famosas.
Cunha, investigado em seis casos, é réu. Renan ainda não, mas responde a 12 casos. Em 2007 renunciou à presidência do Senado só para não ser cassado, enrolado em uma teia de escândalos. Aí voltou e se enroscou outra vez. Como Cunha até ontem, Renan segue à frente do Senado. Ninguém se choca com tudo isso?
São os interesses. Em Brasília, a oposição foi de Cunha e a base de Dilma, de Renan. Um é inimigo do País. O outro, um aliado.
É é assim que se rotulam execráveis ou honoráveis bandidos

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