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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Temer puxa a orelha do seu “Brucutu”, mas dá recado ao MP: quem nomeia sou eu

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Eu bem queria ver a expressão daqueles promotores de Curitiba, ungidos por Deus, lendo hoje a entrevista do Ministro Alexandre “Prendo Mesmo”de Moraes, da Justiça, dizendo que eleição de Procurador Geral da República não tem na Constituição e que o Presidente Temer indica quem ele quiser, sem ter de se prender a lista tríplice  escolhida pelos  promotores federais.
Eles não eram o “ninguém nos manda”?
O mais curioso nesta história é a razão que teria levado o Ministro da Justiça a tocar, sem necessidade, num tema espinhoso e inócuo, pois ainda falta um ano e meio de mandato a Rodrigo Janot. Até o Brucutu dos quadrinhos de antigamente tem cabeça para perceber que isso é uma “cumbuca” onde não se mete a mão, ainda mais com um governo habitado por nada menos que nove “inquilinos” da Lava Jato.
Óbvio que Temer correu a desmentir seu auxiliar, dizendo que “pretende manter a tradição de escolher o mais votado da lista tríplice do Ministério Público Federal”. mas aproveitou para repetir a frase, não se sabe se a Alexandre ou aos promotores: “quem escolhe o procurador-geral da República é o presidente da República”.
Que se preocupa em dizer o óbvio é porque acha que alguém não o entendeu.
Ou o Ministro da Justiça é um completo “sem-noção” na política – não é de duvidar diante de suas afirmações sobre a honestidade geral dos governos tucanos em São Paulo – ou teve aí alguma combinação.
Bota o bode e tira o bode.
E o MP fica “prestigiado”, tal como aqueles técnicos de futebol nas entrevistas dos cartolas…
Bem feito para ver que tipo de gente levaram ao poder. Ou será deste tipo mesmo que eles gostam?

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