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quinta-feira, 16 de junho de 2016

De nome em nome, a Lava Jato revela novos envolvidos. Vai sobrar alguém?



Novo jogo: resta quem?
A coluna Grita Brasil é publicada às quintas

Depois do lançamento e sucesso do jogo Resta Um, acaba de ser lançado o novo jogo que promete assumir o recorde de vendas nesse país castigado por uma das piores, se não, a pior crise política-econômica pela qual já passamos, ou melhor, estamos passando: RESTA QUEM.
Agora que foi noticiado que Marina Silva pode ter recebido dinheiro da OAS para sua campanha de 2010, fiquei me perguntando: E agora?
Não que eu a achasse santa, eu na verdade não achava nada dela. Simplesmente nada. Olhava para Marina e não conseguia enxergar nela uma presidenta. Nem nada. Era como uma mosca morta. Posso estar sendo cruel, mas existem políticos que vemos algo nele, alguma expressão, alguma representatividade, digamos assim. Mas não em Marina. Ela não me passava nada. No meu entendimento era como olhar um buraco negro. Ou branco, para depois não me acusarem de racismo.
Vale dizer que Marina nunca foi uma opção de voto para mim. Aliás, opção de nada. Mas quando sai uma notícia dessas, ficamos assustados. Assim eu espero.
Ela (Marina) não é ou era a cereja do bolo. Mas me assustou que até Marina pode ter seu nome envolvido na Lava-Jato. Não esperava nada vindo dela. Mas também não esperava tanto assim dela.
Se pessoas não tão expressivas assim – pelo menos na minha humilde opinião – podem ter também seus nomes envolvidos na Operação Lava-Jato que veio para lavar a alma da política em nosso país, acaba fazendo com que paremos as máquinas para ver quem irá restar fora das garras dessa operação.
Porque se conforme for avançando essa operação for “matando” político por político, vai chegar um momento que a cota de políticos ativos no país vai acabar. E aí quem terá a ficha, alma e história completamente ilibada? Teremos condições de lotar um Congresso, um Senado, um governo?
Como fica isso? Como fica a questão da nossa (eleitor) confiança? Até quando teremos que esperar para ver quem restou? E enquanto isso, vamos ser obrigados a conviver com a dúvida, a incerteza?
Deveria haver uma forma de parar tudo, fazer uma busca minuciosa em quem está aí com a placa POLÍTICO, e fazer de vez a limpa. Se é que isso seja possível.
Pois viver a cada dia nessa incerteza de que amanhã aquela pessoa pode não ser quem você sempre achou que ela era, nosso país vai estar sempre parando. Estarrecido.
É claro que não vamos conseguir ter algo padrão FIFA, se bem que esse padrão já se mostrou não tão “puro padrão” assim. Ou seja, não vamos ter aquela pessoa 100%correta e politicamente correta, mas temos que ter para nos representar pessoas com pelo menos caráter e uma taxa de pelo menos 90% de alma limpa. Acho que 10% é uma margem aceitável (depois passo o número da minha conta nas Ilhas Cayman).
Até porque não estamos buscando santos, e sim, políticos que nos representem e briguem por nós. De verdade. Políticos 90% limpos. Pois não precisamos de políticos 10% limpos. Aqui não é Cuba. Aqui não é Venezuela. Nem Argentina.
Adeus, Cunha!
Talvez seja praticamente certa a cassação de Eduardo Cunha, que cuspiu na cara da sociedade, de um país inteiro, quando tinha vida de rei frequentando os mais caros restaurantes do mundo, se hospedando nos hotéis mais caros, viajando de primeira classe, se vestindo com as grifes mais caras, assim como sua mulher, e, tudo isso graças ao dinheiro “tão suado e roubado” que ele resolveu que seria justo pelos seus belos préstimos à sociedade.
CUNHAEMO
Cunha é só expressões!
Confesso que estou feliz, mas ao mesmo tempo não vejo essa cassação como o exemplo para que nenhum outro político tenha medo de repetir o ato. Talvez o próximo seja mais comedido e roube menos. Talvez não tenha uma esposa que goste de esbanjar tanto. Talvez prefira ir ao McDonald’s para não levantar suspeitas e se hospede num albergue. Mas não vejo como ‘pronto, de agora em diante nossos políticos ficarão com medo e não roubarão mais’. Ledo engano. Bem que eu gostaria que não fosse tão ledo e tão engano. Mas não é assim.
Lembro-me de uma frase de Severino Cavalcanti (PP-PE) que renunciou ao cargo de presidente da Câmara em 2005 para justamente não ser cassado que disse que o povo acaba esquecendo-se das coisas e votando nas mesmas pessoas de novo. E dito e certo. Em 2008 foi eleito prefeito da cidade natal, João Alfredo, no agreste pernambucano.
Por essas e outras é que o que mais me preocupa é a memória desmemoriada do povo.
Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

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