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terça-feira, 1 de novembro de 2016

SAÚDE:Sem preconceitos para conscientizar sobre o câncer de próstata


Movimento alerta sobre importância do diagnóstico precoce da doença, descoberta em estágio avançado em 20% dos casos


"Já fiz dosagem do PSA e toque retal. Deu tudo normal. Sei de homens que deixam de passar por esses procedimentos por preconceito, mas são exames que não medem masculinidade”, comenta o corretor de imóveis Alberto Fernandes, 49 anos
André Nery/JC Imagem
Cinthya Leite
Até o fim do ano cerca de 61,2 mil brasileiros devem ser acometidos pelo câncer de próstata, cujas chances de cura podem chegar a uma média de 90% quando diagnosticado em fase inicial. Infelizmente, aproximadamente 20% dos pacientes só descobrem o tumor em estágio avançado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O primeiro passo para baixar esse índice é romper o estigma e a vergonha que ainda rondam o rastreamento, feito pela dosagem do PSA (sigla para antígeno prostático específico, uma substância produzida pelas células da próstata) e também pelo toque retal. 


Para quebrar essas barreiras, é importante levar adiante informações sobre uma doença que representa cerca de 6% do total de mortes por câncer no mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). “Percebemos que a população tem mudado os seus conceitos em relação à realização dos exames capazes de detectar o câncer de próstata precocemente. Dificilmente, os homens se recusam hoje a fazer o toque retal depois que esclarecemos o procedimento”, informa o presidente da SBU/Regional Pernambuco, Gustavo Cavalcanti Wanderley.

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