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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dilma e Lula têm encontro secreto em Brasília

De O Estado de S.Paulo - Ricardo Galhardo

Em encontro secreto, presidente e seu antecessor discutiram o quadro político e a política econômica do País
No segundo dia útil do ano, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram em Brasília. Na reunião, que aconteceu no início da noite desta terça-feira, 5, no Palácio da Alvorada, Dilma e Lula falaram sobre o quadro político do País destes primeiros dias de 2016 e sobre a política econômica.
O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, e o presidente nacional do PT, Rui Falcão, também participaram do encontro, marcado de última hora, no início da tarde, e mantido em segredo.  O chefe de gabinete da Presidência, Giles Azevedo, passou rapidamente pelo local da reunião.
Segundo interlocutores dos participantes, Dilma e Lula trocaram informações sobre o quadro político em geral e depois falaram sobre política econômica.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Eduardo Cunha ganha frevo para o carnaval 2016


POR GUILHERME AMADO
Guilherme Amado
A saga de Eduardo Cunha, entre dólares voadores e pirotecnias legislativas, ganhou os primeiros versos de sua trilha sonora.
Composto por Severino Luiz de Araújo e cantado por Véio Magaba, ambos pernambucanos, o frevo "Continha na Suíça" foi lançado para o Carnaval de 2016.
A letra só erra ao dizer que Cunha é um magnata. Cunha é um autodeclarado vendedor de carne enlatada.



Bebidas já podem ser vendidas nos estádios de Pernambuco

bebida estádio

Paulo Veras, da editoria de Política do Jornal do Commercio
Aprovada no final do ano passado, a Lei que permite o consumo de bebidas alcóolicas no inteiror de estádios de futebol e arenas esportivas em Pernambuco foi promulgada nesta terça-feira (5) pelo deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). De autoria do deputado Antônio Moraes (PSDB), o texto causou polêmica porque a bancada evangélica era contrária a medida e não foi sancionada pelo governador Paulo Câmara (PSB).
“O governador ponderou que, por ser uma lei de iniciativa da Assembleia, a norma fosse devolvida para homologação pela Casa”, afirmou Uchoa. “Atualmente, o torcedor tem bebido bastante nos arredores dos estádios, para compensar a impossibilidade de consumir álcool no interior das arenas. Isso não precisará mais ocorrer, o que trará mais segurança aos frequentadores do espaço”, disse o pedetista.
Na cerimônia de promulgação da nova lei, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, adiantou que os patrocínios de cervejarias vão trazer uma cláusula beneficiando o trabalho de segurança nos estádios.
A Lei atual permite a venda de bebidas apenas em copos plásticos para maiories de idade. Os produtos poderão ser vendidos já a partir desta quarta-feira (6), em bares e lanchonetes situados dentro dos estádios, a partir de duas horas antes do início das partidas.

Enquanto o Supremo hiberna, Cunha apronta

felizaroeira

É que o Ministro Ricardo Lewandowski estava de plantão no Supremo e desarmou a armação, da qual a gente ficou sabendo hoje peloEstadão.
Na guerra pelo comando do PMDB, o Governador do Rio, Luís Fernando Pezão, convocou, como é seu direito, um deputado da coligação formada nas eleições do ano passado para assumir uma Secretaria e, com isso, abrir vaga para que Atila Nunes, suplente do partido, assumisse.
Coisa mais que corriqueira na política.
Só que o Eduardo Cunha, interessado – junto com Michel Temer, assinale-se – em deter o controle da bancada peemedebista, recusou-se a dar posse ao suplente Átila Nunes sob o argumento de que ele é vereador no Rio de Janeiro e, portanto, não poderia assumir a menos que renunciasse ao mandato.
Cunha, mesmo com o seu recente implante capilar, está careca de saber que pode.
Não apenas pelas razões que Levandowski invocou para conceder mandado de segurança a Nunes (leia aqui), à qual pode se acrescentar outras,  para que amanhã não venha “certa figura” em socorro de Cunha, como o voto do Ministro Gilmar Mendes, citando decisão de Nélson Jobim, em um caso sobre elegibilidade, onde afirma, textualmente: “Suplente não é detentor de mandato, ele o exerce durante um período da legislatura. Para esses, não se aplica o art. 14 (da Constituição)”.
Mas por uma razão irrefutável e que prova como o Presidente da Câmara subordina seus deveres no cargo às suas conveniências políticas.
Cunha não fez o mesmo em situação absolutamente igual, quando Raul Jungmann, do PPS, licenciou-se de seu mandato de vereador em Recife para assumir, como suplente, uma cadeira de deputado federal, em fevereiro deste ano, quando ele já era presidente da Câmara e, portanto, responsável por dar-lhe posse.
Se o argumento de que o suplente que assume uma cadeira sem a vacância, por morte, renúncia ou cassação de seu titular, não o assume com titularidade, mas como suplente em exercício, vale para um, tem de valer para todos.
Mas , no caso de Cunha, o que vale é o vale-tudo

Dez dias para Cunha se manifestar sobre afastamento


Radar Online
O ministro do STF Teori Zavascki abriu um prazo de dez dias para que Eduardo Cunha se manifeste sobre a petição em que o Ministério Público requer seu afastamento do comando da Câmara.
Como Cunha não foi notificado da decisão, o prazo só começará a contar quando isso acontecer.
Desta forma, mesmo em fevereiro, quando o STF voltar do recesso, oficiais de Justiça ainda terão de entregar a decisão de Teori e o STF só poderá começar a analisar o pedido de afastamento após a manifestação de Cunha.
Se Cunha for notificado logo no dia primeiro de fevereiro, o STF só teria como julgar o pedido de afastamento a partir da sessão do dia 17. Já se a notificação demorar, o caso pode ficar para a última semana do mês que vem ou até mesmo para março

CRISE? QUE CRISE QUE NADA! CUPIRA VAI PAGAR A DUAS BANDAS FAMOSA E CARAS NA FESTA DOS REIS


Muita gente vai dançar, farrar, beber e depois das duas noites tudo volta ao norma. o povo reclama da má administração no entanto são duas noites que os problemas vão sumir, na verdade a historia se repete desde roma quando o povo reclamava os cesares davam vinho e circo.  ano  politico é sempre assim eles os políticos tentam impressionar o povo, tiram do povo e pagam as ricas bandas de forró  eles cantam alguma horas levam o povo a se prostituir beber e esquecer de tudo, depois que passar só resta, uma cidade empoeirada mal cuidada e cheia de buracos a banda mais rica com o dinheiro da cidade e há quem diga olha o prefeito botou pra quebra esse ano, na mente de muitos eleitores o prefeito presta quando gasta com artistas da farra.

Em meio à crise, festa em Bonito ultrapassa R$ 2 milhões

Os moradores de Bonito, no Agreste pernambucano, denunciam a falta de respeito da Prefeitura com a população. O município tem por tradição comemorar a festa de São Sebastião no mês de janeiro, todos os anos. Em 2016, em meio à crise econômica que assola o país, onde prefeitos e governadores afirmam não terem condições de governar por falta de recursos, o custo estimado da festa ultrapassa os R$ 2 milhões.
Segundo informações enviadas ao blog, enquanto a prefeitura contrata atrações de peso nacional, com caches que ultrapassam os R$ 600 mil, postos de saúde estão sendo fechados, existem obras inacabadas na cidade e a previdência do município (Bonito PREV) está falida.
Nas imagens abaixo, a Avenida Joaquim Nabuco, que teve sua pavimentação iniciada e nunca concluída, e a programação dos shows que vão acontecer durante a festividade no município.


Assista: Cid Gomes diz que Dilma deveria sair do PT e se afastar da sucessão rumo a 2018



Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, Cid Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, defendeu uma solução diferente para a solução da crise política atual: que a presidente Dilma Rousseff se desfilie do PT. Para ele, essa seria uma alternativa para que seja superado o antagonismo entre o PSDB e o polo da esquerda brasileiro – na avaliação de Cid Gomes, uma esquerda “cada vez mais afastada do PT”.
Na entrevista, que você confere na íntegra neste link, Cid Gomes diz ainda que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) é um “morto-vivo” e lembra do episódio que o fez ser demitido por Dilma – quando reforçou no plenário que a Câmara tem “uns 300, 400 achacadores”.
O vídeo acima acompanha o material do Diário do Nordeste. No trecho em que afirma que Dilma deveria sair do PT, ele começa falando sobre a relação entre os partidos:
“É fisiologismo puro. Ainda tem, lógico, pessoas idealistas, mas é cada vez mais rarefeito. E aí junta PDT, PCdoB, um segmento do PSB. Como é que poderia neutralizar esse antagonismo? Se ela se desfiliar do PT e assumir compromisso público de não participar de campanha à sua sucessão, deixar que as coisas aconteçam no meio da política, desarmar um pouco o PSDB e sua posição mais radical, golpista. Ela tinha que tratar essas coisas com o PT ideológico. O PT fisiológico ia ter que se render ao mesmo tratamento do PMDB, do PR e outros que têm o mesmo estilo”

Para Marcos Menezes, o PT caiu em desgraça pelos próprios erros

Por meio de carta aberta divulgada na virada do ano novo, o líder da bancada do PT na Câmara do Recife, vereador Osmar Ricardo, acusa as “forças da direita” de querer destruir as conquistas sociais do governo Lula e cobra a unidade do partido para tentar derrotar o prefeito Geraldo Júlio (PSB) nas eleições de outubro .

Conheço bem o meu colega vereador Osmar Ricardo e posso atestar seu compromisso com o Recife. O colega tem contribuído muito nas discussões políticas na Casa de José Mariano, fortalecendo e muito o ideal democrático. O que existe de coerente em suas notas de fim de ano é a necessidade que o seu partido precisa, no que diz respeito à “reflexão”. O Partido dos Trabalhadores precisa se reciclar, rever valores, renovar discursos. Não sei a que tipo de leitor nosso Edil dirigiu sua carta aberta, mas entendo que esse discurso tá cansado e serve apenas a petistas que compõem as hostes partidárias, que têm uma vinculação estreita com a máquina petista. Falar de “forças da direita” é discurso démodé, uma falácia sem medida.
É inegável que o PT cuidou durante um bom tempo da melhoria da qualidade de vida de uma boa parcela da população brasileira, notadamente os menos favorecidos, devendo-se esse fato ao mitômano Luiz Inácio Lula da Silva, mas hoje o país se encontra em uma situação muito delicada, com um altíssimo índice de desemprego, a máquina pública federal parada, a economia em frangalhos e a indústria sofrendo muito sem crescimento.
Realmente, companheiro Osmar Ricardo, o PT precisa de uma grande reflexão, precisa mesmo de uma “mea culpa” e muito esforço dos dirigentes de nosso país para que possamos voltar a situação em que encontraram o país quando assumiram o poder.
É fato que o Brasil, hoje, apresenta uma economia cambaleante com uma inflação alta batendo nossa porta, o desemprego, tão alardeado pelos atuais governantes como quase resolvido, em níveis alarmantes. O nosso Produto Interno Bruto (PIB), que mede nosso nível de crescimento, com índices negativos, fatores que afetam sobremaneira o bem estar de nossa sociedade, tudo isso por pura incompetência na condução das políticas públicas do Brasil.
O mês de janeiro começou e ao seu término veremos realmente a situação do país, pois mediremos diretamente o reflexo do desemprego que ocorreu há três ou quatro meses atrás, quando o desempregado gastou seu auxílio-desemprego e se encontra sem dinheiro e a procura de trabalho, daí então passarão a saber o que realmente significa o termo impeachment e rechaçarão o termo “forças da direita”.

Casos de microcelafia já ultrapassam a marca de 3 mil e atingem 21 estados

Ministério da Saúde mostram que casos da má-formação subiram 6,6% em uma semana / Foto: Reprodução

Ministério da Saúde mostram que casos da má-formação subiram 6,6% em uma semanaFoto: Reprodução
O avanço da microcefalia no País persiste. Dados divulgados nesta terça, 5, pelo Ministério da Saúde mostram que casos da má-formação subiram 6,6% em uma semana, alcançado a marca de 3 174 registros, ante os 2.975 casos apresentados na semana passada.


A doença também se espalha em território nacional. Menos de dois meses depois de o Ministério da Saúde decretar estado de emergência nacional em virtude do aumento de nascimento de bebês com o problema em Pernambuco, os casos já alcançam 21 Unidades da Federação.

Apenas os Estados de Acre, Amapá, Paraná, Roraima, Santa Catarina e Rondônia não tiveram até o momento registros de bebês com suspeitas da síndrome, que em 90% leva os bebês a ter deficiência mental. O número de cidades com casos chega a 684.

O maior número de casos continua a ser apresentado por Pernambuco: 1.185, o equivalente a 37,33% do total registrado em todo o País. Em seguida, estão os estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118).

Nesta semana, um caso suspeito de microcefalia foi identificado no Amazonas, o primeiro desde que o acompanhamento começou a ser realizado por autoridades sanitárias.

A explosão do número de nascimentos de bebês com microcefalia foi relacionada pelo Ministério da Saúde à infecção do feto, ainda durante a gestação, pelo zika. O vírus, transmitido pelo mesmo vetor da dengue e da chikungunya, o Aedes aegypti, chegou ao País em 2015 e provocou uma epidemia nos Estados do Nordeste. Exames em fetos com microcefalia identificaram a presença do vírus no líquido amniótico de dois fetos.

O ministério recomenda que gestantes mantenham o acompanhamento e consultas de pré-natal e que adotem medidas para tentar evitar picadas do mosquito: uso de blusas de manga longa e calças, a aplicação de repelentes e, se possível, colocar telas em portas e janelas.

"O uso de roupas de manga longa é desafiador, diante do calor feito no País", reconheceu o professor de saúde coletiva da Universidade Federal de Goiás, João Bosco Siqueira Filho. "E telas as casas representa um investimento que nem todos podem arcar. Mas são medidas que podem ajudar", completou.

Diante do aumento de casos, o governo formou uma força-tarefa, integrada por 19 ministérios, para combater o Aedes aegypti. Em dezembro, o Ministério da Saúde enviou mais 17,9 toneladas de Larvicida para os estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o País

domingo, 3 de janeiro de 2016

O Brasil está importando energia elétrica do Uruguai

Marcos Santos

O Brasil decidiu importar energia elétrica do Uruguai até dezembro de 2018. A importação começou na segunda-feira passada.
Motivo: apesar das chuvas das últimas semanas, os reservatórios que abastecem as hidrelétricas ainda estão baixos.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico reconheceu oficialmente "a necessidade de importação de forma excepcional".
A energia que será importada — 570 Megawatts (MW) — é suficiente para abastecer 1,8 milhão de residências durante por mês.

O ano de 2016 é bissexto. Entenda o que isso significa



O ano de 2016 é bissexto, ou seja, tem 366 dias, um a mais do que os anos comuns. Isso acontece porque no mês de fevereiro haverá 29 dias, o que ocorre de quatro em quatro anos. O ano bissexto foi criado pelos romanos na época do imperador Júlio César. Era preciso adequar o calendário ao tempo que a Terra leva para dar uma volta completa em torno do Sol.

A volta da Terra ao redor do Sol não é feita em exatos 365 dias, mas sim em 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 46 segundos. Essa fração de dias, arredondada para seis horas, é compensada no ano bissexto, já que seis horas, em quatro anos, são 24 horas, ou seja, mais um dia. 
Os antigos romanos também decidiram que esse dia extra seria 29 de fevereiro, o menor mês do ano. Sem o ano bissexto, as estações do ano não teriam datas definidas, como acontece hoje.
"Um dia o calendário marcaria o início da primavera e estaríamos no verão, isso para o controle da agricultura seria péssimo, bem como para outros tipos de controle. A gente vive muito em função do calendário" afirma o astrônomo Ayrton Lugarinho.
"A discrepância ficaria tamanha que nós íamos perder completamente o contato entre a realidade do céu e a realidade do nosso papel", complementa o astrônomo

Mais de mil pessoas deixam Morro da Boa Vista depois de deslizamento de pedra

Deslizamento de pedra em Vila Velha

Deslizamento de pedra em Vila Velha (ES) desabriga mais de mil pessoas   Fred Loureiro/Secom-ES



A prefeitura de Vila Velha (ES) começou hoje (3) a notificar as famílias que estão em áreas de risco no Morro da Boa Vista, em São Torquato. Até agora 1.037 pessoas tiveram que sair de casa, sendo 967 para casa de amigos e parentes e 70 para o abrigo do município.
Caminhões foram disponibilizados para o deslocamento das famílias que ainda estão em risco. Segundo a assessoria de imprensa do município, é provável que mais moradores saiam de casa depois das notificações.
Na noite do dia 1º, uma pedra rolou na encosta do morro da Boa Vista, atingindo casas. Segundo os bombeiros, cinco pessoas foram encaminhadas para atendimento em hospitais e dez tiveram ferimentos leves e não precisaram de encaminhamento. As buscas por vítimas foram encerradas, e não há desaparecidos.
Com a necessidade de ter recursos para ajudar os desabrigados e fazer obras de contenção, a prefeitura de Vila Velha decretou ontem (2) estado de emergência.

Desemprego em 2016 será pior do que no ano passado, dizem economistas

Foto: Camila Domingues/ Palácio Piratini

Foto: Camila Domingues/ Palácio Piratini
Da ABr
Em 2015, os brasileiros enfrentaram o fechamento de postos de trabalho em decorrência das dificuldades econômicas no país. Em 2016, o cenário pode se repetir, segundo avaliação de especialistas.
Para o vice-diretor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Renaut Michel, a taxa de desemprego no Brasil deverá continuar crescendo em 2016, por causa da queda no nível da atividade econômica. “Não há nenhum tipo de expectativa positiva”, disse o especialista em mercado de trabalho.
Para Renaut Michel, embora a construção civil, um dos setores que mais empregam no país, tenha sentido mais os impactos da crise, outros setores da indústria poderão ser afetados este ano. “A indústria já vem mal há um bom tempo. Enfrenta um problema sério de perda de competitividade, de queda de investimentos. Minha expectativa é que continue um ano muito ruim para a indústria, mas em alguma medida vai afetar também o comércio e o serviço, porque o ambiente de incertezas está levando as famílias a consumirem menos. Em consequência disso, os empresários investem menos e bancos também não emprestam”.
O único setor que deve continuar apresentando bom desempenho é o agronegócio. “Mas não vai conseguir ser suficiente para minimizar o impacto muito ruim da trajetória do emprego nos próximos meses”, acrescentou.
Já o professor João Luiz Maurity Sabóia, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembra que em outubro do ano passado, a taxa de desemprego era 7,9%, conforme a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa era praticamente a mesma registrada em 2008, que foi 7,5%, no auge da crise econômica internacional.
“Foram dez anos de melhoras sucessivas no mercado de trabalho, e boa parte disso, infelizmente, em um ano de recessão foi revertida”, disse o professor, em referência ao salário e ao número de postos de trabalho gerados no período.
Para Sabóia, os problemas enfrentados em 2015 causaram efeito pior no mercado de trabalho, em comparação aos impactos da crise internacional. “Aquilo [2008] foi um momento de desaceleração, mas não chegou a ser de piora do mercado de trabalho. E você sustentou esse movimento, praticamente, até o ano passado”.
DESEMPREGO
Os metalúrgicos foram umas das categorias afetadas pelo desemprego no ano de 2015. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e São Gonçalo, Edson Rocha, 7,5 mil metalúrgicos foram demitidos nos dois municípios. Desses, 3,3 mil ainda não receberam indenização. A maioria dos demitidos da construção naval está “fazendo bicos”, enquanto não arruma um novo emprego, relatou Rocha.
Odair Francisco da Silva é um dos que perderam o emprego. Ele trabalhava no Estaleiro Eisa-Petro Um, antigo Estaleiro Mauá, em Niterói. Casado e pai de quatro filhas, Odair recorreu à ajuda de parentes. “Estou me virando e, infelizmente, incomodando os outros”, disse. A mulher do operário, que não trabalhava fora, hoje faz faxina. Os pais de Odair, ambos aposentados e ganhando um salário mínimo cada, o “socorrem, na medida do possível”.
O soldador Luís Silva Coelho foi dispensado do emprego e procura vaga na mesma área. “Trabalho está difícil. Tem que correr atrás. Tenho filho para dar conta”, disse

Estadão “descobre” elo Cunha-Temer. É a operação tucana: “TSE-2016”

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O Brasil tem uma coisa original na imprensa.
É o “todo mundo sabe, mas só quando interessa vira notícia”.
O  Estadão dominical “descobre” que uma emenda de Eduardo Cunha a uma Medida Provisória de 2012 que estabeleceu novas regras para a gestão dos portos no país favoreceu um doador de campanha do vice-presidente, Michel Temer.
A emenda permitia a renovação de concessões de terminais portuários privados a operadores com débitos com a União, desde que estes estivessem em processo de arbitragem.
Que Cunha e Temer têm mais interesse na “abertura dos portos às nações amigas” que D. João IV quando chegou ao Brasil não é novidade para ninguém.
Se qualquer repórter for conversar com o deputado Anthony Garotinho, ex-protetor de Cunha, e perguntar porque ele chamava a MP dos Portos de  MP dos Porcos, vai precisar de um carrinho para levar suas anotações.
Cunha, ao lado de Paulinho da Força, era o principal “transformador” da MP. Não é preciso senão consultar o site da Camara ( aquiaqui eaqui) para saber disso. E com a ajuda luxuosa do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Já as suspeitas sobre as ligações entre Michel Temer  com empresas operadoras de portos, especialmente o grupo Libra, vêm de lá do governo FHC, foram engavetadas pelo Engavetador-Geral da República, Geraldo Brindeiro e ressurgiram depois e ainda antes da MP dos Portos.
E, nela, sem pudor, como registrava a Folha, há quase dois anos:
A votação da MP dos Portos na Câmara foi conduzida como um jogo de pôquer entre o Palácio do Planalto e o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ). O governo comemorava ter vencido o deputado quando teve de engolir uma das emendas mais polêmicas defendidas por ele. Com os blefes de ambos os lados, a aposta agora é que Dilma Rousseff vai vetar o dispositivo que prevê a renovação de contratos de arrendamento firmados depois de 1993, caso a MP seja aprovada.
Truco! Quem convenceu Eduardo Cunha a retirar o apoio à emenda de Paulinho da Força (PDT-SP), que obrigava portos privados a contratar trabalhadores por meio dos Órgãos Gestores de Mão de Obra, foi o vice-presidente da República, Michel Temer.
Seis! “Se deram um truco, não foi em mim: foi no Michel”, reagia ontem o líder do PMDB, antes da reviravolta que levou o governo a ceder para viabilizar a votação
Por que isso apareceu agora?
Porque, como o impeachment não tem base para se impor politicamente, é preciso dar munição a Gilmar mendes e Dias Tóffoli no TSE, que  sabem que não precisam de nada, senão suposições para dar o golpe sobre Dilma mas que precisam  “completar o serviço” pegando Temer, de modo que haja uma “eleição”, debaixo de um clima de comoção pública para ver se “assim a coisa vai”  para….para quem, mesmo?
A fome de poder sem voto parece mesmo incontrolável

O Impeachment ainda vivo e eleições em 2016 prometem infernizar a vida dos brasileiros

Foto: Lula Marques/Agência PT

Impeachment, crise na Câmara, disputa pelo poder no PMDB, novos desdobramentos da Lava Jato e eleições. O ano de 2016 já começa com a promessa de agitação no mundo político, que ainda será influenciado pelo desenrolar da crise econômica. Para parlamentares ouvidos pelo JC, o primeiro semestre deve ser dedicado a definição sobre a continuidade da presidente Dilma Rousseff (PT) no poder, com a análise do processo de impedimento pelo Congresso, e sobre a permanência de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, em meio às denúncias de corrupção e as contas no exterior.
Apesar de Dilma ter terminado 2015 com algumas vitórias, principalmente com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não reconhecer o rito do impeachment defendido por Cunha, a oposição começa o novo ano na expectativa pela deposição da petista. “Vai ser um primeiro semestre conturbado no Congresso com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que precisa ter um desfecho”, sinaliza Mendonça Filho, líder do DEM.
A oposição não queria votar o impeachment no recesso por apostar na pressão dos movimentos de rua a partir de março. “O processo segue parado até que o STF julgue os embargos. Com isso, nós seguramente devemos ultrapassar o Carnaval. A partir daí, vamos aguardar a temperatura na sociedade para retomar a eleição da comissão do impeachment”, adianta Bruno Araújo (PSDB), líder da Minoria na Câmara.
Único pernambucano no Conselho de Ética da Câmara, Betinho Gomes (PSDB) acredita que a situação de Eduardo Cunha será insustentável e aposta que mesmo que os deputados não tenham força para tirá-lo do cargo, o STF deve se pronunciar. O tucano adverte, porém, que o processo de saída de Cunha não será menos conturbado. “Haverá toda uma mobilização de partidos de base e do PMDB querendo manter a presidência. Você coloca mais um ingrediente que vai complicar o cenário político”, argumenta.
O Planalto trabalha para derrotar o impeachment até março e, depois, recompor a base política, apostando na mudança nos líderes dos partidos na Câmara. O maior desafio será dialogar com o PMDB, que impôs seguidas derrotas ao Executivo nas votações do ano passado. Vice-líder do governo, Silvio Costa (PTdoB) lembra que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pode assumir o comando do partido em março. Mais governista, o senador reduziria a força do vice-presidente Michel Temer, que se afastou de Dilma. “Temer, para mim, foi uma das decepções de 2015. Acho que ele realmente passou muito tempo sendo uma espécie de general da conspiração. Mas ele já percebeu que perdeu. E agora, ele é quem vai ter que procurar se recompor com o governo”, dispara.
A pauta do impeachment, a possível saída de Cunha e o período de Olimpíadas e eleições deve deixar mais lenta no Congresso a discussão de projetos importantes para resolver a crise fiscal como a recriação da CPMF, a aprovação da DRU, e os ajustes na previdência. Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, é importante que o Congresso consiga se debruçar sobre essas questões ao longo do ano. “Se o governo tomasse algumas medidas que pudessem ter resultado de curto prazo, a gente poderia ter um ano muito mais tranquilo do ponto de vista da política”, projeta.
Contrário ao recesso, Tadeu Alencar (PSB) se diz preocupado com a perspectiva de votações de temas importantes no Legislativo. “Existe uma parcela da sociedade, silenciosa e eloquente ao mesmo tempo, que está cobrando uma solução para essa crise. Isso passa por uma definição sobre o impeachment, mas também que a gente vá adiante. O que não pode é o Brasil, que já perdeu 2015, passar 2016 sem um horizonte”, cobra o socialista

A Petrobrás foi roubada por famílias

Levantamento do jornal O Globo aponta que muitos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras, investigado na operação "lava jato", arrastaram para o esquema parentes que agora estão entre os investigados.
Para Silvana Battini, procuradora regional da República e professora da FGV Direito Rio, o motivo de tantos familiares envolvidos é o fato de o principal crime cometido ser o de lavagem de dinheiro, que requer a participação de pessoas confiáveis.
"Se a pessoa tiver que passar um valor para alguém, tiver de criar uma empresa fictícia, vai priorizar as pessoas em quem confia. É arriscado. A 'lava jato' trouxe isso muito claro, com pessoas que, aparentemente, não tinham nada a ver com a atividade ilícita e acabaram sendo envolvidas porque prestaram o auxílio. Prestar auxílio para a ocultação de bens é crime", explica.

Crise contínua, eleição sem fim e poder sem voto: o Ano Novo da velha direita

operacaotse

A direita brasileira, agora que seu pragmático amor por Eduardo Cunha se tornou um estigma posto à sua testa, está de novo amor.
Em lugar do decaído Presidente da Câmara, que pôs em marcha um processo de impeachment que o lamaçal  em que está metido seu autor deixou a manobra com evidente imundície e exalando seu odor fétido, o coração tucano suspira por  dois novos personagens: Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Explica-se: os dois são as chaves da estratégia de continuar mantendo em aberto o processo eleitoral de 2014 e, afinal, levar o PSDB ao poder contra o voto da maioria do povo brasileiro.
Ontem à noite, quando o Estadão começou a circular, tratou-se disso.
Hoje – e nada casualmente – a Folha embarca no tema.
Que, para não ser injusto, já há uma dezena de dias tinha sido antecipado em O Globo.
(se você quer saber dos males de se ter um partido único, pense na mídia brasileira)
O objetivo inicial é antes manter o país em um clima de incerteza e, com isso, incapaz de reagir na economia.
O segundo, de mais difícil consecução, é chegar ao poder sem os votos da maioria do povo brasileiro, sobretudo da multidão de gente pobre e trabalhadora que o compõe e que, quase instintivamente, sabe que são seus inimigos, mesmo debaixo de uma tempestade midiática.
Há, claro, um toque de humor imperdível na especulação da Folha. O advogado do PSDB diz que, “apesar de a jurisprudência em tese beneficiar Aécio, o grupo defende a realização de nova eleição em caso de cassação de Dilma e Temer”.
É de gargalhar: Aécio devolvendo a faixa?  Ou envergando-a e dizendo “eu não queria que fosse assim, mas já que veio….”? O doutor advogado tucano inicia 2016  como forte candidato a piadista do ano.
Isso, porém, não é o alvo imediato.
É verdade que mesmo que Mendes e Toffoli –  com os ódios tão evidentes que se estampam em seus rostos, perceptíveis a qualquer um que lhes assista a suas falas – consigam  construir uma maioria no TSE para o golpe judicial, será mais, muito mais difícil que pensem, hoje, que isso possa repetir-se no plano do Supremo Tribunal Federal, no óbvio recurso de uma decisão impensável como aquela.
O alvo primário é a política, para que não se consiga sair da espiral crise-ajuste-arrocho, sem a qual golpe algum prosperaria

Os benditos cartões corporativos foram usados até para compra tapiocas

Os cartões corporativos da Presidência custaram, até novembro, R$ 56 milhões (faltam os números de dezembro). A maior parte dos gastos é sigilosa. O caro leitor, que paga a conta, não sabe em que o seu dinheiro é torrado. Até tapioca já foi paga com cartão corporativo.
Informam Suas Excelências que o sigilo é necessário para proteger a segurança do Estado.
Maurício Macri assumiu a Presidência da Argentina há menos de um mês. Já devolveu à Audi os carros alemães top de linha que eram usados pela antecessora Cristina Kirchner. Agora, só usará carros fabricados na Argentina. Mais ou menos como certos países onde a presidente desfila de Rolls-Royce. Qual a economia? Para um país do porte da Argentina, minúscula.
Mas fica o exemplo: dinheiro público não pode 

Aulas em simulador de direção nas autoescolas passam a ser obrigatórias este ano


No simulador, os alunos têm reproduzidas situações como ultrapassagem, mudança de faixa e direção com chuva / Foto: reprodução
No simulador, os alunos têm reproduzidas situações como ultrapassagem, mudança de faixa e direção com chuvaFoto: reprodução
A partir deste ano é obrigatório o uso do simulador de direção veicular nas autoescolas para quem vai tirar carteira de motorista e dirigir carros de passeio, na Categoria B. Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em julho do ano passado, deu prazo até o dia 31 de dezembro de 2015 para que a exigência fosse implantada. Os motoristas que vão adicionar à habilitação a Categoria B também devem ter aulas no simulador.

O candidato que for tirar a primeira habilitação terá que fazer, no mínimo, 25 horas de aula prática. Do total, 20 horas em veículo de aprendizagem, sendo quatro horas no período noturno. As demais cinco horas serão feitas no simulador de direção, sendo uma hora com conteúdo noturno. Quem já tem carteira de motorista e vai adicionar a Categoria B faz 20 horas de aula, sendo cinco horas no simulador.

No simulador, os alunos têm reproduzidas situações como ultrapassagem, mudança de faixa, direção com chuva e manobra em marcha à ré. De acordo com o Contran, numa segunda etapa será obrigatório o uso do simulador para quem dirigir veículos comerciais, caminhão, ônibus e motos.

A obrigatoriedade de aulas no simulador de direção veicular foi prevista, inicialmente, pelo Contran, e depois suspensa. Em fevereiro de 2014, donos de autoescolas protestaram nas proximidades do Congresso Nacional contra o uso de simuladores. Eles alegavam que o equipamento custava caro, entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, e não traria grandes benefícios aos alunos. Por meio da Resolução 543, de 15 de julho de 2015, a obrigatoriedade foi retomada. À época, o Contran informou que o pedido para a volta da obrigatoriedade partiu dos Detrans de todo o país.