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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Barragens para evitar novas cheias atrasam ou não saem do papel em AL e PE


Moradores temem cheias após barragens não ficarem prontas em AL e PE12 fotos 7 / 12
Prometida para fevereiro de 2013, barragem de Serro Azul tem obras atrasadas e canteiro praticamente abandonado, em Palmares (PE). Orçada em R$ 246 milhões, a obra deveria ter sido entregue em fevereiro de 2012, mas está incompleta e praticamente parada Beto Macário/UOL
Prometidas como solução para evitar novas enchentes na mata sul de Pernambuco, as cinco barragens para conter a água dos rios no interior pernambucanos estão atrasadas em mais de dois anos. Já em Alagoas, nenhuma das barragens prometidas saiu do papel.
Das barragens pedidas pelos governos estaduais, apenas as cinco de Pernambuco estão em obras. Deveriam ter sido entregues até 2013 -- duas tinham promessa de conclusão em 2012. O lançamento das obras contou inclusive com a presença da presidente Dilma Rousseff, em agosto de 2011. Mas as obras caminharam a passos lentos e nenhuma delas foi entregue.
Em junho de 2010, as enchentes em Alagoas afetaram 29 municípios, deixando um saldo de 27 mortos e mais de 70 mil pessoas desalojadas ou desabrigadas. Em Pernambuco, os alagamentos atingiram 68 municípios, matando 20 pessoas e deixando 80 mil desabrigadas ou desalojadas.
No último dia 11, o UOL visitou o canteiro da maior das barragens, a do Serro Azul, no rio Una, em Palmares, que terá capacidade de acumular 303 milhões de m³ de água. Orçada em R$ 246 milhões, a obra deveria ter sido entregue em fevereiro de 2012, mas está incompleta e praticamente parada.
A reportagem não teve autorização para visitar a obra, mas deu para perceber que poucas pessoas trabalhavam no local. Segundo apurou o UOL com um dos funcionários, houve uma paralisação da obra por conta de falta de recursos e demissão de empregados no ano passado. A obra teria sido retomada há dois meses, mas com apenas cerca de 50 pessoas atuando no momento.
O Ministério da Integração Nacional informou que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) destinou R$ 368 milhões para a execução das cinco barragens em Pernambuco. Há ainda recursos do Estado de contrapartida. Do total federal, R$ 226,8 milhões já foram pagos. "Todas as obras estão em andamento", afirmou a pasta, dizendo ainda que as obras devem ficar prontas em 2016, sem precisar meses ou justificar os atrasos. Procurado, o governo de Pernambuco não se pronunciou sobre as obras.
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Após cinco anos de enchente, cidades de AL e PE ainda estão em ruínas 32 fotos 12 / 32
Mesmo após enchente, população continua ocupando área de risco às margens do rio Mundaú (AL) Beto Macário/UOL
Alagoas à espera
Já no caso de Alagoas, não há barragens em obras. Segundo o governo do Estado, um novo estudo reduziu de 14 para oito o número de barragens necessárias para conter a água dos rios Mundaú e Manguaba, mas as obras ainda não têm data para começar.

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