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terça-feira, 12 de abril de 2016

Impeachment: 35 deputados que votaram a favor são indiciados


Conheça quais são os integrantes do colegiado com implicações judiciais

Reuters

Os 65 deputados federais que integram a Comissão Especial do Impeachment votaram, nesta segunda-feira (11), o parecer que na última quarta (8) orientou a abertura do processo de afastamento contra a presidente Dilma Rousseff. No entanto, é preciso ressaltar que 35 dos 38 membros da Comissão que votaram a favor da abertura do processo de impeachment são indiciados por corrupção.
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Conheça quais são os integrantes do colegiado com implicações judiciais:
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro, corrupção passiva, formação de quadrilha e crime contra a Lei de Licitações.
Alex Manente (PPS-SP)
Um inquérito no Supremo Tribunal Federal por crimes eleitorais e uma ação civil pública no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) por improbidade administrativa e dano ao erário.
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Alvo de ação civil pública no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Benito Gama (PTB-BA)
Uma ação penal no Supremo Tribunal Federal por crimes eleitorais.
Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Duas prestações de contas eleitorais reprovadas.
Jerônimo Goergen (PP-RS)
Um inquérito por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha e uma ação civil pública no TJ-RS por improbidade administrativa.
João Bacelar (PTN-BA)
Oito processos, entre eles, contas reprovadas nos tribunais Regional Eleitoral e de Contas dos Municípios da Bahia, que recomendou devolução de R$ 770 mil. Um inquérito por lavagem de dinheiro e peculato e ação civil pública no TJ-BA por improbidade.
José Mentor (PT-SP)
Um inquérito no Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Jovair Arantes (PTB-GO) - Relator
Alvo de ação civil pública por improbidade administrativa na Justiça Federal. Teve duas contas de campanha reprovadas pelo TRE-GO e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Júlio César Lima (PSD-PI)
É réu na Justiça Federal por improbidade administrativa com enriquecimento ilícito. Foi condenado a devolver R$ 9 milhões à Conab e teve as contas eleitorais de 2014 desaprovadas pelo TRE-PI.
Leonardo Picciani (PMDB-RJ)
Alvo de representação no TRE-RJ por captação e gastos ilícitos em campanha eleitoral.
Leonardo Quintão (PMDB-MG)
Ação civil por improbidade no TJ-MG.
Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)
Teve reprovada pelo TRE-BA a prestação de contas quando presidiu o partido no Estado.
Marcelo Squassoni (PRB-SP)
Condenado por improbidade administrativa no TRF da 3ª Região, também alvo de ação civil pública por improbidade no TJ-SP.
Marcos Montes (PSD-MG)
Alvo de ação civil pública por improbidade administrativa no TJ-MG, tem dois processos no TCE-MG e uma condenação por improbidade.
Mauro Mariani (PMDB-SC)
Réu em ação por improbidade administrativa no STJ.
Nilson Leitão (PSDB-MT)
Tem 19 pendências, entre elas oito inquéritos no STF por incitação ao crime, formação de quadrilha, corrupção passiva, crime em licitações e superfaturamento de obras. É alvo de ações civis públicas.
Osmar Terra (PMDB-RS)
Três processos no TCE-RS, com recomendação de pagamento de multa por irregularidades quando foi prefeito de Santa Rosa e secretário da Saúde no RS.
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP)
Um inquérito no STF por contratação de pastores da igreja para o gabinete, uma ação civil pública por injúria, difamação e incitação ao ódio e uma reprovação de contas eleitorais pelo TRE-SP.
Paulo Magalhães (PSD-BA)
Uma ação penal no STF por crimes eleitorais e uma ação civil pública na Justiça Federal por improbidade administrativa.
Paulo Maluf (PP-SP)
Tem 11 pendências, entre elas duas ações penais no STF por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Condenado por promoção pessoal e improbidade. Responde a ações civis públicas.
Paulinho da força (SD-SP)
Tem 10 pendências, entre elas três condenações por improbidade e promoção pessoal. Responde a ação penal no STF por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, e a quatro ações civis públicas.
Paulo Teixeira (PT-SP)
Alvo de ação civil pública no TJ-SP e teve contas eleitorais reprovadas pelo TRE-SP.
Quintela Lessa (PR-AL)
Um inquérito no STF por peculato e uma condenação por improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito.
Roberto Britto (PP-BA)
Um inquérito no STF por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha, uma ação de improbidade administrativa e uma representação por conduta vedada a gente público.
Rogério Rosso (PSD-DF) - presidente
Um inquérito no TRE-DF por corrupção eleitoral.
Shéridan (PSDB-RR)
Um inquérito no STF por crime eleitoral e uma ação civil pública por improbidade administrativa.
Valtenir Pereira (PMDB-MT)
Um inquérito no STF por crimes contra a Lei de Licitações. Também teve as contas rejeitadas pelo TRE-MT.
Vicente Candido (PT-SP)
Um inquérito por corrupção ativa e advocacia administrativa e uma rejeição de contas eleitorais pelo TSE.
Washington Reis (PMDB-RJ)
Tem 30 processos. Uma ação penal no STF por crimes contra o meio ambiente e formação de quadrilha e 17 processos no TCE-RJ. Tem seis inquéritos no STF e é réu em seis ações de improbidade no TJ-RJ e na Justiça Federal.
Weverton Rocha (PDT-MA)
Uma ação penal no STF por crimes em licitações e dois inquéritos por peculato, corrupção e crime em licitações. É réu em três ações por improbidade e responde por irregularidade em contas públicas no TRE-MA.

domingo, 10 de abril de 2016

Apoio à saída de Cunha é maior que à de Dilma

Segundo o Datafolha, 77% dos brasileiros são a favor da cassação do presidente da Câmara, enquanto 61% apoiam o impeachment da presidente da República

Valter Campanato/Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil
77% querem cassação do mandato de Eduardo Cunha
Números do Datafolha divulgados neste domingo (9) apontam que 77% dos eleitores defendem a cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No levantamento, 11% se declararam contra a saída dele. Por outro lado,61% defendem o impeachment de Dilma Rousseff (PT), adversária política de Cunha e de grande parte do PMDB, a começar pelo vice-presidente da República e presidente nacional do partido (atualmente licenciado), Michel Temer. Outros 33% são contra o impeachment.
A pesquisa foi realizada nos dias 7 e 8 de abril e ouviu 2.779 pessoas em 170 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
No último levantamento, feito em março, 80% dos entrevistados queriam a cassação de Cunha e 8% eram contra. Quanto à presidente Dilma, 68% se declaravam a favor do impeachment na pesquisa realizada nos dias 17 e 18 do mês passado.
Renúncia
Os entrevistados também foram questionados sobre a possibilidade de renúncia dos chefes dos poderes Executivos e Legislativo. 73% se declararam favoráveis à renúncia de Eduardo Cunha. Outros 60% afirmaram que Dilma deveria renunciar ao cargo.
O presidente da Câmara é investigado no Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de ter mentido em depoimento à CPI da Petrobras quando declarou não ter contas não declaradas no exterior. Recentemente, documentos enviados pelo Banco Central ao Conselho de Ética atestaram que Cunha, de fato, mantinha contas bancárias na Suíça.
O deputado é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em um uma ação da Operação Lava Jatopor lavagem de dinheiro e corrupção e foi denunciado em um inquérito que o vincula a contas secretas na Suíça.
Já a comissão especial que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma tem sessão marcada para esta segunda-feira (11) para votar o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à continuidade do processo de retirada da presidente do Planalto

À véspera da votação do impeachment, governo ‘libera’ R$ 7,5 bi para idosos referente a pis pasep no valor de 1607,00

Estadão Conteúdo – Para seguir a recomendação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de pôr “dinheiro na mão do povo”, o governo tira uma nova carta da manga. Às vésperas da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, Caixa e Banco do Brasil começam a avisar a cerca de 4,6 milhões de brasileiros com idade acima de 70 anos que cada um tem direito a receber, em média, R$ 1.607.
No total, serão injetados R$ 7,5 bilhões na economia quando esses beneficiários sacarem as contribuições que foram realizadas ao PIS/Pasep até a data da promulgação da Constituição de 1988, juntamente com os rendimentos de todos esses anos. Segundo o Tesouro Nacional, gestor do fundo, 3,79 milhões dos cotistas com mais de 70 anos eram empregados da iniciativa privada – por isso devem sacar o benefício na Caixa – e 830 mil eram do quadro de servidores públicos – portanto, devem buscar o dinheiro no Banco do Brasil.
O Fundo PIS/Pasep foi abastecido até outubro de 1988 pelas contribuições que empresas e órgãos públicos faziam para cada um dos contratados. Quando o dinheiro foi reunido em um único fundo, a maior parte dos cotistas não se enquadrava nas exigências para sacar os benefícios. Depois, o fundo foi caindo no esquecimento.
Uma campanha intensiva para que as pessoas busquem o dinheiro que têm direito está sendo avaliada por alguns integrantes do governo como uma das poucas boas notícias que a presidente pode dar às vésperas da decisão do afastamento dela pelos deputados. Cogita-se até mesmo a possibilidade de Dilma aproveitar uma cerimônia no Palácio do Planalto para, em meio a um grande anúncio de medidas de estímulo à economia, incorporar a benesse.
Esse direito é diferente do abono salarial, um adicional pago todo ano para quem recebe, em média, até dois salários mínimos por mês. Além de ter mais de 70 anos, outros casos dão direito ao benefício, como aposentadoria e doença grave. Quando o cotista já tiver morrido, os herdeiros dele podem sacar o dinheiro. Para saber se tem algo a receber, quem trabalhou antes de 1988 deve procurar a Caixa ou o BB com documento com foto e o número do PIS ou Pasep.
Segundo os números mais atuais, de junho de 2015, o fundo tem 30,5 milhões de cotistas, sendo 25,5 milhões de empregados da iniciativa privada e 5 milhões de servidores públicos. Nem todos, porém, atendem aos critérios que dão direito a sacar todo o saldo da conta. O saldo médio geral é de R$ 1.135.
Divulgação. A Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou, em dezembro de 2014, que o fundo deveria “envidar esforços” para localizar os beneficiários. “É necessário aprimorar as formas de divulgação sobre o Fundo PIS/Pasep para que os benefícios cheguem até seus cotistas”, diz o texto do órgão de controle. As pessoas que não se enquadram nas exigências para sacar todo o saldo da sua conta podem anualmente pegar o rendimento do dinheiro investido. No entanto, segundo a CGU, apenas a metade dos beneficiários fizeram isso.
O governo nunca se empenhou em colocar a recomendação em prática até mesmo porque os recursos do Fundo PIS/Pasep servem como fonte para a linha de crédito do BNDES para aquisição de máquinas e equipamentos. Do total de R$ 37,9 bilhões de ativos do fundo, a carteira do Finame está em torno de R$ 19 bilhões.
Representante dos trabalhadores da iniciativa privada no conselho diretor do fundo, o economista Marcos Perioto, ligado à Força Sindical, diz que o governo quer cruzar os dados dos beneficiários com as informações da Receita Federal e do Ministério do Trabalho e Previdência para uma maior efetividade da campanha. “Qualquer iniciativa nesse sentido é positiva para as pessoas sacarem os recursos em vez de fazer essa poupança forçada para o governo”, afirma.
Procurados, Caixa e BB confirmaram que estão enviando malas diretas para os beneficiários com idade igual ou superior a 70 anos. Os bancos também vão divulgar nas redes sociais, por meio de telefone e internet, além de afixar cartazes nas unidades. Segundo a Caixa, mais de 4 mil agências no Brasil estão habilitadas a prestar informações e efetuar os pagamentos para os beneficiários que atenderem aos requisitos do PIS. No BB, são mais de 5 mil para atender os antigos servidores públicos, cotistas do Pasep. As informações são do jornal

GOLPISMO DE AÉCIO PODE TER ARRUINADO DE VEZ O PSDB

Temer estaria pedindo votos a favor do impeachment


Vice-presidente estaria articular pessoalmente junto a parlamentares e líderes partidários; assessoria nega que haja pedidos de votos a favor do impeachment

DR

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) estaria na linha de frente das articulações para conseguir votos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O jornal O Globo revela que o vice-presidente passou a fazer diretamente o contato com parlamentares e dirigentes partidários em busca de votos.
Segundo a publicação, Temer tem conversado sobre o assunto com políticos de diversos partidos da base aliada, como o ministro Gilberto Kassab (Cidades) e o presidente do PSD, Guilherme Campos; o ex-presidente do PR e principal liderança do partido, Valdemar Costa Neto; além de deputados e senadores desses partidos, do PP e do próprio PMDB, onde há divisão sobre o impeachment.
Um dos políticos contou que Temer teria partido para o “tudo ou nada”. A publicação destaca que a insistência do vice tem sido tanta que, caso o impeachment não seja aprovado, sua situação junto ao governo tende a ficar insustentável.
Enquanto isso, integrantes da tropa de choque de Temer já negociam espaços em um futuro governo do PMDB. Segundo parlamentares do PR, já foi oferecido ao partido manter o Ministério dos Transportes, mas ainda com secretarias de Portos, Aeroportos e Infraestrutura Terrestre.
Interlocutores revelam ainda que Temer fala da importância de “estarem juntos para superar este momento grave”, tirar o Brasil da crise e “colocar as coisas em ordem”. O peemedebista também se oferece para atender demandas dos políticos, mas, segundo relatos, sem especificar negociações sobre participação em um eventual governo seu.
O vice pede que seu interlocutor “pense bem” sobre a decisão que pretende tomar. Como revela O Globo, no caso de Guilherme Campos, as investidas de Temer não devem ter tanto impacto sobre o resultado, já que o PSD liberou os deputados da bancada para votarem conforme suas vontades, independentemente de o partido pertencer à base governista.
Telefonemas
Integrante da comissão do impeachment, o deputado Valtenir Pereira (PMDB-MT) disse que recebeu um telefonema de Temer. Segundo ele, a abordagem foi cuidadosa, sem pedido direto de voto pró-impeachment. No entanto, o vice ponderou que ele deveria ter “cuidado” em sua escolha já que é candidato a prefeito de Cuiabá. Temer teria dito ainda que o Mato Grosso é um estado agrícola e tem um percentual considerável de pessoas a favor do impeachment. O deputado disse que não se definiu e que prepara um voto em separado para apresentar na segunda-feira.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Temer, que confirma que o vice tem mantido contato com lideranças políticas de diversos partidos. No entanto, a assessoria nega que haja pedidos diretos de votos a favor do impeachment.

Advogada em transe diz estar fazendo um bem a Dilma

A advogada Janaína Paschoal, que assina, junto com o também advogado Hélio Bicudo, o pedido de impeachment que corre na Câmara contra a presidente Dilma Rousseff, acredita ter feito um bem à chefe do Executivo.
Questionada sobre o que diria para Dilma se estivesse em sua frente, respondeu: "Eu iria abraçá-la. Sei que ela deve estar sofrendo demais. A posição de quem acusa é muito dura. Não gosto desse papel. Acho que ela foi engendrada pelas cobras que estavam ao redor dela. De alguma forma, acho que estou fazendo um bem pra ela".
Chamada de "jurista" na entrevista que concedeu ao jornal O Estado de S. Paulo neste domingo 10, Janaína virou celebridade na internet na última semana, depois de ter feito umdiscurso em transe durante ato pró-impeachment no Largo São Francisco, a Faculdade de Direito da USP, onde defendeu o fim da "república da cobra", em uma referência ao ex-presidente Lula.
Sobre o dia que ficou para a história dos memes, ela diz não ter se tratado de possessão, drogas ou álcool, e sim o "Efeito Palanque". Sobre a repercussão, comentou: "Foi um baque, mas não me arrependo. Uma das coisas que eu crítico na Dilma é que ela não demonstra emoção. O mundo caindo e ela parecendo imperturbável. Eu sou mais intensa".

Existe relação entre Globo, Lava Jato e Mossack & Fonseca? Entenda


As Organizações Globo enviaram nota a CartaCapital explicando a situação das offshore, do helicóptero e do tríplex em Paraty

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Após outras fases que a sucederam, aparentemente a 22ª fase da Operação Lava Jato continua um mistério. Batizada de Triplo X, referência pouco sutil ao apartamento triplex em um edifício no Guarujá atribuído ao ex-presidente Lula, ganhou as ruas em 27 de janeiro. O que pouco se falou, foi que um dos endereços visitados pelos agentes da Polícia Federal ficava no Conjunto Nacional, prédio de escritórios e lojas na Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo.
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De acordo com informações da revista CartaCapital, a busca e apreensão ocorreu na filial brasileira da Mossack & Fonseca, escritório de advocacia panamenha internacionalmente conhecida por assessorar traficantes, ditadores, corruptos e sonegadores no ato de esconder dinheiro em paraísos fiscais.
Mas afinal, qual a relação da empresa com o apartamento no Guarujá?
Uma offshore aberta pela Mossack & Fonseca, a Murray Holdings LCC, tinha um outro tríplex no mesmo prédio em seu nome. Quando a fase esbarrou na empresa panamenha, a força-tarefa acreditou ter encontrado o elo para provar que Lula havia cometido o crime de ocultação de patrimônio. Isso significaria dizer que, por meio de laranjas, a empreiteira OAS esconderia os verdadeiros proprietários dos imóveis no Edifício Solaris. Ao que pareceu, tudo estava resolvido. A Triplo X identificou 40 indivíduos e empresas no Brasil que fizeram negócios com a Mossack & Fonseca. É neste momento que tudo parece ficar nublado.
Indo na contramão de outras fases e do padrão de comportamento do juiz Sergio Moro, os representantes do escritório panamenho não permaneceram muito tempo na cadeia. Foram soltos em tempo recorde, menos de dez dias após a operação. Entre os libertados estava o principal representante da companhia no Brasil, Ricardo Honório Neto. Ele trabalha na Mossack & Fonseca há ao menos dez anos e é bem relacionado, inclusive com contatos na própria Polícia Federal. Em 2007, um e-mail interceptado confirma que o executivo havia sido informado a respeito de uma operação da PF no escritório da empresa.
Escutas telefônicas recentemente autorizadas e que embasaram a Triplo X flagraram Ademir Auada, um dos presos em 27 de janeiro e logo liberado, confessando a destruição de papéis do escritório.
Com a explosão do escândalo internacional envolvendo diretamente a empresa panamenha, a partir do megavazamento de 11,5 milhões de documentos sobre as offshore pertencentes a políticos, ditadores, celebridades e afins, todas criadas com o objetivo de no mínimo sonegar impostos, causou constrangimentos na Lava Jato.
Os investigadores sabem que sofrerão pressão por conta do “desinteresse” em relação às atividades da Mossack & Fonseca. O juiz Moro não respondeu contatos da CartaCapital. A questão que se levanta é a seguinte: Mera desatenção ou algum interesse específico explicaria o comportamento incomum da força-tarefa no episódio?
O magistrado afirmou inúmeras vezes que o apoio dos meios de comunicação é essencial na cruzada contra a corrupção, pois serve para impedir o sistema político de barrar as investigações. Mas e se a própria imprensa cair na rede de apuração?
O que se sabe é que, entre os documentos apreendidos durante a Triplo X, aparecem registros de offshore ligadas a Alexandre Chiapetta de Azevedo. Esse empresário foi casado até pouco tempo com Paula Marinho Azevedo, filha de um dos herdeiros da Globo, João Roberto Marinho, que apoia abertamente a Lava Jato e, inclusive, concedeu um prêmio ao juiz Moro.
Outra questão é que, na lista encontrada na sede da Mossack & Fonseca aparece a Vaincre LLC. A offshore integra uma complexa estrutura patrimonial: é sócia da Agropecuária Veine Patrimonial, que por sua vez é dona de mansão em uma praia exclusiva de Paraty, litoral do Rio de Janeiro, que pertenceria à família Marinho. A propriedade é alvo de uma ação do Ministério Púbico Federal por crime ambiental. Os Marinho assumem a mesma a postura do ex-presidente Lula no caso do tríplex, negam ser os donos do imóvel.
As relações dos herdeiros da Globo com a casa em Paraty aumentam. Ainda na lista apreendida no escritório da Mossack & Fonseca, ao lado do registro sobre a Vaincre LLC aparece o nome de outra empresa, a Glem Participações, que detém um contrato com o governo estadual do Rio de Janeiro para a exploração do parque de remo da Lagoa Rodrigo de Freitas. De acordo com o blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, a Glem pertence a Azevedo, ex-marido de Paula Marinho. A neta de Roberto Marinho aparece ainda como fiadora do contrato entre o governo fluminense e a Glem.
Outro documento mostra que a Agropecuária Veine tem cota de um helicóptero do modelo Augusta A-109, matrícula PT-SDA, que é usado pela família Marinho. O endereço para entrega de correspondências no contrato de importação do helicóptero coincide com a empresa de Azevedo.
As Organizações Globo enviaram nota a CartaCapital explicando a situação das offshore, do helicóptero e do tríplex em Paraty. Afirma que ninguém da família é proprietário da empresa que administra o sítio e que Paula Marinho não é dona da offshore Vaincre, mas confirma que a empresa é de propriedade do ex-marido. A emissora diz ainda que Paula não tem ligação com a Glem Participações e que o helicóptero pertenceu ao ex-genro, tendo sido fiadora da aeronave a pedido de Alexandre. A revista procurou o ex-genro global, mas este não quis se manifestar sobre o assunto.
A história da casa em Paraty não é a única relação dos Marinho com a Mossack & Fonseca e os Panama Papers. De acordo com o jornal holandês Verdieping Trouw, com base em documentos vazados, a emissora brasileira teria usado empresas de fachada para pagar intermediários na compra de direitos de transmissão da Copa Libertadores da América.
O diário argentino La Nación trouxe mais revelações: “Por razões fiscais, em 2012, a T&T transferiu os seus direitos à empresa Torneios&Traffic Sports Marketing BV, com sede nos Países Baixos. Por trás dessa offshore holandesa, a Mossack & Fonseca criou a Medak Holding Ltd., registrada em Chipre, que, por sua vez, era controlada pela uruguaia Henlets Grupo”. “A empresa holandesa, com licença de televisão concedida pela T&T, intermediava a venda dos direitos. A offshore negociou aportes milionários com a TV Globo do Brasil, que eram depositados no ING Bank, em Amsterdã. A empresa holandesa e a TV Globo tiveram contratos negociados de 2004 a 2019, a uma quantia estimada de 10 milhões de dólares”.
Na segunda-feira (4), o Jornal Nacional tratou do assunto por somente 40 segundos, sem imagens e disse apenas que a Procuradoria-Geral da República investigaria os donos brasileiros de offshore abertas pela Mossack & Fonseca

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Nove comportamentos que podem 'causar' diabetes


E não falamos apenas do consumo de açúcar…

iStock

Você sabia que o número de adultos com diabetes quadruplicou desde 1980?
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Após o Dia Mundial da Saúde confira nove comportamentos que podem estar naorigem da diabetes, como destaca o site britânico Metro:
1. Fumar. Pode não ser a causa mais óbvia mas o tabaco pode aumentar os níveis de açúcar no sangue e fazer com que desenvolva resistência à insulina.
2. Comer demais. As porções exageradas ou repetir a refeição promovem o excesso de peso e obesidade, que por sua vez é uma das principais causas de diabetes tipo 2.
3. Comer produtos de origem animal. Estudos sugerem que seguir uma dieta à base de plantas pode reduzir a probabilidade de desenvolver diabetes, e até ajuda a controlar melhor os níveis de açúcar no sangue em pessoas diabéticas. Reduzindo o consumo de carne poderá resultar em uma diminuição de 15% no risco de desenvolver diabetes, segundo estudo.
4. Consumo excessivo de álcool. O consumo de álcool é uma das principais causas da diabetes, destaca o site britânico. O consumo excessivo pode reduzir a sensibilidade à insulina, o que pode resultar no desenvolvimento de diabetes tipo 2.
5. ‘Faltar’ ao ginásio. A prática de exercício aeróbico ajuda a manter a glucose no sangue, a tensão arterial e os níveis de colesterol controlados – bem como manter um peso saudável. Deve praticar pelo menos 30 minutos de exercício físico cinco dias por semana, segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde.
6. Usar muito sal na comida. O sal aumenta o risco de desenvolver diabetes porque aumenta a tensão arterial.
7. Estar sempre comendo fora. Este tipo de comida é geralmente rico em gordura e sal, muito mais do que a comida que prepara em casa. Por isso deve consumi-la com pouca frequência.
8. Não beber café. Pode parecer estranho mas estudos sugerem que beber três cafés por dia pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 40%. Isto porque o café contém polifenóis que ajudam a prevenir doenças inflamatórias como a diabetes.
9. Exagerar nos hidratos de carbono. São uma parte importante da dieta e devem representar um terço do que come, especialmente se pratica exercício físico. Mas, se ingere demasiados hidratos de carbono o mais provável é que não consiga queimar todas as calorias ingeridas, o que leva ao aumento do peso, que por sua vez pode resultar em diabetes tipo 2

O irmão de Bolsonaro,”fantasma” de R$ 17 mil na Alesp, é o “mito” do moralismo. Veja

manofantasma

Quando você encontrar um moralista fanático na política, meu amigo e minha amiga, tenha a certeza, aí estará um hipócrita e um cínico.
O SBT apresentou ontem (veja abaixo) matéria dos repórteres Fábio Diamante – craque em pegar fantasmas, como já mostrou no caso de médicos que não trabalhavam, mas recebiam – e Christian Mendes mostrando que o irmão do deputado federal e candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro era, até o caso vir à tona, funcionário fantasma do deputado estadual paulista André do Prado (PR).
Renato Bolsonaro, ex-militar também, político também (foi candidato a prefeito), é ativo colaborador do irmão e do sobrinho deputados, como provam videos postados ainda ontem no Facebook.
E Bolsonaro “não sabia de nada” e manda “dar um pau nele”…
Cinismo vergonhoso. O “mito” não é só um monstro, também é uma farsa.

Picciani e os 200 votos a favor de Dilma


Leonardo Picciani vai reafirmar seu voto hoje na Comissão do Impeachment: a favor de Dilma e contra o impeachment. A propósito, nas contas de Picciani, o governo passa dos 200 votos contra o impedimento de Dilma.

Deputados no Facebook para parecer que estão trabalhando de madrugada


Deputados da Comissão do Impeachment que não pretendem ficar até 3h da madrugada de sábado discutindo o relatório de Jovair Arantes planejam tirar fotos para postar no Facebook no fim da noite, para parecer que estão lá. Diz um dos donos da ideia: — Ninguém vai ver transmissão disso aqui à noite, muito menos de madrugada

TV Globo transmitirá pedido de impeachment de Dilma em rede aberta


A emissora informou que a programação será interrompida seja qual for o dia da sessão

DR

A TV Globo definiu, nesta quinta-feira (7), que irá repetir a decisão tomada em 1992, quando transmitiu em rede nacional a votação do pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor, e transmitirá o pedido de impeachment de Dilma no plenário.
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Segundo a coluna Painel da Folha de S.Paulo, a emissora informou que a programação será interrompida seja qual for o dia da sessão

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Esposa de Cunha ensina como gastar R$ 64 mil em 3 dias em Paris


Segundo a Polícia Federal, o valor seria proveniente de corrupção e lavagem de dinheiro

Reprodução / Facebook

De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, a esposa de Eduardo Cunha gastou US$ 17.483,84 (cerca de R$ 64 mil atualizados) em três dias de janeiro de 2014, enquanto passeava por Paris. Segundo a Polícia Federal, o valor seria proveniente de corrupção e lavagem de dinheiro.
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Para a força-tarefa da Lava Jato, os gastos de Claudia Cruz e Danielle Dytz da Cunha Doctorovich (filha de Cunha) com as marcas de renome Chanel, Dior, Balenciaga e Louis Vuitton totalizam cerca de US$ 86 mil (equivalente hoje a cerca de R$ 345 mil), entre dezembro de 2012 e julho de 2015.
Levantamento divulgado pelo portal UOL revela como a esposa de Eduardo Cunha gastou todo esse dinheiro em apenas três dias de compras em lojas de grife na capital francesa

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Governo aposta em 5 estratégias para barrar impeachment


Ainda que o PT tendo 58 deputados federais e 11 senadores e sendo a segunda maior força política do Congresso Nacional, ainda sim não tem condições de impedir o avanço da proposta na Câmara

DR

O governo possui estratégias para impedir o avanço do processo de impeachment que tramita contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados. 
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Mesmo com o desembarque do PMDB da base governista, deputados petistas ainda acreditam que é possível barrar o impeachment, segundo o UOL. 
Ainda que o PT tendo 58 deputados federais e 11 senadores e sendo a segunda maior força política do Congresso Nacional, ainda sim não tem condições de impedir o avanço da proposta na Câmara. A saída do PMDB, anunciada na última terça-feira (29), acentuou a ação dos parlamentares na execução de cinco táticas que o governo tenta pôr em prática para impedir o afastamento de Dilma. 
1 – Conversa 
Sob a acusação de ter passado os último cinco anos sem manter conversa com partidos aliados, o governo agora investe no diálogo. O ex-presidente Lula seria o indicado para liderar este processo. Além dele, Leonardo Picciani (RJ) é visto como última esperança na angariação de votos do PMDB. Líderes e deputados indecisos de partidos de menor expressão na Câmara também estão sendo procurados. 
2 – Cargos 
Mesmo não admitindo, os líderes petistas afirmam que o espaço da debandada do PMDB poderá liberar quadros do governo. Isto é visto como uma oportunidade para atrair novos "parceiros".   
3 – Mudança de discurso 
A estratégia, neste momento, é apontar que, ao invés de trazer a desejada estabilidade política, o impeachment pode resultar em ainda mais problemas para quem governar. 
4 – Matemática do impeachment 
Há duas formas de calcular a matemática do impedimento. Uma é de que o governo necessita 172 votos para barrar o impeachment na Câmara. Mas sob outra ótica, a oposição precisa de 342 votos favoráveis à instauração do processo. Portanto, é na necessidade de a oposição de arrecadar dois terços dos votos da Câmara que o governo aposta. 
5 – Opinião Pública
A quinta estratégia do governo Dilma é buscar alterar a percepção do público em relação ao impeachment. O discurso agora é que a presidente não está sendo acusada de corrupção, e sim pelas "pedaladas fiscais". "Impeachment sem crime é golpe", afirmou o deputado Paulo Teixeira. Tal tática deve mobilizar movimentos sociais em manifestações de apoio a Dilma, de acordo com o petista Wadih Damous.

Cunha é o bandido que mais gosto', diz Roberto Jefferson


Ele "foi o adversário mais à altura do Lula", que "nunca esperou encontrar um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele"

DR

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Jefferson, de 62 anos, dispara que Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente da Câmara, é o "bandido" que ele diz mais gostar, pois "foi o adversário mais à altura do Lula", que "nunca esperou encontrar um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele".
Jefferson manifestou ainda sua "preocupação" com a prisão da mulher e filha de Cunha. "São mulheres bonitas, cheirosas", que vão ser assediadas por companheiras de cela, "vão apanhar na cara".
Questionado se tinha conhecimento das irregularidades na Petrobras quando ainda atuava no Congresso, o ex-deputado disse que não sabia dos detalhes. A estatal, segundo ele, "sempre foi a empresa elite dos partidos mais poderosos".
"A estatal é a semente da corrupção no Brasil. Partidos disputam cargos nas estatais para seu financiamento. O que vão assaltar nos seis meses enquanto durar o processo de impeachment é uma loucura. Vai todo mundo querer fazer caixa, porque ela (Dilma) cai em seis meses", afirmou.
Jefferson disse que o PTB, por ser muito pequeno, nunca pleiteou alguma diretoria ou gerência importante na Petrobras. "O PTB teve a presidência da Eletronorte, a diretoria do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e aquela diretoria dos Correios".
O ex-deputado disse acreditar que Lula será condenado no âmbito da operação Lava Jato. "Penso que Lula não vai escapar. O mensalão parou na antessala dele, na Casa Civil. Mas o petrolão entrou dentro do Palácio (do Planalto). Ou esse (Marcelo) Odebrecht fala ou vai levar 30 anos na cadeia", afirmou.
"Marcos Valério levou uma martelada de 40 anos. O processo do petrolão é diferente do mensalão. O mensalão surgiu do embate político, da denúncia que fiz. No petrolão não tem nem voz da oposição. A oposição está em silêncio porque muito dos seus estão comprometidos, tem muita gente da oposição enroscada nas empreiteiras", disse. Com informações do Estadão Conteúdo

Bolsonaro publica vídeo em apoio à ditadura militar; assista


"O povo brasileiro tem sim saudade dos valores dos militares (...)"



Reprodução/Facebook
O deputado federal Jair Bolsonaro, postou um vídeo em sua página do Facebook, na quinta-feira (31), demonstrando seu apoio à ditadura militar. Ele afirma que naquela época, havia total liberdade e que era possível comprar uma arma facilmente. Porém, o período que ele refere durou 15 anos.
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O presidente Médici (1969-1974), por exemplo, governou sob um período conhecido como "anos de chumbo ", onde a repressão à luta armada cresceu e uma severa política de censura foi colocada em execução para os veículos de comunicação e artistas da época. Muitos brasileiros foram mortos por serem contra tal governo ditatorial e que lutavam pela liberdade de expressão. 
 Veja o que o político fala no vídeo: 
"31 de março de 1964. Devemos sim comemorar essa data, afinal de contas o novo 7 de setembro. O povo todo nas ruas pedia o afastamento do Presidente João Goulart, que não tinha qualquer compromisso com a democracia ou sequer respeito com a nossa liberdade. Ouvindo então o povo nas ruas o Congresso Nacional cassou o seu mandado o seu mandato em 2 de abril de 1964". 
Na sequência, aparecem imagens das obras de infraestrutura que foram contruídas no período da ditadura militar, tais como o metro de São Paulo, Usina de Itaipu, entre outras. Após disso, mostra no vídeo obras superfaturadas, Operação Lava Jato e outras notícias denegrindo o período democrático. 
"O povo brasileiro tem sim saudade dos valores dos militares, onde o professor era respeitado na sala de aula, onde vergonha era estudar em escola particular e não pública, onde você tinha segurança e comprava o seu revólver inclusive na Mesbla, onde o Brasil cresceu assustadoramente (…), você tinha total liberdade. Pergunte aos seus avós, podiam ir e vir em segurança em qualquer parte do território nacional (…). O Brasil merece os valores dos militares de 64 a 85", conclui o político no vídeo postado na sua rede social.