Como ficará o Brasil, ou o que fará a
presidente Dilma, caso o Congresso rejeite
ou desfigure a maioria das medidas do
pacote econômico anunciado esta semana
Além de ficar mais aguda a fragilidade do governo, crescerá também a possibilidade de prosperar a proposta do impeachment de DILMA. De derrota em derrota parlamentar, vão diminuindo as bases oficiais na Câmara e no Senado, atingindo em especial o PMDB, mas não poupando o PT e outras legendas. Esperada para os próximos dias, a reforma do ministério, com a extinção de pelo menos dez pastas, servirá para engrossar a má vontade de deputados e senadores diante do palácio do Planalto. Aumentam também a insatisfação e a indignação populares contra sacrifícios incapazes de gerar benefícios.
Por tudo isso, desdobra-se o governo para não ser derrotado nos projetos anunciados pela equipe econômica, a começar pela criação da nova CPMF e o aumento de impostos, sem falar na suspensão dos reajustes salariais do funcionalismo público e na proibição de concursos públicos no ano que vem.
O problema é que falta alguém, na Esplanada dos Ministérios, em condições de coordenar politicamente as iniciativas da presidente Dilma. O último a desistir foi o vice-presidente Michel Temer, sendo que Aloísio Mercadante e os demais ministros palacianos não dão conta do recado. Com o Lula afastado, perde espaço até mesmo a hipótese de seu aproveitamento informa

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