O CÉU COLORIDO E O HORIZONTE DE MARAVILHAR DE
DILMA NA SUA CAMPANHA, SUMIU NA HORA DE
ENFRENTAR OS PROBLEMAS
Desenvolveu-se no Brasil a cultura de baixar pacotes e planos ditos milagrosos sempre que alguma engrenagem da máquina pública deixa de funcionar ou quando as instituições se mostram incapazes de cumprir seu papel social e suas obrigações financeiras.
Quando, por exemplo, uma nova modalidade de violência choca a opinião pública, editam-se leis com vistas a endurecer a punição. Em outro extremo, quando as contas não fecham, busca-se modificar o sistema de tributos.
Geralmente acabam se revelando paliativos, quando não se prestam a abarrotar o Judiciário de ações com vistas a reparar os danos que invariavelmente causam aos cidadãos, de injustos que são.
Neste momento, diante de uma sucessão de desacertos na condução dos negócios públicos, trazendo de volta ao imaginário e vocabulário populares expressões que andavam sumidas, como recessão, inflação e desemprego, o governo federal finalmente desceu do palanque para admitir a crise. Mas a criatividade que mostrou durante a campanha, onde se pintava um céu colorido e um horizonte de maravilhas, não teve na hora de enfrentar a realidade

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