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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Estudo explica por que dietas não funcionam do mesmo jeito para todos

Organismo de cada um reage de forma diferente a alimentos idênticos.

Microorganismos do sistema digestivo podem ter relação com diferença.


Tomate Cereja é aquele mais docinho, já o tomate Pera não é adocicado  (Foto: Reprodução/TV TEM)Mesmo um alimento como o tomate pode provocar aumento do nível de açúcar no sangue em casos específicos: estudo mostra que cada organismo reage de forma diferente a alimentos saudáveis(Foto: Reprodução/TV TEM)
Com a chegada do verão, muitas pessoas se questionam por que as dietas publicadas nas revistas nem sempre funcionam. A razão é que as pessoas reagem diferente ao consumo de alimentos saudáveis, permitindo a alguns a perda de peso e a outros não, segundo um estudo publicado em novembro.
Uma mulher que participou do estudo, por exemplo, apresentava um aumento dos seus níveis de açúcar no sangue a cada vez que comia um tomate, alimento com pouco açúcar e gordura. O estudo, realizado com 800 pessoas em Israel, foi publicado pela revista científica "Cell Press".
"A primeira grande surpresa e descoberta assombrosa que tivemos foi a grande variedade de reações das pessoas a alimentos idênticos", declarou Eran Segal, pesquisador do Instituto de Ciência Weizmann de Israel.
Para o estudo, foi controlado o nível de açúcar no sangue dos participantes durante uma semana, foram analisadas suas fezes e foi observado o consumo alimentar.
Nenhum participante era diabético, mas alguns eram obesos e tinham condições de saúde similares aos pré-diabéticos.

Dietas personalizadas
"Há diferenças enormes entre os indivíduos - em alguns casos tinham reações opostas - e realmente nos faltou informação científica sobre o tema", destacou Segal.
No lugar de seguir dietas padrões, os pesquisadores sugerem regimes mais personalizados, e colocar cada pessoa no centro de seu programa alimentar e não o contrário, o que permitirá não só ajudá-las a controlar seus níveis de açúcar, mas também a melhorar sua saúde, declarou o co-autor do estudo, Eran Elinav.
Os pesquisadores afirmam ter avançado no desenvolvimento de um sistema capaz de fazer uma melhor análise nutricional em função de cada pessoa.
O método necessitava que fossem enviadas amostras de fezes para analisar as bactérias do sistema digestivo. Os pesquisadores identificaram microrganismos específicos vinculados ao nível de açúcar no sangue depois das refeições
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