A mais recente cartada do palácio e do seu entorno foi de uma imensa infelicidade. Deixar vazar uma carta confidencial, uma carta pessoal, enviada pelo vice-presidente à presidente da República, é mais uma demonstração de pouca ou nenhuma habilidade política. Coisa de quem parece ser especialista em criar ou agravar crises. Revelar ao mundo o que seria um desabafo, que só dizia respeito às duas maiores autoridades do país, é grave. É gravíssimo.
Primeiro veio a tentativa de forçar o vice a vir a público e se posicionar tecnicamente contra o impedimento. Coisa que não faz parte de suas atribuições, como também não é de sua responsabilidade os motivos que levaram o governo a enfrentar essa situação. Constrangimento completamente desnecessário até porque o planalto tem plena convicção de sua legitimidade e da legalidade de seus atos.
Depois, com o vazamento, fazê-lo parecer oportunista e conspirador, carta fora do jogo. Traíram a confidencialidade e a confiança. E, mais uma vez, traíram seus próprios interesses ao criar um adversário que nunca existiu.
Uma outra carta (“Uma ponta para o futuro”) escrita pelo vice-presidente, apontando soluções para as crises política e econômica, tão bem recebida por toda a sociedade, o palácio e seu entorno fizeram questão de esconder.
Lamentável
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