A maior bancada do PMDB na Câmara é a do Rio, com nove deputados, incluindo Cunha. Em duas votações recentes e importantes para o governo, os deputados mostraram fidelidade: a meta fiscal teve o apoio de sete parlamentares — um se absteve, e Cunha não vota por presidir a Casa. Também não houve votos contrários ao governo no projeto que facilita a repatriação de recursos.
Na manhã seguinte à decisão de Cunha, o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão se manifestaram contra a medida. Paes disse que o ato era um "escárnio", e Pezão chamou a ação de "lamentável". O governador conversou com a presidente por telefone e, mais tarde, recebeu o ex-presidente Lula.
Além de Pezão e Paes, Dilma conta também com o apoio do presidente regional do partido, Jorge Picciani. O líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, se tornou um dos principais interlocutores de Dilma na reforma ministerial.
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