Após o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ter deflagrado o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na quarta-feira (2), a maioria dos governadores ouvidos pela Folha manifestou apoio à petista, mas uma parte expressiva ainda tenta se manter distante do processo, sem declarar posição.
Entre os 27 governadores, ao menos 15 são contrários à abertura do processo, nove preferem não se manifestar de modo incisivo e apenas um é favorável ao afastamento da presidente – Pedro Taques (PSDB), do Mato Grosso. Outros dois (de RO e RR) não responderam à reportagem.
É no Nordeste que Dilma conta com mais apoio. Oito dos nove chefes do Executivo da região assinaram uma carta na quinta (3) em repúdio à abertura do processo. O Nordeste foi a maior base de Dilma tanto nas eleições de 2010 quanto em 2014.
Por enquanto, até mesmo governadores tucanos preferem manter distanciamento da crise em Brasília.
Beto Richa (PSDB), do Paraná, disse que, hoje, "ninguém é a favor ou tem o prazer de defender o afastamento" de Dilma. "Até porque somos democráticos e respeitamos os resultados das urnas." Reinaldo Azambuja (PSDB), do Mato Grosso do Sul, diz que aguardará encontro com colegas de partido para abordar o assunto publicamente.
Embora cauteloso, o paulista Geraldo Alckmin (PSDB) tem subido o tom com relação ao afastamento da presidente. O tucano tem ressaltado que é preciso seguir o rito legal, mas salienta que "impeachment não é golpe".
Aos aliados no Congresso, o governador tem reclamado da postura do senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do partido, rival interno do paulista na corrida pela candidatura ao Planalto em 2018 e defensor do impeachment. Alckmin manifesta irritação com o fato de que Aécio não consulta correligionários antes de se posicionar
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