Nunca antes na história tivemos uma situação dessa. A admissibilidade da peça processual contra o mandato de Dilma segue para tramitações no Senado. Esse primeiro passo dura dez dias úteis.
Até lá nem Dilma governa, nem Temer assume. Duas hipóteses podem acontecer: ou o senado acata o pedido ou o recusa. Se recusar Dilma fica. Se o senado aceitar, os senadores terão um prazo de 180 dias para inocentar ou condenar Dilma.
Dentro da primeira perspectiva o vice-presidente Temer vai governar o país durante a avaliação do senado, e ficará na cadeira presidencial até 1 de janeiro de 2019 se Dilma for condenada. Tem mais. Enquanto a sentença do senado não for publicada, Dilma poderá permanecer residindo no palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da república.
Se for inocentada fica lá até o final do mandato. Tem mais. Enquanto responde interinamente pelo governo, o presidente em exercício Michel Temer vai mudar tudo. Vai mudar e diminuir pela metade o número de ministérios, vai mudar a política econômica, vai enxugar quadros e cortar despesas.
Vai mudar a política externa e interna. Terá de se relacionar com o congresso nacional e aguentar a pressão dos movimentos sociais e dos petistas atônitos com a perda do mando e dos cargos. Temer fica se o senado condenar Dilma e se isso acontecer ele vai consultar o STF se pode ou não pode disputar as eleições de 18 contra Lula (caso a Lava Jato não crie obstáculos até lá), contra Marina e contra alguém do PSDB.
Nesse momento estamos atravessando um túnel de vácuo governamental. Nem Dilma nem Temer. É uma situação inédita na história
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