COM O FIM DAS DOAÇÕES DE EMPRESAS
VAI ACABAR TAMBÉM OS
PARLAMENTARES QUE SÃO
VERDADEIROS DESPACHANTES DE
INTERESSES PRIVADOS
Como a decisão do STF já se aplicará às eleições municipais de 2016, como advertiu o ministro Ricardo Lewandowski, presidente da corte, a presidente Dilma Rousseff não terá por que não vetar o arremedo de reforma política aprovado na Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Até porque o financiamento privado foi declarado inconstitucional.
O primeiro impacto positivo da mudança será o desaparecimento dos parlamentares que agem não como representantes do povo, mas como despachantes de interesses privados. Muitos até já falam em não se candidatar nas próximas eleições. Além disso, sem o dinheiro privado, o capitalismo brasileiro tende a se tornar mais competitivo. Basta lembrar dos doadores de campanha que formaram cartéis de obras na Petrobras e nos trens no metrô paulista, encarecendo preços e piorando a qualidade dos serviços.

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