“As soluções para a crise já são conhecidas pelo governo. Um imposto sobre grandes fortunas e heranças, por exemplo, poderia gerar uma arrecadação acima de R$ 16 bilhões por ano”, afirmou o senador. “Os ativos que estão no exterior, estimam os especialistas, chegam a 500 bilhões de dólares. Boa parte deste dinheiro pode e deve ser repatriado”, completou. Fernando Bezerra Coelho citou como exemplos os Estados Unidos e a Alemanha, onde já há impostos semelhantes. “Temos que cobrar mais de quem pode pagar mais; é assim que acontece nas maiores nações do mundo. Somos um dos únicos países do mundo que não taxa sobre dividendos”, ressaltou o senador, sob aplausos.
Relator da Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo (CEAPF) no Senado Federal, o senador fez duras críticas ao governo federal, afirmando que houve muita demora para reconhecer as dimensões da crise e falhas sucessivas na condução da economia. Ele lembrou que os primeiros alertas foram dados ainda em 2013, pelo ex-governador Eduardo Campos, que já defendia os cortes nos gastos públicos e um novo pacto federativo.
“Nenhum país sai da crise sem um verdadeiro corte de gastos. É um remédio amargo, mas que precisa ser tomado”, disse Bezerra Coelho. Para o senador, a revisão do destino do ICMS é uma necessidade urgente, especialmente para o Nordeste. “O ICMS precisa deixar de ser um imposto de produção para ser um imposto de consumo. É na ponta, no consumo, que se deve pagar a maior parte deste imposto”, defendeu
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