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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vaivém de Cunha sobre impeachment paralisa país


O vaivém do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a respeito de um eventual processo de impeachment paralisa o país.

No governo, cresce a avaliação de que essa indefinição do peemedebista piora a economia e de que seria preciso uma sinalização clara do presidente da Câmara sobre o tema.
Na quarta, após receber um novo pedido de impeachment assinado pelos advogados Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., Cunha disse que as “pedaladas fiscais” haviam se transformado em “motocicletas”. O peemedebista quis assustar o Palácio do Planalto.
Hoje, Cunha procurou aliviar um pouco. Afirmou que as manobras fiscais podem não ser motivo suficiente para um impedimento da presidente Dilma Rousseff.
Com esse jogo de “morde e assopra”, Eduardo Cunha vai ganhando tempo para tentar sobreviver politicamente às graves acusações de contas secretas na Suíça.
Em meio à pauta única do impeachment em Brasília, uma comissão especial da Câmara aprovou nesta quinta-feira o projeto enviado pelo governo para repatriar dinheiro e imóveis de brasileiros no exterior que não foram declarados à Receita Federal.
Apesar de o relator da comissão especial, Manoel Jr. (PMDB-PB), aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter suavizado a anistia, cobrando menos multa e impostos, é o primeiro sinal de que podem começar a ser votados no Congresso projetos que ajudem o Brasil a equilibrar as contas públicas.
Num cenário de crise econômica, esse projeto é importante. A proposta deverá ser votada no plenário da Câmara na próxima terça. Depois, seguirá para o Senado. Entre os senadores, o governo terá facilidade para aprovar o projeto, mas haverá alterações em relação ao texto referendado pelos deputados.

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