Notícia agrava tensão entre papa e presidente argentino
A organização mundial Scholas Occurrentes, promovida pelo papa e voltada para a inclusão educativa e a paz rejeitou uma doação de 16,666 milhões de pesos (equivalente a US$ 1,1 milhão) do governo argentino. Segundo os diretores, a ordem de rejeitar a doação veio diretamente do papa.
Em carta aos diretores José María del Corral and Enrique Palmeyro, o papa disse que a quantia era grande demais para um momento tão complicado no país. Em carta para o chefe de gabinete argentino Marcos Peña, os diretores do Scholas Occurrentes confirmaram a decisão de suspender a doação levando em consideração que alguns poderiam interpretar errado o gesto. Peña, por sua vez, disse que “é um insulto à inteligência pensar que com uma doação de dinheiro pode-se comprar o papa”.
Os dois diretores disseram ainda que a fundação tentaria obter a contribuição necessária a partir de agências de crédito e de doações privadas.
A notícia vem em um momento tenso entre o papa argentino e o governo Macri. No mês passado, a presidente da organização de direitos humanos Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, disse que o pontífice estava triste com a situação da Argentina por conta das políticas de Macri que o lembravam do clima político de 1955, quando o presidente Juan Perón foi retirado do poder pelos militares.
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