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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Cunha deixa no ar ameaça de abrir impeachment de Dilma

Em uma entrevista nesta segunda, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deixou no ar a ameaça de abrir um processo de impeachment. Amanhã, ele receberá um novo pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff feito pelos advogados Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. O peemedebista negou, no entanto, um suposto acordo com a oposição.
Apesar das denúncias de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara deixou claro na entrevista desta segunda que não renunciará ao cargo.
Numa resposta a um comentário feito por Dilma na Suécia, Cunha disse que lamentava que o governo brasileiro fosse personagem do maior escândalo de corrupção no mundo. No domingo, ao ser perguntada sobre a repercussão internacional das contas secretas do presidente da Câmara na Suíça, a petista disse: “Lamento que seja com um brasileiro”.
Eduardo Cunha afirmou ainda que não irá interferir para prorrogar a CPI da Petrobras, que acabará nesta semana sem nenhuma contribuição efetiva para investigar a corrupção na estatal. A CPI, aliás, será lembrada apenas por ter sido o palco onde Cunha negou ter contas no exterior, o que pode lhe custar o mandato.
Em visita oficial à Suécia nesse domingo, a presidente Dilma rebateu os ataques do presidente do PT, Rui Falcão, ao ministro da Fazenda. Ela disse que Joaquim Levy permanecerá no cargo. Dilma quer evitar o enfraquecimento ainda maior de Levy.
A petista sabe que um ministro da Fazenda fraco só irá agravar a crise econômica e piorar as dificuldades políticas. O governo tem enfrentando obstáculos para votar medidas econômicas no Congresso. E o mercado financeiro poderá reagir negativamente à saída de Levy do cargo.
Ruim com ele. Pior sem ele

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