O governo não permitirá que o Bolsa Família sofra um corte R$ 10 bilhões no ano que vem, como foi proposto pelo relator da lei orçamentária de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR). O valor sugerido por Barros representa uma tesourada de 35% naquele que é considerado o principal programa social do governo .
Se Barros não mudar de ideia, o governo patrocinará uma emenda ao Orçamento de 2016 para garantir o programa na íntegra.
É uma questão de honra para a presidente Dilma Rousseff manter o Bolsa Família intocado, já que teve de cortar outros programa sociais.
Apesar das denúncias de corrupção, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mantém o controle da Casa.
O governo e a oposição estão tratando Cunha com cuidado. Como ele tem o poder de acatar ou recusar um pedido de impeachment, nenhum dos dois lados quer estabelecer uma guerra aberta com o peemedebista.
Os principais líderes partidários também devem favores a Cunha.
Apenas um pequeno grupo de deputados o contesta abertamente. Mas, por ora, o presidente da Câmara resiste ao bombardeio.
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