Professores protestaram em frente à sede da prefeitura de Aliança.
Foto: reprodução vídeo
Com pouco mais de 37 mil habitantes, a cidade de Aliança, na Mata Norte, vive dias de acirramento entre o prefeito e os professores. Em greve há 12 dias, os docentes cobram o pagamento do salário de setembro e vão hoje ao Ministério Público de Pernambuco pedir a intervenção do gestor, Cláudio Fernando Bezerra (PSB). Esta semana, membros do Sindicato dos Profissionais da Rede Municipal de Ensino (Sinduprom) e alunos protestaram em frente à sede da prefeitura e recorreram à Câmara dos Vereadores para pedir a cassação do mandato do gestor.
Segundo a diretora do sindicato em Aliança, Delazy Albuquerque, o pagamento é irregular desde que o prefeito assumiu. “Desde 2013, o descaso está grande. Foram vários meses de salário parcelado, apesar de a prefeitura ter assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPPE para regularizar a situação. Em março, o salário dos aposentados atrasou seis meses”, contou. “O prefeito diz que o atraso é resultado dos cortes do governo, mas em 2013 não teve corte e ele já deixou de pagar. A desorganização vem desde o início do mandato”, criticou.
Pressionado pela população, o gestor explica que o atraso é reflexo da redução dos repasses no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e afirma que vai retomar a negociação com o sindicato hoje. A proposta é dividir o pagamento em duas parcelas – a primeira amanhã e a próxima no fim do mês. Segundo ele, a verba já está no cofre municipal.
“O Fundeb repassou R$ 1,3 milhão por mês e a folha dos professores é de um R$ 1,6 milhão. Fora isso, temos os contratos temporários, os custos de manutenção das escolas e material escolar”, justificou o prefeito. A rede de ensino da cidade conta com 350 professores, em média.
O gestor disse desconhecer a movimentação dos docentes pedindo a cassação e afirma que abriu as contas municipais durante assembleia mês passado. “Além disso, mandamos para a Câmara um decreto com 30 pontos de redução nas despesas, entre eles diárias, passagens e proibição de licença-prêmio. Hoje é um problema mais político aqui no município”, disse, acrescentando que reduziu o próprio salário para equilibrar as contas
Nenhum comentário:
Postar um comentário