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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Delegado pediu separação de Cabral e Garotinho: são de ‘facções’ diferentes


Josias de Souza




No comando do caso que envolve Anthony Garotinho (PR-RJ), o delegado da Polícia Federal Paulo Cassiano parece mesmo decidido a dispensar ao ex-governador do Rio um tratamento de preso comum. Ao comentar a transferência de Garotinho do Hospital Municipal Souza Aguiar para o complexo penitenciário de Bangu, onde já se encontrava detido o também ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), o delegado fez questão de mencionar as providências que adotara para evitar desavenças entre os dois neopresidiários..
“Ele vai continuar o tratamento dele lá”, afirmou Paulo Cassiano, referindo-se às supostas debilidades coronarianas de Garotinho. “A gente até já pediu para separar ele do Sérgio Cabral por causa de facção. Um é de uma facção, outro é de outra.” As declarações do delegado foram veiculadas pela rádio CBN nesta sexta-feira. Garotinho acusa o acusa de perseguição. Sustenta que o delegado fez campanha na última eleição municipal para um rival político de sua família na cidade de Campos, hoje governada por sua mulher Rosinha Garotinho.
Ex-aliados, Garotinho e Cabral são agora arqui-inimigos. Cabral chegou ao presídio antes de Garotinho. Teve a cabeça raspada, como sucede com todos os novos hóspedes. Vestiu uniforme de preso: camiseta branca e calça jeans. Passou a noite numa cela de 9 m², que divide com outros cinco presos. Garotinho dormiu na Unidade de Pronto Atendimento de saúde (UPA) do presídio.

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