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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Preso por sequestrar, espancar e estuprar pode assumir vaga na Câmara

O suplente Osmar Bertoldi (DEM-PR) está preso no Paraná Foto: Sandro Nascimento / Alesp / Divulgação
O suplente Osmar Bertoldi (DEM-PR) está preso no Paraná Foto: Sandro Nascimento / Alesp / Divulgação


Após as eleições municipais, a Câmara dos Deputados abrirá espaço para aproximadamente 25 novos integrantes a partir de janeiro de 2017. Isso acontece porque alguns congressistas ocuparão cargos de prefeito ou vice-prefeito dos municípios. O curioso é que alguns desses novos integrantes da Câmara dos Deputados respondem a processos ou estão em débito com a justiça. Um deles, inclusive, está preso.
Osmar Bertoldi (DEM-PR), de 47 anos, está detido desde fevereiro no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o mesmo que abriga presos da Operação Lava Jato, de acordo com matéria do blog Poder da Folha de S. Paulo.
No caso de Bertoldi, a detenção foi feita por descumprir ordem de não se aproximar da ex-noiva, a quem é acusado de sequestrar, espancar, estuprar e manter em cárcere privado.
Com quase 82 mil votos em 2014, ele já poderia ter assumido o mandato em outras ocasiões, mas não o fez por estar preso e outros suplentes foram convocados. Agora, Bertoldi é novamente o primeiro da lista para substituir Marcelo Belinati (PP-PR), eleito para a Prefeitura de Londrina. A assessoria da Câmara informou que ele tomará posse se for solto até dezembro.
Outro caso é o de Evisnaldo Cruz (PMDB-PB), mais conhecido como Elvis, que entra no lugar de Manoel Júnior (PMDB-PB), eleito vice-prefeito de João Pessoa. Ele teve só 2.111 votos em 2014, mas ganhará o mandato na carona de votações expressivas de colegas de sua coligação. Elvis não apresentou a prestação de contas da campanha, que foram desaprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba em 2014.

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